Sim. NIN. O que dizer? O que que é isso?? "Nós vamos demorar uns seis dias para entender o que aconteceu aqui." (Rafa - da MTV, segundos antes de anunciar que Os Cartolas ganharam a gravação de um CD, dois videoclipes e uma van adesivada)
Fantômas não tocaram nenhuma do 'Director's cut', o que significa doença pura. Mike Patton de bigode e cabelo lambido de gel latindo no microfone, e gritando agudo como uma menininha fã de Good Charlotte (aliás, ponto absurdamente negativo do festival).
Foi bonito ver a bonita Mrs. Coyne, acompanhando, com uma câmera fotográfica, o maridão, que, em pessoa, comandou toda a montagem do palco dos Flaming Lips. Começaram com 'Bohemian rapsody', do Queen, e terminaram com 'War pigs', do Black Sabbath. Ponto alto: 'She don't use jelly', com o Steven Drozd - vestido de papai noel inflável - varrendo na guitarra.
Iggy Pop trouxe o punk. O cara é o pai de todos - Sonic Youth, Flaming Lips. Antes dele, só Velvet; antes do Velvet, só Beatles.
Sonic Youth: não pareceu real. Thurston trepou com a guitarra, e eu lembrei da matéria sobre músicas para trepar, que a Cris está fazendo para a revista Void, e da relação intrínseca entre música e sexo que eu destaquei nas minhas respostas. Quase encostei na guitarra do Lee Ranaldo, pelo menos deu para ver o carão dele. O Thurston também esfregou a guitarra na câmera e ficou se escondendo dela embaixo das pernas do cameraman. Gênio. A Kim Gordon empurrou um cameraman agaixado, pela lente da câmera, e o cara caiu de costas. O Lee Ranaldo tentou atacar uma lente com a guitarra, mas o cara se esquivou.
O tempo de 1h20min foi totalmente insuficiente para os Flaming Lips e o Sonic Youth. Os Lips, de antigas, só tocaram a da vaselina. O Sonic Youth não tocou nenhuma do 'Murray street' (apesar de o UOL ter noticiado que tocaram 'Empty page' e que "os Stooges estão para o punk, assim como o Sonic Youth está para o grunge"...), nenhuma do 'NYC ghosts & flowers', nenhuma do 'A thousand leaves', do 'EJSTNS' apenas 'Bull in the heather' e não tocaram 'Dirty boots'. Ponto alto: 'Skip-tracer'... "Hello, twenty-fifteen!!!!"
NIN. Nine Inch Nails. Eu não esperava mais nada, depois de ter visto a banda da minha vida. Fiquei chocado. Ficamos. Estávamos podres de cansados, então ficamos longe do palco. No ponto médio exato entre os palcos A e B. E ali o volume já era ensurdecedor. O único show ALTO. GUITARRAS altas. Tudo alto, e a voz também - todos os vocais estavam límpidos. Começaram com 'Wish', motherfuckers! O equipamento de luz (não há fotos por enquanto desse equipamento em São Paulo, por isso as que aqui estão são de um show na França), 10x mais toneladas do que o equipamento das outras bandas, parecia um comunicador alienígena. Só vendo. Inacreditável. Podres, não conseguimos não dançar loucamente todas as músicas do filho da puta do agora careca Trent Reznor - chamado de "o mais superestimado" pelo José Flávio Júnior na revista Vip. Fecharam com 'Head like a hole'. Inacreditável. Chocante.
Um diálogo por torpedos, na manhã seguinte:
Douglas - Have you passed through this night?
Muriel - O q foi aquilo?!

Nenhum comentário:
Postar um comentário