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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Thich Nhât Hanh:

Eu, pessoa, ser vivo e tempo de vida são quatro noções que nos impedem de ver a realidade.

A vida é uma; não precisamos cortá-la em fatias e chamar este ou aquele pedaço de um “eu”. O que chamamos de “eu” está constituído de elementos que não são “eu”. Quando nós olhamos para uma flor, por exemplo, podemos pensar que ela é diferente das coisas que não são flor. Mas quando olhamos com maior profundidade, vemos que tudo no cosmos está naquela flor. Sem todos os elementos que não são flor – luz solar, nuvens, solo, jardineiro, minerais, calor, rios e consciência – uma flor não consegue existir. É por isso que Buda ensina que o eu inexiste. Temos que descartar todas as distinções entre o eu e o não-eu. Como poderia alguém trabalhar pela proteção do ambiente sem este insight?

A segunda noção do Sutra do Diamante nos aconselha a jogar fora a noção de uma pessoa, de um ser humano. Isto não é tão difícil. Quando contemplamos o ser humano, vemos os ancestrais humanos, os ancestrais animais, os ancestrais vegetais e os ancestrais minerais. Vemos que o humano está constituído de elementos não-humanos. Nós geralmente discriminamos entre humanos e não-humanos, pensando que somos mais importantes do que outras espécies. Mas considerando que nós, humanos, nos constituímos de elementos não-humanos, temos que proteger todos os elementos não-humanos para nos proteger. Não há outro modo.

Antes de a bomba atômica ter sido jogada em Hiroshima, havia muitos lindos bancos de pedra nos parques. Quando os japoneses estavam reconstruindo a cidade deles, sentiram que àquelas pedras estavam mortas. Então eles as carregaram para longe e as enterraram, e trouxeram pedras vivas. Não pense que estas coisas não estão vivas. Os átomos estão sempre se movendo. Os elétrons se movem quase na velocidade da luz. De acordo com o ensinamento budista, átomos e pedras é a própria consciência. Por isso, a discriminação entre seres humanos e seres inanimados deve ser descartada.

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