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quarta-feira, 14 de junho de 2006



"... vence mas não brilha para o mundo" é a submanchete. A ZH está sendo cada vez mais o exemplo extremo da caricatura que é essa visão bitolada sobre seleções nacionais de futebol. Não brilha, e quando brilhou?, e desde quando é para brilhar? O Parreira já foi campeão uma vez jogando estrategicamente, e o Brasil foi campeão com o Felipe também sem a preocupação de satisfazer a carência doente do "torcedor", mas se poupando na hora certa. Mas Adriano e Ronaldo foram realmente árvores plantadas.

Parreira: Não dêem 100% de gás nesse jogo, OK? Só uns 60%, 70%.
Ronaldo: Não? Mas 70% do meu gás é zero. Vou ficar plantado no chão, então?
Parreira: Sim, fica lá plantado.

E ele ficou.

E o bate-boca irônico e provocativo cada vez mais ininterrupto das lavadeiras Galvão e Arnaldo é cada vez mais insuportável. Mas eu comecei a gostar de futebol na Copa de 1986, com o Galvão narrando. E o Senna também era parte Galvão.

{Eu era uma criança que não gostava de futebol, alienígena no colégio também por isso, até que eu vi a Copa de 1986 e me tornei um fanático pelo Brasil e pelo Inter. Na metade dos anos 90 eu passei a não gostar do futebol de clubes, porque é meio sem sentido torcer pras mesmas camisetas sempre vestidas por jogadores diferentes. Mas as copas do mundo sempre foram o ponto-auge do futebol, marcaram o meu imaginário também em 1990, 1994, 1998 e 2002. Esta é a primeira copa em que eu estou trabalhando, então não posso ver todos os jogos. Nem tenho mais tanta paciência. Só que os jogos do Brasil ainda são sagrados pra mim, e sempre vão ser. (Assim como as corridas do Senna sempre eram.) São 90 minutos em que eu me sinto bastante em casa. Coisas que vêm da infância, que se formam nela.}

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