Como devem ter percebido, estive desanimado nos últimos dias. Hoje tentei marcar com a Manuela de encontrá-la na Unisinos, porque ela havia dito que iria lá encontrar uns amigos. Mas não consegui. Peguei o carro e fui em direção de casa. No meio do caminho, decidi entrar na Unisinos mesmo assim. Eu poderia comer no RU e encontrar uns amigos, também. Encontrar pessoas. O primeiro foi o Mauricio "Benfeitor", seguido do Alemão, baixista da Blanched. Prossegui e o Vicente estava comendo algo sentado no cordão em entre o DCE e Centro 3. Mais adiante, Madi e Vinícius sentados na escada habitual. Fui até a sala da Samantha, e mais uma vez não consegui encontrá-la. Então me plantei na saída do saguão do Centro 3, um local onde poderiam estar a Manuela e o Gordinez e por onde poderiam passar a Sandra e a Samantha. Só vi a Carmela; pensei em falar com ela, mas as conjunções não ajudaram. Começou a aula e eu comecei a descer rumo ao RU, desanimado por não ter encontrado a Manuela, nem a Sandra, nem a Samantha. Passando pelo corredor a céu aberto entre o DCE e o Centro 3, eu a vi. Ela. Aquela, lembram? Mais linda que a poesia, mais poesia que Fernando Pessoa. Alguns de vocês que me visitam aqui torciam por isso (24/01/2003). Alguns me disseram que eu devia ter entregue o poema. Alguns me disseram que eu ainda devia entregar. Mas eu nunca mais veria aquela menina, provavelmente. Ela desceu na Estação Sapucaia, e era tudo o que eu sabia sobre ela, fora a beleza que me tocou. Mas, sim, ela estava ali, na Unisinos, e eu não deixaria escapar essa chance de fazer justiça e fazer o poema chegar até ela. Mas ela estava conversando com um cara, poderia ser uma dança de acasalamento e eu não ia me intrometer pedindo o e-mail dela. Começaram a andar e eu fui atrás. Passaram o Centro 3. No corredor entre o 3 e o 6, pegaram a direita e começaram a subir. Fui atrás. Me senti o próprio panaca com PERSEGUIDOR escrito na testa. Peguei o celular para disfarçar. Eu não tinha más intenções, pelo contrário, mas poderiam achar que eu tinha más intenções; injustiças são inço. Pararam na beirada do último corredor do Centro 6. Percebi que iriam se despedir. Despediram-se e eu acelerei atrás dela. Ela estava de verde escuro.
- Oi. Desculpa a perseguição, mas tu tem e-mail?
- Por? - com aquele sorriso de outro planeta.
- É que eu escrevi umas coisas inspiradas em ti no metrô, acabei não te entregando e achei injusto que tu não lesse.
- Os meus e-mails não estão funcionando direito, mas eu posso te dar o meu número de fax.
- Diz.
- _________. Me dá o teu telefone. Se tu não mandar, eu te ligo.
- _________.
- Qual é o teu nome?
- Douglas. E o teu?
- Cris. Pode me chamar de Cris, mas é Cristina.
- Então tá. Valeu.
- Tchau.
O choro me veio com a pressão de uma mangueira de incêndio, mas não conseguiu se libertar e invadir o mundo externo. Fiquei em êxtase. Segui até o RU. Entrei, paguei, me servi e escolhi uma mesa. Antes de sentar, avistei a Júlia Capovilla numa outra mesa e me fui até lá sentar com ela. Outra que quem me visita aqui faz tempo sabe que foi uma aventura e tanto chegar até ela (22/04/2002). Outra que merecia poemas por sua beleza (darei o meu conceito de beleza em breve; stay tuned). Conversamos, nos despedimos e fui até a Sala Pública de Informática. Lá, encontrei a Sandra... Posso dizer que passei a noite a bordo da Golden Heart: o nível de improbabilidade infinita estava alto. Foi tranqüilizante encontrá-la, com seu sorriso que brilha. Depois dali nos separamos e eu fui perambular pelo Centro 3. Caminhei para lá e para cá, sem parar, mas não encontrei mais ninguém. A não ser um pouco antes de vir escrever isto, parei onde estava a Madi para avisá-la que eu encontrei a menina do poema do metrô. Ela saiu porque o namorado dela estava passando mal e eu fiquei conversando com o Marcelo, outra figura brilhante. Foi legal. Bom, essa é a história crua. Espero reescrevê-la de forma mais poética depois. Até.
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