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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Trechos por mim selecionados de MARIANO, Sandra; MAYER, Verônica Feder. Criatividade e atitude empreendedora. Cap. 11, 12 e 13.



Com o objetivo de verificar como o nível de criatividade muda com a idade, foi realizado um estudo nos EUA com um grupo de 1.600 crianças. Neste estudo foram aplicados os mesmos testes usados pela NASA para seleção de cientistas e engenheiros inovadores. O interessante desta pesquisa é que ela testou os mesmos indivíduos em três diferentes momentos da vida entre 3 e 5 anos; aos 10 anos e aos 15 anos. Veja a seguir os resultados:

5 anos de idade: Alto índice de criatividade em 98% dos pesquisados
10 anos de idade: Alto índice de criatividade em 30% dos pesquisados
15 anos de idade: Alto índice de criatividade em 12% dos pesquisados

Um teste similar foi aplicado a mais de 200.000 adultos e somente 2% se mostraram altamente criativos. Os pesquisadores George Land e Beth Jarman concluíram que o declínio da criatividade não é devido à idade, mas aos bloqueios mentais criados ao longo de nossa vida. Ou seja, aprendemos a ser não-criativos tanto na família quanto na escola.

Segundo a professora titular da Universidade Católica de Brasília Eunice Soriano de Alencar, a criatividade tem sido severamente inibida por obstáculos de natureza emocional e social e por um sistema de ensino que tende a subestimar as capacidades criativas do aluno desde os primeiros anos de escola e a reduzi-la abaixo do nível de suas reais possibilidades.

De modo geral, o sistema educacional possibilita o desenvolvimento de uma parcela muito limitada do potencial de cada indivíduo. Além disso, o sistema de avaliação tende a salientar os erros cometidos, e não o que cada um tem de melhor, fazendo com que muitos internalizem uma visão limitada de seus próprios recursos, aptidões e habilidades.


A personalidade criativa

Se a criatividade é uma capacidade inerente a todo ser humano, o que diferencia os chamados criativos dos demais?

As pesquisas indicam que a diferença está principalmente na atitude. Portanto, se desejarmos usar nosso potencial para criar, é necessário que cultivemos uma atitude criativa. A personalidade criativa é aquela que aplica sua inteligência para intervir no mundo.


Atitudes criativas

Existem determinadas atitudes que são denominadas atitudes criativas. Conheça essas atitudes criativas a seguir:

• Capacidade de assumir riscos
• Flexibilidade e mente aberta a novas idéias
• Comprometimento e Persistência
• Autoconfiança
• Motivação intrínseca [não-extrínseca]
• Curiosidade e estranhamento do "normal"
• Mãos na massa



BLOQUEIOS CRIATIVOS


A resposta certa

"Quando as crianças vão para a escola, são pontos de interrogação; quando saem, são frases feitas." (NEIL POSTMAN)


Segundo Von Oech, quase todo o nosso sistema educacional objetiva ensinar às pessoas uma única resposta certa. O problema é que a vida geralmente não é assim. A vida é ambígua e nela existem muitas respostas para os problemas que enfrentamos. As respostas que encontramos dependem do que estamos procurando e de como abordamos o problema. Geralmente, é da segunda, da terceira ou da décima resposta correta que precisamos para resolver um problema de maneira inovadora. Uma maneira de ser mais criativo é procurar outras respostas certas. Existem várias maneiras de procurar respostas, mas o mais importante é procurar. Em geral, a idéia criativa está logo adiante. As respostas que encontramos dependem das perguntas que fazemos. Brinque com a formulação das perguntas para obter respostas diferentes.


Siga as normas

"Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição." (PABLO PICASSO)

Estabelecemos normas com base em razões que fazem sentido e seguimos estas normas. Mas o tempo passa e as coisas mudam. As razões que originalmente levaram à geração dessas normas podem não existir mais.

O pensamento criativo não é só construtivo. Pode ser destrutivo também. Freqüentemente, é preciso quebrar um padrão para descobrir outro. Portanto, seja receptivo à mudança e flexível diante das normas. Lembre-se: violar as normas não leva necessariamente a idéias criativas, mas é um caminho.

Evite também apaixonar-se pelas idéias. Existem pessoas que se apaixonam por uma abordagem ou um sistema e se tornam incapazes de ver vantagens em outras alternativas. Uma das grandes sensações da vida é perder a paixão por uma idéia querida. Quando isso acontece, você está livre para procurar novas idéias.



Não seja bobo

Novas idéias não nascem em ambiente conformista. Sempre que há reunião de pessoas existe o perigo do "pensamento grupal". Esse fenômeno consiste em que os membros do grupo se interessam mais em manter a aprovação dos outros do que em tentar propor soluções criativas para os problemas em pauta. A pressão do grupo pode inibir a originalidade e, conseqüentemente, idéias novas. Quando todo mundo pensa de forma semelhante, ninguém está se dando o trabalho de pensar muito.

Qualquer pessoa que decida e pense criativamente tem que enfrentar os problemas do conformismo e do pensamento grupal. Mas como? Uma idéia é lançar mão da estratégia que os reis da Idade Média utilizavam para se proteger de conselheiros bajuladores: o bobo da corte. Sua função era parodiar as propostas em discussão, protegendo o rei do pensamento grupal e gerando novas idéias.

Niels Bohr, físico dinamarquês, ganhador do prêmio Nobel, disse certa vez: "Existem coisas tão sérias que você é obrigado a rir delas". A observação é pertinente. Tem gente que se liga de tal maneira às suas idéias que chega a colocá-las num pedestal. É difícil ser objetivo quando se investiu o próprio ego em uma idéia.

Observe para ver se você ou os outros estão sendo conformistas ou se estão reprimindo o "bobo". Pode ser que estejam armando uma situação de "pensamento grupal".


Você deseja desenvolver seu potencial criativo? Veja as recomendações de empreendedores de sucesso.

• Sair da zona de conforto
• Trabalhar com o que se tem
• Ter atenção aos detalhes
• Cultivar a flexibilidade
• Aprender a confiar
• Aprender com os erros cometidos
• Reinventar-se continuamente
• Despertar os sentidos
• Criar uma comunidade
• Manter a fé no potencial criativo


Etapas do processo criativo

1. Preparação – A primeira etapa é a preparação, quando mergulhamos no problema, buscamos informações e exploramos as soluções possíveis.

2. Incubação – Vem após a preparação; é etapa na qual a mente “descansa” e digere as informações recebidas.

3. Iluminação – Momento em que as peças do quebra-cabeças parecem finalmente se reunir e a idéia surge clara em nossa mente.

4. Avaliação – Etapa em que julgamos se a idéia realmente soluciona o problema. Muitas vezes, é necessário fazer ajustes ou começar novamente, adotando novas perspectivas ou reunindo novas informações.

2 comentários:

Juliana Ben disse...

Pelo jeito, pra desenvolver o potecial criativo há que se fazer um tempo de terapia. Ou será que o próprio processo criativo se torna uma terapia quando nos envolvemos de fato com ele?

Juliana Ben disse...

Von Oech e Alan Wallace formariam uma ótima dupla!