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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
"Quando se trabalha com ‘field recordings’, o gravador/compositor tem memória do momento em que determinado som foi gravado e do que quer que tenha acontecido nesse momento; quando mais tarde ele volta a ouvir a gravação e se lembra desse momento, a situação e o som podem impor a sua própria estrutura na sua imaginação e invocar sentimentos que levam a determinadas decisões dentro da composição. Isto pode ir tão longe quanto podemos até considerar que existem estruturas ‘auto-compostas’ no interior dos ‘field recordings’, de forma nenhuma linguísticas, mas que ganham sentido linguístico dependendo da imaginação e das capacidades associativas do ouvinte. (...) Prefiro uma abordagem fragmentada a uma baseada em 'drones', o que me permite retrabalhar as gravações originais, procurando algo que soe diferente em termos de tom, timbre e de espectro de frequência, mas também algo que seja mais atómico, como, por exemplo, os ataques individuais num instrumento. Desta forma, estou de certa forma a voltar à música instrumental. Já percebi que, quando modelo os sons, tenho uma predilecção por algumas curvas de volume em detrimento de outras. Algumas destas formas são recorrentes em diferentes composições – elas têm que passar nos 'meus testes'. Estes testes avaliam proporções (tempo/volume) assim como a dinâmica de uma peça. Pode-se dizer que existe algo como um som típico, o que deriva em larga medida dos métodos, i.e. da forma como retrabalho as gravações de campo. Isto, quero dizer a modelação dos 'samples' a partir de 'field recordings', já foi comparada com a construção dos seus próprios instrumentos. Mas, de facto, é a primeira instância da própria composição, especialmente quando trabalhas com segmentos vindos do material original." (Marc Behrens)
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