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sábado, 2 de abril de 2016

Eugênio Bucci, Observatório de Imprensa:

A solução só surgirá quando houver um diálogo público e aberto entre lideranças que saibam desprender-se das agendas partidárias, sem se desprenderem jamais da Constituição federal. Acontece que o diálogo pressupõe maturidade das lideranças, e temos tido escassez de maturidade – e também de boas lideranças.

Podemos dizer, sem nenhum exagero, que a sorte do Brasil depende desta possibilidade improvável: o diálogo maduro, responsável e eficaz. (...)

Sem pontes de diálogo, não há boas perspectivas. Recentemente o vice-presidente Michel Temer falou em pontes. Nada mais acertado. Mas é preciso levar em conta, também, que pontes servem para incluir, não para excluir. Pontes que deixem de fora setores expressivos da vida política nacional não unem, dividem.

Uma ponte, digamos, por hipótese, entre PMDB e PSDB não é necessariamente parte da solução. Pode ser apenas um conchavo entre parceiros que, sozinhos, são só parte do problema. Diante do caso de polícia em que se converteu a República, com corruptos saindo pelo ladrão e ladrões despencando das rampas de Brasília, a autoridade moral do PMDB, cujos caciques indiciados confraternizam em atos solenes posando de cardeais da virtude, é, no mínimo, limitada. O PMDB, como o PT, não apenas não pune os seus corruptos notórios, como os adula oficialmente. Quanto ao PSDB, bem, todo mundo está vendo: seus líderes foram hostilizados nas manifestações de domingo e contra o senador Aécio Neves, entre outros, pesam acusações sérias.

Uma ponte entre PSDB e PMDB não basta. (Sem falar que essa metáfora da ponte – que é boa, muito boa, desde Sófocles, há 2.500 anos – tem implicações canhestras nas terras brasileiras. Por aqui proliferam pontes superfaturadas, faraônicas e cheias de guichês de pedágio a preços igualmente faraônicos. Sejamos responsáveis – e prudentes – também no uso dessa metáfora.) (....)

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