Da internet: "O Chelpa Ferro tem se firmado como um dos mais importantes acontecimentos da atual cena artística. Sua atuação em diversas mídias é única no cenário da arte contemporânea brasileira onde vem realizando um trabalho que mistura experiências com música eletrônica, esculturas e instalações tecnológicas em apresentações ao vivo e exposições."
É impossível o grupo ser um dos mais importantes acontecimentos da atual cena artística apresentando um improviso primário como o de ontem, na Bienal do Mercosul. Impossível. Tive vergonha do meu país. A não ser que a culpa seja justamente da minha expectativa, que confrontou o peso do nome e da fama do grupo, e de um histórico como o de demolir um automóvel no palco, com a geração de drones que só causariam algum impacto se ilustrados com alguma performance ou algum vídeo. E eles empunhavam espécies de rádios amadores, com longas antenas, que em nada modificavam o som vulgar em termos de história da linguagem da música experimental.
"A arte contemporânea tem em si uma relação direta com a evolução, uma vez que pretende sempre questionar linguagens e dar passos adiante no que já existe, de modo que as obras contemporâneas têm sempre um posicionamento sobre a história da linguagem." (Charles Watson)
Ah, lembrei de mais um detalhe: quando eles entraram de cocar na cabeça, eu disse pra Juliana: "Ah, fazemos arte universal mas somos brasileiros, uh". Desculpem-me se eu sou mais exigente que os meus vizinhos. Câmbio desligo.
"Existe algo energizante e desafiador em estar frente a frente com a plateia e criar uma peça musical que tem ao mesmo tempo o frescor do momento fugaz e - quando tudo funciona - a tensão e a simetria estrutural de um organismo vivo. Pode ser uma experiência extraordinária e muitas vezes mobilizadora de comunicação direta. (...) A criatividade é a harmonia de tensões opostas, encapsulada na nossa ideia irrestrita de lîla, ou brincadeira divina. À medida que acompanhamos o fluxo do nosso próprio processo criativo, oscilamos entre os dois polos. Se perdemos a alegria, nosso trabalho se torna grave e formal. Se perdemos o sagrado, nosso trabalho perde contato com a terra em que vivemos." (Stephen Nachmanovitch)
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domingo, 18 de outubro de 2009
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