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quarta-feira, 4 de agosto de 2010



[Início de conto meu não-continuado.]

Quando a conheci, ela estava nua, tentando nadar em um milhão de folhas secas sobre um chão de terra úmida. Minha visão era terror e contemplação. As pernas dela golpeavam os indícios outonais como se fossem as de uma rã em movimento na água do banhado. Os glúteos eram movidos e remexidos de forma que eu conseguia perceber todas as infinitas fotografias possíveis de sua carne macia e branca. Cada uma. Depois de algumas remadas, ela ficou de quatro para se levantar, e o corpo de mulher era um branco rosado com manchas de marrom vivo. Os pés longos iam abrindo caminho por debaixo das folhas, em passos demorados, e o contato das plantas daqueles pés com a topografia do planeta demonstravam a força da conexão de todas as coisas. Também me despi e mergulhei no futuro.

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