Analisando só do ponto de vista psicológico. Os manifestantes vão falar com a polícia, não vão falar com a população nem com a prefeitura, que está esvaziada na hora do protesto. Os policiais assumem seu papel na encenação e vão preparados para reagir a qualquer (aguardado) excesso de manifestantes. Os manifestantes se revoltam mais com o aparato militar e ficam mais agressivos, que é o que eles queriam, para catarse e para vitimização e martirização. Os policiais ficam aliviados de finalmente poderem exercer o poder que lhes foi prometido ao entrar na corporação. Instintos de guerra, os mesmos que estão em todos os confrontos, entre palestinos e israelenses por exemplo. A motivação racional sempre é um pretexto, tem por baixo fundações psicológicas de sombra, de tanathos diriam os freudianos.
"Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados." (Manuel Castells)
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domingo, 16 de junho de 2013
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