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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Trata-se de uma função importante do teatro que nos envolva numa experiência estética cativante, para logo a seguir nos colocar perante um corte, uma interrupção, [um 'distúrbio'] que nos vai fazer tomar consciência de quão problemática pode ser a inocência do nosso comportamento estético. Podemos dizer que fazer um trabalho artístico, utilizando como material a própria existência, torna-se pertinente na medida em que põe em questão aquele que observa. E qual é o seu potencial inato para fazer algo de diferente da vida? Um tal trabalho abre um espaço de possibilidade." (Hans-Thies Lehmann)

"Se, em alguns tipos de teatro, ou de representação, não se pode 'fazer a experiência' senão como participante, onde fica a distância crítica? Como se pode ser distante de um objeto, de uma prática que depende em larga escala da capacidade, da possibilidade, da vontade, do prazer de participar e de realizar? A discussão crítica coloca-se, então, perante um dilema. A discussão crítica está a ser questionada. Será certamente mais fácil, diante de um público, apresentar-se como uma autoridade que reitera julgamentos de valor estético sobre o teatro ou a produção artística. Há quem o faça inclusivamente com bastante finesse. Mas... A tarefa da crítica é tentar refletir sobre a questão artística, o problema artístico, procurando concretizar algo que não se demita de reconstruir essa questão artística, ou esse problema artístico. Na esfera pública contemporânea, leva-se em conta o aspecto comercial ou de marketing: uma, duas ou três estrelas. [A crítica] não vai além da sugestão de ir ver ou não: [isso é] marketing. OK, as necessidades inexoráveis do mercado são uma realidade. Mas nenhum de nós se deve servir disso como desculpa. A crítica tem a responsabilidade de sublinhar aqueles aspectos aos quais o público não está habituado, de lhes proporcionar uma plataforma de compreensão, e não somente seguir o entretenimento dominante." (Hans-Thies Lehmann)

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