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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Budismo: o uso milenar da neuroplasticidade
(Felipe Novaes)

Embora ciência e religião pareçam sempre estar vivendo num eterno conflito, existe outro lado dessa história, em que existe o diálogo, a curiosidade e a saudável e frutífera troca de informações. De quebra, esse lado ainda representa um importante diálogo entre Oriente e Ocidente. O Dalai Lama parece ser o catalisador desse tipo de relação, mostrando – juntamente com a ciência ocidental – que a prática budista tem mais a nos ensinar sobre a nossa própria ciência do que nós desconfiaríamos. Mesmo sem saber, o monge budista e líder político e religioso do Tibet colocou o dedo numa questão científica que muito em breve se tornaria uma revolução no nosso conhecimento sobre o cérebro: a relação entre a neuroplasticidade e o suposto poder de a mente influenciar a arquitetura cerebral. (...)

Oito monges budistas que possuem uma prática de pelo menos 10.000 horas de meditação foram voluntários num experimento ao lado de um grupo de 10 voluntários que praticam meditação há pouco tempo, tendo feito apenas algumas aulas. Foi pedido que todos fizessem a meditação da compaixão ilimitada por todos os seres, uma prática meditativa que, segundo os budistas, aumenta a capacidade compassiva dos indivíduos. Para analisá-los, dezenas de eletrodos foram colocados em suas cabeças para que fosse realizada uma eletroencefalografia.

O estudo empreendido por Richard Davidson mostrou que, ao adentrarem nessa meditação, os voluntários aprendizes mostraram um sutil, mas significante aumento das ondas gama no cérebro. Nada comparado ao que ocorreu no cérebro dos monges. Nestes, as ondas gamas surgiram intensamente e permaneceram como tal pelo resto da meditação, até mesmo depois que eles já haviam terminado-a, seus cérebros continuaram a mostrar essa assinatura. Richard Davidson diz que tudo que ocorre na mente possui um correlato neural, e as ondas alfa são esse correlato em relação à meditação da compaixão.

Depois, Davidson utilizou ressonância magnética funcional para ver quais regiões cerebrais ficavam ativadas durante a meditação de compaixão. Segundo os dados achados, as áreas ativadas tinham relação com as emoções, planejamento e geração de emoções positivas, como a felicidade. Já as regiões que parecem manter a nossa unidade, aquilo que chamamos de “eu”, “self”, estavam muito fracamente ativadas.

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