"O desejo de procura de conforto na fuga fica cada vez mais forte. Tudo que me acontece é um motivo a mais que eu computo na minha já enorme lista de justificativas. Eu me vejo cada vez mais machucado, mais frágil, mais deslocado no meio onde estou. Cada comentário emitido pelos outros é devidamente interpretado como um ataque ao que sou." (Frances)
Eu e a Gabriela mesmo havíamos manifestado esse sentimento e essa sensação, domingo, de nos sentirmos cada vez mais estranhos e esquisitos perante os outros. (No caso dela, ela perguntou para alguém se ela estava estranha ou esquisita e alguém respondeu que não, que ela estava normal. Então ela chegou à conclusão de que é mais sentimento e sensação do que uma manifestação externa e perceptível.) É assim a vida para os mais sensíveis. Estão aí os clássicos da literatura e da filosofia para comprovar tal ocorrência universal. Esse aumento de deslocamento deve-se tanto aos crescentes traumas de tombos espirituais, quanto às crescentes evoluções da mente e da alma, que acabam resultando numa espontaneidade "estranha" e "esquisita" de corpo e de alma. Ou seja, vem ao mesmo tempo de um enfraquecimento e de um fortalecimento.
No blog do Frances, para aquele post dele citado ali em cima houve dois comentários:
"aaaa...fica assim não. tem horas(ultimamente todos os dias) que quero fugir tb. minha esperança ( eu ainda tenho alguma!!) é que dias melhores virão....tomara. pior que tá não pode ficar. Será????" (Miloca)
"Minha esperança é que a vida É ASSIM para os mais sensíveis. Se é assim, é e pronto, eu tenho que aprender a vivê-la assim (e festejar a arte)." (eu)
A natureza é diversa e a diferença de cada indivíduo faz parte do sentido da vida.
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