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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Entrevista para Ian Spelling, da Hollywood Watch, publicada na Folha.


Seus filmes com freqüência confundem muito o espectador. Supondo que você leia resenhas, com que freqüência já ficou sentado resmungando "Não, não. Eles não entenderam o principal"?

David Lynch - Leio resenhas muito raramente, mas é tão lindo que as pessoas tenham sua visão própria das coisas, e isso é muito importante. Todos nós enxergamos o mesmo mundo, mas temos idéias distintas sobre o que está acontecendo. O mesmo acontece num filme. Quanto mais abstrato, maior é a diferença de interpretações. Então é assim que funciona. O filme é o mesmo, mas os espectadores são diferentes, então o filme vai trazer à tona mais e mais coisas diferentes à medida que se torna mais abstrato.


Você respeita a pessoa que diz "Detestei, não entendi" tanto quanto a pessoa que afirma "Adorei e acho que captei cada minuto"?

Respeito sim, porque é preciso. Nenhum filme agrada a todos. Existem pessoas que têm uma cabeça muito concreta e não apreciam abstrações, e há outras que amam quando a coisa fica abstrata. (...) Todo filme do qual eu gosto contém abstrações e desencadeia todo um processo mental e emocional, e isso é muito belo e importante.


(...) Em que mais você está trabalhando no momento?

Estou trabalhando com música, estou trabalhando com algumas pinturas, estou trabalhando com algumas coisas de argila. Estou trabalhando sobre um programa em 3D para criar uma sala que vai ser construída. Estou editando um vídeo musical. Acabei de concluir um comercial. Acabei de concluir uma tomada fixa de sapatos estranhos. E estou tentando captar idéias para o próximo filme.


A impressão que se tem é que você não curte ficar sem fazer nada.

Gosto de trabalhar. Não gosto de férias. Não gosto de tempo sem fazer nada. Há coisas demais para se fazer.

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