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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
"Queria lançar essa dúvida: todo nacionalismo, todo desgaste de corpos e todos os gastos seriam bons motivos? Pelo menos, resta esta voz solitária dizendo… talvez não valha a pena. Seria possível reorganizar tudo, buscando saúde em vez de performances desgastantes? Que eu possa separar saúde de esporte é um dos pontos mais inquietantes do nosso mundo. (...) As pessoas que deixam uma vida medíocre e lutam por marcas melhores não legitimariam essa entrega? O lado bom do esporte (superação, melhoria, ascensão…) não justificaria tudo? O jogo de interesses econômicos não estaria também presente no Prêmio Nobel ou em todas as causas boas que abraçamos? Provavelmente sim. Olho hoje para estes atletas como mártires da sua força de vontade, da sua vaidade, do seu mérito, do seu treino obsessivo e das suas metas. A fé dos mártires sempre foi maior do que a fé comum. Por isso eles brilham em altares e pódios, e nós rastejamos no lodo. Atletas olímpicos seriam as vítimas finais da admiração que temos por tudo que nunca conseguiremos ser? O mundo é um lugar complexo. Por alguns instantes, aqueles jovens brilharam alto e uniram seus compatriotas em uma explosão de orgulho e felicidade. Ter articulações desgastadas parece um preço pequeno para tanta recompensa. Eles são foguetes que ficam deixando pedaços para atingir a Lua. Muitos chegam lá. Outros, como eu, ficam na Terra dizendo que é um esforço excessivo." (Leandro Karnal)
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