Tô muito fascinado pelo fenômeno Nada (como podem ver). O Nada, o apartidário, o nulo, o ausente. O vazio é revelador. Tem um vazio enorme que não foi ocupado. Não adiantou Crivella, Veja, Globo, Freixo, eu, tu, eles. Não adiantou reza, oratória, fala mansa, denúncia, defesa. Não adiantou alerta, crença, fé, promessa e currículo. A descrença venceu mas na nossa lógica sem lógica o vazio é um problema é não tem valor. E é um lugar a ser ocupado, afinal, na nossa loucura tudo tem que ser possuído. E foi. Ganhou o segundo lugar. Para o nihilista tanto faz pois todos, segundo ele, são os mesmos.
Se fosse Crivella e Bolsominion ou Índio e Paulo-espancador-de-mulher eu também iria dormir, ir à praia ou digitar 00. Zero zero. Zero a zero. Iria mesmo.
Assim, que dizer a quem desvotou? Nada, ué. Ao vazio nada se diz. Se respeita. Mas se o vazio diz sem dizer contra palavras vazias, também permite que outros falem por ele. Quem não se expressa que se imprense. Nos próximos dias, a imprensa imprimirá a fala de alguém legitimado por ter sido o segundo pois o vazio ainda é algo entre o porvir e o que nunca rolará.
"Olhe o abismo e o abismo olhará para você". (Nietszche)
"Qual o som que se obtém ao bater palmas com uma só mão?" (Zen)
"Paz sem voz não é paz é medo" (Rappa)
E por aí vai. Não cumpre aqui desvalorizar o vazio. O abismo está a nos olhar e estamos olhando pra ele. Entre estupefatos e de saco cheio. Sei lá o que fazer com isso. No zen, no budismo, na yoga, o vazio é algo a se alcançar pois contém a resposta que a barulheira oculta.
Miremos.

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