- Posso falar com você?
- Agora?
- Daqui a pouco.
- Estou com um amigo. O que quer falar?
- Bem...
- Aconteceu algo?
- Sim.
- Fale-me.
- Agora?
- Sim. Como se chama?
- Lucía.
- Eu sou Lorenzo.
- Eu sei. Eu te conheço. Li seu livro. Várias vezes. Agora não consigo ler mais nada. Entrou dentro de mim e não quer mais sair. Mas também te conheço porque sempre te sigo na rua. Gosto de andar atrás de você e sabe aonde vai, sem que me veja.
(...)
- Eu decidi...
- O quê?
- Você é a pessoa com quem quero viver. Não por achá-lo muito solitário, mas porque estou apaixonada por você. Loucamente, como vê.
- Que corajosa!
- Sim.
- É só isso. Eu tentei. Gostou?
- ...
- Pode ir se quiser.
Ele abre o maço de cigarros, dá um para ela, pega um para si, e ela acende o seu.
- Quer me dizer algo mais?
- Sim. Com o tempo e a convivência tenho certeza de que acabará se apaixonando por mim.
Nervosos. De pé, ele se curva em direção a ela e diz:
- Acho que já me apaixonei. Vamos sair e beber. Há muito que se comemorar!
(...)
Saíram e beberam. Foram para a casa dele. Ela, bêbada, pediu para ele tirar a roupa dela. Ele o fez. "Faça o que quiser comigo." Então ele tirou a própria roupa. "Você começa, certo?" Ele tapou-a, tapou-se e ficou olhando para ela. Dormiram. De manhã ela deu uma geral pela casa, tomou banho. Acordou ele encostando o mamilo dela ainda não excitado na boca dele!
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

Nenhum comentário:
Postar um comentário