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terça-feira, 15 de abril de 2003

ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.

1. Introdução: A natureza do belo

Filósofos refletem sobre ela e pornógrafos a oferecem.

A beleza é composta de partes iguais de carne e imaginação: nós a impregnamos de nossos sonhos, a saturamos de nossos anseios. Mas, por outro lado, a reverência à beleza é simplesmente uma fuga da realidade . . .

A beleza [em seu padrão] é uma ficção conveniente usada por indústrias milionárias que criam imagens do belo e as traficam como ópio para a massa feminina. A beleza conduz as mulheres ao lugar em que os homens as querem, fora da estrutura do poder. [Não ocorre aos bitolados em sociologia que seja natural que as mulheres estão fora da estrutura do poder, em vista da natureza do seu organismo, determinando as suas habilidades diferentes das masculinas.] O problema não será que as mulheres quase nunca têm a oportunidade de cultivar seus outros atributos? [Não.]

A mídia controla e dirige o desejo e reduz a amplitude de nossa faixa de preferências. Uma imagem que agrada a um grande grupo se torna um molde, e a beleza é seguida por seu imitados, e depois pelo imitador do seu imitador.

A aparência é a parte mais pública da pessoas. É o nosso sacramento, o ego visível que o mundo presume ser o espelho do ego invisível, interior.

Estamos sempre avaliando a aparência das outras pessoas: nossos detetores de beleza nunca têm folga, não param de funcionar.

O filósofo Santayana chamava de beleza o "prazer objetivado".

A descrição mais lírica de um encontro com a beleza - solitário, espontâneo, com alguém desconhecido - está no Retrato Do Artista Quando Jovem, de James Joyce . . . [arrepios em mim! gratidão ao Muriel]

Um ideal de beleza existe na mente, não na carne. As pessoas julgam a aparência como se existisse uma beleza ideal da forma humana em alguma parte de sua mente, uma forma que reconheceriam assim que a vissem, embora não esperassem vê-la. Existe na imaginação.

A nossa extrema sensibilidade à beleza é hardwired, isto é, conectada fisicamente, governada por circuitos no cérebro conformados pela seleção natural. Gostamos de olhar uma pele macia, cabelo espesso e lustroso, cinturas marcadas e corpos simétricos, pois durante a evolução as pessoas que notaram esses sinais e desejaram seus donos tiveram mais êxito reprodutivo. Nós somos seus descendentes.

[Ocorreu-me uma coisa agora: muitas vezes as pessoas lêem esse tipo de informação como se fosse tão somente uma curiosidade, não pensando realmente que a vida É assim. E então essas informações passam e tais pessoas continuam fazendo de conta de que vida = cultura (apenas).]

. . . indivíduos belos têm mais chance de obter clemência no tribunal e conseguir a cooperação de estranhos.

[As transcrições selecionadas vão continuando conforme a leitura vai avançando.]

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