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terça-feira, 8 de outubro de 2013
Ittetsu Nemoto, um monge budista, faz oficinas sobre a morte para os suicidas no seu templo. Pede aos participantes que imaginem que foram diagnosticados com câncer e que têm três meses para viver. Pede que escrevam o que querem fazer nestes três meses. Em seguida, pede que imaginem que têm um mês de vida; depois uma semana; depois dez minutos. Quase todos começam a chorar no decorrer do exercício, Nemoto entre eles.
Um homem que participou da oficina vinha há tempo falando com Nemoto em querer morrer. Tinha 38 anos e nos últimos dez anos fora internado várias vezes num hospital psiquiátrico. Na hora do exercício de escrita, ele ficou ali parado e chorando. Quando Nemoto veio ver como andava, viu um papel em branco. O homem explicou que não tinha nada a dizer quanto às perguntas pois nunca tinha pensado a respeito. Tudo o que havia pensado era em querer morrer; nunca no que fazer com a vida. Mas não tendo nunca realmente vivido, como poderia pensar em querer morrer? Este insight foi curiosamente libertador. O homem voltou ao trabalho de maquinista numa fábrica. Antes, era tão adverso à companhia humana que só conseguia funcionar dentro de certas capacidades limitadas, mas agora conseguia falar com as pessoas e foi promovido. (Larissa MacFarquhar/The New Yorker, tradução de Robin Geld, divulgação de Elena Filme)
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