Encerrando um assunto.
1. Schopenhauer embasando minha idéia sobre o caráter: "Por exemplo, posso ter agido com mais egoísmo do que o comum ao meu caráter, em virtude de ter sido induzido em erro por uma idéia exagerada sobre a necessidade em que eu mesmo me achava . . . ou ainda por ter procedido com muita precipitação, ou seja, sem reflexão, deixando-me determinar não pelos motivos nitidamente reconhecidos in-abstracto, mas por motivos de simples intuição, por impressão de momento, pela emoção que se lhe derivou e cuja força foi tal, que me tolheu de certa guisa o uso da razão; mas, ainda neste caso, o retorno à reflexão não é mais que um conhecimento, que se anunciará sempre por meio de esforços tendentes a reparar o passado do melhor modo possível. (Observamos, todavia, que, com o fim de nos enganar a nós mesmos, preparamos às vezes precipitações aparentes, que são, no fundo, atos secretamente premeditados. Porque não há pessoa que melhor enganemos e adulemos com artifícios sutis, do que a nós mesmos.)
(...) Esta influência que o conhecimento, na sua qualidade de agente intermediário dos motivos, exerce não sobre a vontade, mas sobre a manifestação desta por meio de atos, estabelece também a diferença principal entre a conduta do homem e a conduta do animal, e esta é a razão por que seus modos de conhecimento diferem consideravelmente, dum para outro. O animal, com efeito, não tem mais que representações intuitivas; o homem, em virtude da razão, possui, para além, representações abstratas, noções. Se bem que os motivos ajam com a mesma necessidade sobre o animal e sobre o homem, é este último somente que tem o privilégio duma perfeita determinação eletiva, que freqüentemente foi considerada como constituinte da liberdade da vontade nas ações, ainda que outra coisa não seja senão a possibilidade dum conflito que deve seguir até um resultado definitivo entre muitos motivos, dos quais o mais forte determina então necessariamente a volição [vontade].
. . . a sua consciência [do caráter mau], submetida ao princípio de razão e embebida do princípio de individuação, se atém obstinadamente apegada à distinção que este último estabelece entre a sua pessoa e todas as outras; por conseqüência, esse alguém não procurará senão o próprio bem e permanecerá completamente indiferente ao dos outros."
2. Schopenhauer embasando minha idéia sobre a mentira: "A mentira mais perfeita é a violação dum acordo assumido, porque neste caso todas as condições que havemos enunciado se encontram reunidas de modo evidente e completo. As promessas recíprocas são prudentemente discutidas, antes de serem recambiadas em termos formais. Estendeu o domínio da sua vontade até sobre minha pessoa. Deste modo cometeu completa injustiça. (...) A má fé e a traição abrem desmedido campo às conseqüências do egoísmo."
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