Acredito ser possível diariamente ir implementando hábitos mais assertivos, mais capacitadores e mais alinhados com os nossos desejos e expectativas, para isso é necessário força de vontade e auto-disciplina. Isto pode ser conseguido desenvolvendo a capacidade de intencionalmente focarmo-nos naquilo que realmente importa para a concretização dos nossos sonhos, tarefas, responsabilidades, equilíbrio emocional, concretização de um projeto, ou recuperar de um trauma, entre outras. A flexibilidade de pensamento insere-se no termo que na avaliação neuropsicológica chama-se Funções Executivas – utilizado para designar uma ampla variedade de funções cognitivas que implicam: atenção, concentração, seletividade de estímulos, capacidade de abstração, planejamento, controle mental, autocontrole, memória operacional e flexibilidade de pensamento.
Ao sentir-se desanimado, desesperançado, triste, tente lembrar que é a sua “perna partida” a queixar-se, é o seu problema a manifestar-se, a chamar-lhe a atenção. Deverá esforçar-se para não se identificar com esses sentimentos incapacitantes, e dizer para si: “isto é o meu problema a queixar-se”, depois decida levá-lo em consideração e faça algo para se ajudar, algo de capacitador e positivo. Decida-se a melhorar, a procurar uma solução, não se renda.
Uma da formas mais comuns de ficarmos com uma atitude incapacitante é quando ignoramos e não tomamos consciência do quão desconfortáveis e negativos os nosso pensamentos são. Muitas pessoas dizem: 'eu não quero pensar sobre isso, porque isso aborrece-me, irrita-me, fico chateado'. O desapontamento, a tristeza, o aborrecimento e o medo são sinais (sentimentos) que nos alertam para a necessidade de enfrentarmos a situação. A negatividade pode ser um motivador poderoso – quando detectamos uma atitude negativa, deveremos fazer alguma coisa, devemos agir na tentativa de mudá-la.
- Miguel Lucas, psicólogo preparador mental na área do rendimento desportivo
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