The lost art of spending time. Acordei às 2h30 desconfortável e custei para dormir de novo. Pensei na Madi. Em ligar para ela. Pensei no que andei pensando sobre a Madi. Desisti de ligar. Tenho que aprender a ser autosuficiente. Que sensação estranha eu estava tendo, nunca havia sentido-a antes. Um medo de ficar acordado e de voltar a dormir. Mas dormi e acordei às 6h15, alvorada dos dias de trabalho. Tomei banho, café e conectei para postar o comentário sobre a semelhança entre a Nastassja Kinski e a Patricia Arquette. No BOL, havia dois e-mails da Madi. O primeiro, dizendo que estava de volta de Salvador/Recife. Li e deletei. O segundo, braba por questões que não vêm ao caso. Desconectei e peguei o metrô para Porto Alegre. Andando pela Borges, quase no trabalho, minhas pernas ficaram moles porque me dei conta de algo: o expediente hoje é somente à tarde. Dei a volta na Praça dos Açores para pensar e, não havendo nenhuma idéia sobre como matar o tempo naquela cidade, rumei ao metrô. No meio do caminho pensei que podia haver cinema matinal. Na placa: Vitória, salas 1 e 2, sessões a partir das 10h. Oba! Olhei os cartazes e a sessão mais próxima era às 13h30. Uma placa mais ao fundo: carnaval: terça e quarta, sessões a partir das 13h30. Metrô, mesmo. Segui lendo o livro Melhores Contos da Clarice Lispector que comecei na ida. Não gostei do estilo, me senti enjoado como se tivesse comido açúcar puro. Talvez mude de idéia. Mas vi idéias muito boas dela no meio da coisa toda:
. . . sentimentos são água de um instante. Em breve - como a mesma água já é outra quando o sol a deixa muito leve, e já outra quando se enerva tentando morder uma pedra, e outra ainda no pé que mergulha . . .
(...) Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu. (...)
Percebi, num desses caminhos da manhã, que o e-mail da Madi só poderia ter chegado entre 23h e 6h15, porque eu havia conectado também antes de dormir. Cheguei em casa e verifiquei o horário do e-mail. Três e pouco. Talvez eu tenha acordado com a chegada da Madi, ou quando ela ficou braba comigo (atualização: ou quando ela manifestou no blog dela detalhes que me deixam cada vez mais decepcionado, e o gesto foi tão forte que eu o senti na alma em repouso). Agora escrevo neste meu programa preferido, com esta fonte preferida, que vai se transformar em tahoma quando eu postar. Ou seja, já está tahoma, para você, agora. Depois de escrever eu ainda tirei a guitarra do Lee Ranaldo 100% e Kool Thing, com a afinação F# F# F# F# E B. Fui almoçar e peguei o metrô. Pela terceira de quatro vezes no dia.
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