Uma reflexão sobre criatividade e livre arbítrio
PETER KOESTENBAUM
Aristóteles acreditava, corretamente, que coragem é a primeira das virtudes humanas, porque ela torna as demais possíveis. Coragem começa com a decisão de encarar a verdade última sobre a existência: o pequeno e sórdido segredo de que somos livres. Isto requer uma compreensão do livre arbítrio no nível arquetípico – uma compreensão de que somos livres para defi nir quem somos nós a cada momento. Nós não somos o que a sociedade e o acaso fi zeram de nós; somos o que escolhemos ser nas profundezas do nosso íntimo. Nós somos produto do nosso arbítrio.
Um dos problemas mais graves na vida é a autolimitação. Criamos mecanismos de defesa para nos protegermos da ansiedade que vem com a liberdade. Recusamo-nos a desenvolver todo nosso potencial. Vivemos apenas marginalmente. Esta é a definição freudiana de psiconeurose: nós limitamos nossa vida para podermos limitar a quantidade de ansiedade que sentimos. Terminamos adormecendo muitas das funções da vida. Nós fechamos os centros empreendedores e o pensamento criativo; como efeito, paramos o progresso e o crescimento. Mas nenhuma decisão signifi cativa jamais foi tomada sem ser seguida de uma crise existencial, ou sem o comprometimento com a marcha através da ansiedade, da incerteza e da culpa.
Este é o significado da palavra transformação. Você não pode apenas mudar o pensamento ou a atitude – você tem que mudar seu arbítrio, sua vontade. Você precisa ganhar controle sobre os padrões que governam sua mente: sua visão de mundo, suas crenças sobre o que você merece e sobre o que é possível. Esta é a zona fundamental da mudança, da força e da energia – e o significado da coragem. Algumas pessoas são mais talentosas do que outras. Algumas receberam educação mais aprofundada do que outras. Mas todos nós temos a capacidade de sermos grandes. A grandeza vem com o reconhecimento de que nosso potencial é limitado apenas pela maneira como fazemos escolhas, como usamos nossa liberdade, o quanto somos resolutos, o quanto somos persistentes – resumindo, pela nossa atitude. E todos somos livres para escolhermos nossa atitude.
. . . quase tudo na atividade humana e no comportamento humano não é essencialmente diferente do comportamento animal. As mais avançadas tecnologias e naves espaciais nos trouxeram no máximo ao nível do super-chimpanzé. Atualmente, a diferença entre Platão ou Nietzsche e a média da humanidade é muito maior do que a distância entre o chimpanzé e a média da humanidade. O reino do espírito real, do verdadeiro artista, do santo, do filósofo, é raramente conseguido. Por que tão pouco? Porque a evolução e a história do mundo não são uma história de progresso, mas essa sem-fim e fútil soma de zeros. Nenhum grande valor pode desenvolver-se. Porra, os gregos, 3.000 anos atrás, eram tão avançados quanto nós somos. Então o que são essas barreiras que impedem as pessoas de alcançarem qualquer lugar mais perto do seu potencial? A resposta para isso pode ser encontrada numa outra questão, e ela é assim: - Qual é a característica humana mais universal? MEDO ou PREGUIÇA? (LINKLATER, Richard. Waking life.)
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
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