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segunda-feira, 29 de junho de 2009

BRAVO!: Qual é sua opinião a respeito do fenômeno Susan Boyle?

Carlos Eduardo Miranda: Isso me cheira meio mal. Em 1994, aconteceu algo idêntico com ela num programa de TV lá na Inglaterra. Está no YouTube. Não duvido que os produtores do Britain's Got Talent tenham lembrado disso, ido atrás dela e depois fingido que não sabiam do que se tratava para dar uma aparência inesperada à coisa. Na verdade, não consigo entender por que as pessoas ficaram tão impressionadas com a mulher. Quer dizer que quem é feio tem de cantar mal? Você pega a música brasileira e tem um monte de cantor feio. O Fagner não é feio que nem um raio?

As mudanças que estamos vivendo no mercado fonográfico são mais benéficas ou maléficas?

São benéficas. Não tem nada de ruim acontecendo. Só de ter desmoronado o que já estava construído há anos é um ganho. As coisas acontecem em ciclos. Começa com um cara tocando uma música legal e alguém querendo ajudar. Esse alguém monta uma empresa para lançar aquele artista. Aí o negócio vai crescendo, começa a abranger mais gente. Vai ficando tão grande que chega uma hora que quem está no poder não é mais aquele cara que gosta de música — ele já partiu para outro empreendimento. No seu lugar entra alguém que veio do marketing, que não tem nada a ver com a arte. Foi o que a gente viveu na indústria da música. Poucas pessoas que amavam a música estavam envolvidas com o negócio. No mundo todo. Eu não vejo isso com ódio. Simplesmente é assim. Também nunca acreditei nessa história de que a mídia impõe a música fuleira. Isso é tudo lenda. A música fuleira é natural. Por isso, agrada do pobre ao rico. Geralmente ela é feita para animar a pessoa a fazer filhinho, para esquentar a relação. A maioria é ligada a alguma dancinha. E é dança de acasalamento, sexo disfarçado, algo natural do ser humano.

E quais artistas tiram você de casa?

O coletivo me atrai mais do que o individual. Mas eu vou a festivais para ver Mundo Livre S/A, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo, Do Amor... E agora que tem essa lei em São Paulo que proíbe o cigarro em lugares fechados, vou passar a ver mais shows [risos].

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