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quarta-feira, 2 de abril de 2003

Estou com um projeto ambicioso de parar com as drogas, evitá-las. TODAS e QUAISQUER. Depois do próximo fim de semana. Depois do grand-finale com o lisergic saucer diethilamide. (Agora não tem mais transferência de data. O Muriel ainda não confirmou a parceria ativa, mas o Leonardo confirmou a assistência - nos dois sentidos. Eu queria uma presença feminina, para a harmonia, mas a amiga que gostaria mora longe, duas que eu convidei tiveram medo e uma não deu ao meu pedido tanta importância, não percebeu o quanto ela seria importante. Mas nem posso mais adiar, porque o processo de anfetaminização da figurinha - que é uma bicicleta - não pára.) Nenhum gole, nenhuma tragada, nenhuma aspirada. Não. Motivos:

1. Estávamos conversando sobre drogas bebendo cerveja e fumando cigarro no Mercado Público, sábado (eu, o Leonardo, o Gordinez, a Michele Fatturi e o Felipe Souza). De repente o vizinho de mesa adentrou o assunto, com relatos de bem maior experiência. O cara que defini como primo do Lou Reed fumou maconha por 15 anos e, depois desse tempo, não conseguia mais concentrar-se em nada. Então decidiu que ia fumar mais uma vez - uma manga rosa - para comemorar a parada do vício. Fê-lo e obteve o resultado desejado. Hoje, somente "transcendência pela razão", como diz o Pilla. Carlinhos Ribeiro é o nome do cara. Se ele levou 15 anos para chegar a esse final, por que eu não posso dar um jeito JÁ? A Manuela citou ontem Jimmy Page ou Robert Plant: as drogas mudam o ritmo do seu organismo e um dia você vai pagar. Não quero aumentar a minha dívida. Foi eterno enquanto durou, mas agora eu quero ver coisas novas.

2. Não me agrada o fato de que em toda ocasião social eu tenha vontade de usar alguma(s) das três drogas mais usadas para eu ficar mais ativo e menos deslocado (vide quarto post abaixo) e porque TODO MUNDO usa alguma(s) delas e a visão disso me provoca. Essa escravidão não me agrada. Eu quero ver todas as coisas com os meus olhos limpos. Eu quero sentir as minhas reações naturais. Se elas forem negativas, vou trabalhar para torná-las positivas. Se eu não conseguir, quero aprender a conviver com elas e a tranformá-las em impulso criativo ou matéria criativa. Quero me dedicar ao trabalho, ao bom trabalho: à arte. A transcendência lúcida deve ser muito mais redentora do que a com químicos. Eles já me ensinaram uma tonelada de coisas, eu já aprendi. Agora sinto que posso caminhar sozinho. Agora eu quero os benefícios da lucidez com o bônus do aprendizado.

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