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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"['Trouble every day'] É um filme feito com a câmera, coisa que não se pode dizer da maioria do cinema feito atualmente. Isso não quer dizer que seja um filme sem narrativa, mas a narrativa certamente sofre mudanças que podem incomodar um espectador intransigente e mais acostumado a filmes de Russell Crowe que eleja Woody Allen como o limite máximo de experimentação formal permitida. Só que Claire Denis vai além. 'Desejo e obsessão' é um filme à flor da pele, ao mesmo tempo delicado (como a bela música dos Tindersticks que abre e fecha o filme) e selvagem, onde se fala muito pouco, se age muito pouco, mas quando se fala ou se age, é de uma vez por todas. (...) O sentimento geral que o filme traz é de mal-estar. Não o mal-estar deplorável e supostamente malicioso de um 'Seven' ou 'Hannibal', mas a impressão que esse mal-estar nos engloba e nos observa, que essa possível doença que permeia o filme não está tão distante de nós. De fato, ela pode estar ao lado, ou mesmo em nós. 'Desejo e obsessão' é uma ficção científica. No plano da história, ela incorpora todas as características do gênero, mas o tratamento que a narrativa impõe é outro. (...) O que torna 'Desejo e obsessão' tão complicado para certos espectadores é que não há refluxo moral: a história é guiada por Vincent Gallo, um dos canibais. A identificação deverá ser feita em cima dele, sem escapatória. O espectador fica fora de casa, ao abrigo da tempestade por vir." (Ruy Gardnier/Contracampo)

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