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quinta-feira, 3 de abril de 2003

A comunicação ao vivo, com entonação de voz e expressões faciais e corporais, já é difícil; a comunicação escrita, sem aqueles trunfos, é mais ainda. Dificilmente sabe-se a intenção e a conotação das palavras usadas. A coisa fica pior ainda porque há dois grupos de pessoas:

1. aquelas que usam as palavras com o seu sentido mais popular, adquirido e consolidado depois de gasto uso por entre gírias e maneirismos, longe do seu sentido literal ou etimológico;

2. aquelas que não poupam palavras para deixar clara uma idéia e usam as palavras com o seu sentido original (ao lerem tais palavras, as pessoas do grupo anterior "ouvem"-nas com a "entonação" comumente usada naquele tipo de construção clichê).

Uma observação interessante a se fazer: a maioria das pessoas, por mais que desejem ter estilo e pensem ter inteligência, na hora de brigar por escrito despejam quilogramas de construções e termos clichês; parecem tranformar-se em personagens de novela (o mesmo ocorre com a entonação, quando a briga é ao vivo).

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