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sexta-feira, 13 de agosto de 2010



HANS ZIMMER

"Se você vê 'Inception' pela segunda vez, se dá conta de que a última nota que você ouve no filme é a mesma nota que você ouve pela primeira vez no filme. Se dá conta de que os elementos que nós extraímos da música da Piaf são a forma que você vai de um nível de sonho para o próximo. Quando o filme começa, alguma ação já aconteceu."

"Instrumentistas são insubstituíveis. Tipo Jacqueline du Pre tocando o Elgar Celleo Concerto. Eu disse pro Chris Nolan, 'E o Johnny Marr?'. Tinha que ser ele."

UOL:

"Meu processo de composição é muito difícil, muito longo, muito torturante. Mesmo depois desses anos todos, eu passo dias e dias pesquisando, tentando, puxando os cabelos, dando com a cabeça na parede até achar que algo que vale a pena está sendo criado."

No caso de 'A origem', o processo começou com uma ida à praia: seu vizinho (em Malibu) Nolan convidou-o para o passeio, em parte para que os filhos de ambos pudessem brincar juntos, em parte porque queria lhe mostrar o recém-concluído roteiro finalmente pronto depois de dez anos de revisões. Zimmer levou o roteiro para ler em casa, mas a conversa sobre a ciência do sonho, assunto que fascina os dois amigos e forma a base do filme, começou ali mesmo na areia, e apontou, para Zimmer, a direção de sua pesquisa.

Como faz sempre, Zimmer partiu para uma jornada de pesquisa profunda ("é um dos privilégios da minha profissão, poder passar um ano ou mais num outro mundo, trocando ideias com as pessoas mais brilhantes", Zimmer admite). Além de muitas conversas com psicólogos, psiquiatras e neuro-biólogos sobre a natureza e a função dos sonhos, Zimmer dedicou-se a pesquisar, com físicos, as diversas propriedades do tempo com relação ao som.

"Desde o início de minha carreira eu gosto de experimentar com instrumentos e com a manipulação do som," diz Zimmer. "Para levar este trabalho ao nível da proposta de Chris, eu queria explorar como eu podia manipular as frequências sonoras em termos de tempo. Como fazer para que algumas chegassem antes e outras depois aos ouvidos do público? Como isso alteraria a experiência de ver e ouvir o filme?"

Como faz sempre, Zimmer partiu para uma jornada de pesquisa profunda ("é um dos privilégios da minha profissão, poder passar um ano ou mais num outro mundo, trocando ideias com as pessoas mais brilhantes", Zimmer admite). Além de muitas conversas com psicólogos, psiquiatras e neuro-biólogos sobre a natureza e a função dos sonhos, Zimmer dedicou-se a pesquisar, com físicos, as diversas propriedades do tempo com relação ao som.

"Todo instrumento é tecnologia. O piano foi o máximo de avanço tecnológico para seu tempo, e tem função e sonoridade específicas. O interessante é usar o máximo possível de recursos como um pintor usa cores e texturas. E nesse processo o tocar junto, ao vivo, é essencial. Há algo muito especial e um pouco misterioso que acontece quando várias pessoas fazem música juntas, no mesmo espaço. É algo parecido com o que acontece num estádio de futebol, durante um grande jogo. Cria-se algo que de outra forma não seria possível, e jamais vai ser repetido."

"No filme Chris misturou trucagem mecânica e digital de tal forma que isso se torna irrelevante," Zimmer elabora. "Acho que fiz a mesma coisa com a trilha. Há coisas que as pessoas vão achar que são violinos e não são. Há coisas que vão jurar que são sintetizadores e na verdade são tubas ou violoncelos. Isso é que é o interessante de um trabalho assim."

Um comentário:

Gabriel Pardal disse...

A trilha é foda, não paro de escutar a música TIME. Mas não tem jeito, achei o filme uma porcaria de pipoca com jujuba. Me interesso intensamente pelo tema. E por isso mesmo acho A Origem Mcdonald demais para a questão. Science of Sleep é mais doce, lúdico, onírico e total neste aspecto. E soco: tratam da mesma questão.