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terça-feira, 4 de setembro de 2007
Mudar-se é violento. (Se faltar paciência, pule as partes em itálico.) Principalmente quando a mudança não é imposta por outro acontecimento, e é a primeira vez em que eu me mudo sem motivo de separação ou casamento. Eu me mudei porque está para vencer o contrato de aluguel do JK onde eu estava morando e eu e os gatos não queríamos permanecer no cubículo. Mudar-se é ser arrancado de sua base, de sua referência: a moradia é o ponto de partida de todo pensamento, é de onde partem todas as irradiações do ser. É ruim abandonar a sua paisagem diária e é difícil a adaptação à nova paisagem. Estou sofrendo tanto quanto os gatos para me sentir em casa na casa nova. Olho para eles e me vejo. Também é uma mudança crítica para mim porque é a mais precoce - passei apenas um ano no JK; eu havia passado três em São Leopoldo e quatro da Demétrio 56. Ordem da tortura: imobiliária, procurar apartamento, escolher apartamento, burocracia para sair, tira e empacota tudo o que estava acomodado, transportadora, arranha móveis e pisos e quebra coisas, limpeza e pintura, faz as adaptações necessárias no novo apartamento, arranha móveis e pisos e quebra coisas, escolhe a posição dos móveis, desempacota tudo, agenda transferência do telefone e da internet, espera e eles não vêm, eles vêm quando você está almoçando fora, reagenda e gasta todos os seus créditos de celular. Paro por aqui porque é neste ponto em que estou agora. Sem telefone e internet em casa, para agravar a sensação de desorientação. Ainda tenho que vender um roupeiro, levar uma cama para Estância Velha e trazer de lá um armário de cozinha e coisas que ficaram de fora do JK na mudança anterior. Limpar e pintar o apartamento velho, entregar as chaves, esperar vistoria, encerrar o contrato, resgatar a fiança. Comprar trilho para cortina (estou no térreo e a janela do meu quarto, única peça da casa com sol, dá para a calçada), roldana para a porta do box do chuveiro, tampas para ralos de uma pia e um tanque etc. JK atrofia. Lá eu tinha tudo ao alcance da mão (conforme eu escrevera aqui, há um ano), inclusive os gatos. Não sei quantas vezes eu fiquei sem saber onde estava minha carteira ou chaves, neste fim de semana. No JK, elas estavam ou na mesa, ou na mesa do computador. Já me flagrei, na casa nova, sentindo a distância de algo que eu queria pegar. Obviamente no fim das contas eu vou preferir e muito estar num apartamento de um quarto, mas é interessante ressaltar agora que, no fim das contas, o cubículo tinha suas vantagens. Hotel. A sessão de improviso do 'Segundo andar', domingo, foi completamente satisfatória, se não surpreendente. Agradeço ao Yury Hermuche por ter me feito pensar nesse projeto, que dá imensa satisfação para os músicos e tem dado satisfação aos poucos ouvintes que já tiveram acesso às músicas do 'Térreo' - que será lançado em 22/9 - ou às sobras de estúdio disponíveis no projetohotel.blogspot.com.
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