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sexta-feira, 4 de abril de 2003

Em começos ou tentativas de relação com pessoas que me interessam muito ou de quem eu gosto muito, eu pareço um sem-jeito, um sem-iniciativa, um não-sensível [sensível adj. 1. Que sente. ...]: tudo por causa dos ecos de insegurança da infância que amolecem e endurecem o corpo e embaraçam a alma. Quando eu mais preciso, eu menos pareço EU. (Este é mais um sentimento compartilhado pela Gabriela. Quando ela esteve aqui, no primeiro dia em que nos encontramos e comemos no McDonald´s, conversamos sobre o relógio de pulso. O relógio de pulso é importante para se olhar para ele quando se está sem jeito. Você olha e fica sem jeito até a próxima hora de olhar de novo para ele.) Eu gostava muito de jogar futebol, mas eu parecia não sabê-lo.

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