
Pitchfork: Parece que você está realmente gostando de compor e tocar com outras pessoas agora, em vez de trabalhar em material próprio.
Beck Hansen: Sim, só pra mudar um pouco as coisas. Desde que Charlotte [Gainsbourg] me chamou há alguns anos teu tenho convidado outras pessoas e perguntando se elas precisam de ajuda em seus discos. Eu adoro o processo colaborativo. Eu fiz muitos discos em que eu me meti num estúdio 14 horas por dia durante seis meses só para tentar as coisas do meu jeito. Trabalhando com Charlotte, há coisas que eu pude compor que eu não poderia ter feito se fosse eu o cantor. Então se abrem outras formas de fazer música. A essa altura, Eu sei o que funciona e o que não funciona para mim; eu sei das minhas limitações. E, se alguém diz "Eu preciso de músicas para uma banda de garagem meio cartoon, eles são mais ou menos assim e precisam soar assado", isso me dá um direcionamento. Eu gosto de ter esse tipo de contrato. Mas eu estou sempre trabalhando em música minha também. Estou trabalhando num disco há alguns anos; eu o gravei em fevereiro de 2008.
Pitchfork: As coisas novas têm o mesmo som garage-rock do seu último álbum, Modern Guilt?
BH: A maior parte não soa como ele. Havia um grupo de músicas em que eu estava trabalhando antes de Modern Guilt e que eu nunca lancei, então está mais naquela veia. Está muito mais... elas realmente não... Eu não sou muito bom nesse tipo de descrição.
Pitchfork: A atual série de covers de Yanni é ridícula.
BH: Sim! Nós nos divertimos realmente um bocado fazendo isso. A melhor coisa foi o Thurston [Moore] improvisando vocais, vocais de tomada única. Saíram direto da mente dele. Eu faço esse tipo de coisa quando eu estou frustrado, mas provavelmente não sai linha-a-linha como ele fez.

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