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domingo, 6 de abril de 2003

Eu parecia estar caminhando dentro de uma água morna. Encontrei no chão a representação resumida do sentido da vida e a carreguei comigo. Agora está guardada num potinho branco-translúcido de filme fotográfico. Fez falta alguém para abraçar e trocar carinhos e alguém que tivesse tomado junto, para compartilhar as sensações e as idéias.

(O Leonardo era o único que queria e podia me observar. Coloquei a figurinha verdamarela na boca às 13h45. Em seguida, a Nay telefonou dizendo que dentro de uma hora estaria lá, com uma amiga dela; ela havia recebido meu convite por torpedo, apenas não havia respondido. Ela chegou com um casaco verde-luz sobre uma blusinha vermelha com bolinhas brancas, e aquela franja e aquele sorriso de sempre. Logo eu comecei a sentir que estava alto, aquela confusão leve do início de qualquer adição. Quando eu fui na cozinha pegar água para irrigar a garganta nos intervalos da leitura daquele texto do Jabor, senti meus movimentos bizarros. Às 15h15, uma hora e meia depois da ingestão, o efeito preencheu tudo o que poderia preencher. Mas eu ainda estava indo na direção errada, não percebendo que aquela linguagem era diferente da que eu experimentei nos últimos cinco anos. Ouvimos Sonic Youth, vimos Frank Poole e Sonic Youth, mas ainda estava errado. De repente, saí de casa e deixei meus acompanhantes sentados no sofá em frente à televisão. Fui meia-quadra em três direções, como se desenhasse uma cruz. Sim! Era aquilo: movimentos e natureza. Voltei com pressa para casa e disse que eu tinha que caminhar. Os três não esboçaram nenhuma reação. As meninas foram embora. Tocou o interfone e eu, da sacada, vi tênis vermelhos. Era o Charles. O Leonardo foi embora e o Charles, salvador, saiu para caminhar comigo. Fomos até a residência dos Renner, e foi uma lástima nem o Mauricio nem o Vicente estarem lá. Então: Espaço Café. O Charles me pagou um café moca delicioso e começou a chover. Voltamos para a minha casa, não sem antes passar na locadora e pegar um filme com o Kevin Spacey. E chegou o Leobrit. Telefonei para a Gabriela. E chegou o Marcos. Nós quatro fomos no McDonald´s. Na volta, só o Marcos permaneceu. Doze horas depois da ingestão, encontrei a figurinha atrás de um dente. Engoli.)

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