[poema sem nome e em duas vozes]
a brisa sopra folhas em meus ouvidos
algumas são verdes, algumas são secas
tocam suavemente a cartilagem imóvel
da minha orelha ainda quente
e ansiosa
e saborosa
as folhas deslizam sobre a roupa amarrotada que encobre o meu corpo
correm alegres por cada morrinho que faz a malha felpuda e doce
aos poucos meus pés se deslocam do chão
minha cabeça pende pra trás e pairo em forma de lua
lua reluzente na noite sombria, clarividente em pleno dia
a música fraca dos lobos uivantes, as pintas bonitas que tenho na fronte
uma floresta que brota de folhas que caem
uma floresta que cai nas folhas em branco
e preenche o vazio de linhas não escritas
em cores e imagens bonitas
em dores suaves inéditas
e movimentos delicados e inebriantes
e tudo que se pode fazer num sábado ensolarado
(escrito por angela francisca e douglas dickel via facebook)
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sábado, 23 de janeiro de 2010
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2 comentários:
bonito (e)feito da dupla.
Obrigado, Camila. Bem-vinda :]
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