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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ser um intelectual público (se é que há outro) é:
(Francisco Bosco)*


1. Viver permanentemente com o compromisso de procurar a verdade, de dizê-la — até onde se conseguiu compreendê-la —, de assumir as dificuldades dessa busca, de admitir quando não se acredita estar enxergando bem e de reconhecer os erros de interpretação e juízo quando interlocutores os apontam.

2. Aceitar qualquer pessoa como interlocutor no espaço público. Mas se reservar o direito de responder somente às críticas ou observações que se situem dentro da vontade honesta de compreender a realidade, recusando as tentativas de produção de polêmicas fundadas em agressões imaginárias ou posicionamentos a priori inamovíveis. Foucault: “O polemista procede baseado nos privilégios que tem de antemão e que nunca vai questionar. Ele possui, por princípio, direitos que o autorizam a guerrear e que fazem desta luta um empreendimento justo; quem está diante dele não é um parceiro na procura da verdade, mas um adversário, um inimigo errado e nocivo cuja mera existência constitui uma ameaça.”

3. Não aceitar qualquer pessoa no espaço privado. Página de Facebook ou e-mail pessoal, por exemplo, são espaços cuja soberania é privada. (...)

4. Saber que as relações imaginárias costumam estar sujeitas a reversões dialéticas. A linha entre a admiração e a inveja é tênue, e muitos podem se aproveitar de um erro seu (suposto ou verdadeiro) para dar uma guinada de 180 graus na economia narcísica e atacá-lo com indisfarçável prazer.

5. Estabelecer distinções nítidas entre o público e o privado. A mais importante: na dimensão pública suas ideias e atos devem ser justificados em relação a todos; na dimensão privada suas ideias e atos devem ser justificados somente para aqueles que você admite em suas relações pessoais (parece óbvio, mas infelizmente não é).

(...)

11. Lamentar ser atacado por argumentos muito mais frágeis do que os seus. E quanto mais frágeis, mais seguros de si. A humildade é constitutiva do verdadeiro pensamento.

12. Tentar separar, o quanto for possível, sua interpretação da realidade e seu próprio narcisismo, de modo que as críticas àquela não sejam tomadas como um ataque ao seu ego.

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* via Gabriel Pardal

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