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quinta-feira, 17 de abril de 2003

ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.

2. A beleza como isca

Bebês olham por mais tempo faces atraentes . . .

Por volta dos quatro meses, preferem a música harmoniosa à dissonante [será que o primeiro termo está correto como oposição ao dissonante?]. Quando os psicólogos Jerome Kagan e Marcel Zentner tocaram melodias dissonantes, os bebês franziram o nariz mostrando repulsa. Kagan e Zentner acharam que estavam testemunhando os primeiros sinais por algo fácil de escutar e suave ao cantarolar. Podemos aprender a gostar da dissonância, mas trata-se de um gosto adquirido.

[Está explicado por que a maioria esmagadora franze o nariz para coisas como Sonic Youth - se bem que eles têm a melodia "fácil" também muito presente, o que pode CONFUNDIR o ouvinte franzedor.]

Os movimentos dos olhos e dos músculos ao redor dos olhos, as mudanças no tamanho das pupilas e o brilho ou opacidade em nossos olhos expressam as nuanças de sentimento. As pequenas diferenças individuais das distâncias ao redor dos olhos, criadas pela estrutura óssea facial, são uma das partes mais resistentes da nossa marca visual, e tão exclusiva quanto as impressões digitais.

Quando os bebês percebem alguém olhando para eles, olha de volta e, geralmente, sorriem. Se seu interesse é provocado, olham três vezes mais tempo para a face que está olhando para eles do que a que está olhando para longe. Ao contrário de animais que são rpesas, como coelhos e cervos, que têm uma visão panorâmica, circundante, os humanos, assim como falcões, leopardos e outros predadores, olham exatamente para aquilo em que estão pensando. Esta é a razão por que os bebês nascem equipados com mecanismos para detectar a direção do olhar, e por que o olho humano desenvolveu a sua aparência distintiva. Ao contrário da maioria dos animais, que possuem esclerótica que escurece com a idade, os humanos mantêm a esclerótica branca durante a vida toda. O branco do olho nos ajuda a aferir para onde os olhos estão olhando e nos dá uma boa idéia do que atraiu a atenção das outras pessoas e do que deve estar passando na cabeça delas.

Um animal cercado por leões, que podem ver a presa a uma milha de distância, não se beneficiaria muito vendo o branco de seus olhos. Quando isso acontecesse, já estaria tudo terminado. Mas para humanos que vivem bastante próximos e dependem uns dos outros para sobreviver, a direção do olhar é uma forma eficaz de comunicação, seja na forma de olhar predador, olhar súplice, ou olhar de amor.

Baldassare Castiglione escreveu em 1561 que "a beleza é uma coisa sagrada... só raramente uma alma perniciosa habita um corpo belo, portanto a beleza externa é um sinal genuíno de bondade interna... é possível dizer que, de certa forma, o bom e o belo são idênticos, especialmente no corpo humano. E a causa direta da beleza física é, em minha opinião, a beleza da alma".

[A autora intepreta tal passagem como algo equivocado, ingênuo. Já eu arrisco que, naquele tempo e naquela cultura, as pessoas ENXERGAVAM a beleza EM SI, e não o padrão de beleza, de hoje, apenas física - fato evidenciado pelos trechos grifados por mim. Platão, muito antes, não podia ter se enganado tanto, a respeito da mesma idéia.]

Quando se pede a pessoas que se aproximem de um estranho e parem quando deixarem de se sentir à vontade, pararão a cerca de 70cm de uma pessoa alta, porém, a menos de 30cm de uma pessoa baixa. Pessoas muito atraentes de qualquer tamanho recebem territórios pessoais grandes. Carregam consigo seus privilégios.

. . . pessoas atraentes tendem a ficar mais à vontade socialmente, a ser mais confiantes, e menos propensas a temer opiniões negativas do que as pessoas não-atraentes. Em um estudo particularmente interessante, pediram às pessoas que participassem de uma entrevista com uma psicóloga. Durante a entrevista, a psicóloga era interrompida por um colega e pedia licença. Pessoas atraentes esperavam uma média de 3min30s antes de pedirem atenção. As menos atraentes esperavam em média 9min. Pessoas atraentes simplesmente se sentiam com direito a um tratamento melhor.

[Os homens] . . . são muito mais propensos a interpretar gestos amigáveis como sinais de interesse sexual e tentativas de sedução. [É uma estratégia reprodutiva dos homens, segundo a autora, para aumentar a possibilidade de abordarem as mulheres.]

[Resolvi ir resumindo por capítulos. Veja também a finalização no capítulo 1.]

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