Luis Suárez é o jogador de futebol mais bonito do mundo
(Wright Thompson/ESPN)
Quando Suárez tinha 15 anos, ele conheceu uma garota. Seu nome era Sofia Balbi. Luis trabalhava como gari, e durante seu turno ele encontrava moedas, com as quais ele a levava para sair. A família dela tinha uma vida confortável, então deixavam Luis ficar em sua casa. Frequentemente ele fazia refeições com Sofia. Ela lhe disse que suas notas baixas vinham da preguiça, e não da burrice, e disse que ele deveria se esforçar mais. Na família dela, ele encontrou o que nunca tivera antes: um senso de pertencimento, de segurança. Em 2003, a família de Sofia mudou-se para a Espanha. Luis perdeu sua nova família, sua alma gêmea e sua musa. Mergulhou na tristeza. Ela vivia na Europa, ele na América do Sul, e ele podia varrer ruas para o resto da vida que não iria conseguir uma passagem de avião. Então seu apaixonamento de adolescente desembocou num plano totalmente típico da idade: ele iria se dedicar ao futebol, trabalhar duro e sem parar, e ele seria bom o suficiente para ser contratado por um time europeu, e assim ele poderia cruzar o oceano até a sua Sofia. Doideira, certo?
Seus amigos e mentores lutam para explicar uma ideia complicada. Eles o protegem, e explicam suas atitudes extremas, porque eles sentem o desespero enterrado dentro dele e não sabem como articular isso. Basicamente, qualquer coisa que ameace sua habilidade de fazer gols, e de ganhar, não é processada em seu inconsciente como sendo dirigida a um esportista, mas uma agressão a sua esposa e seus filhos. Vendo-o jogar percebe-se que a teoria é coerente: quando um zagueiro joga duro, Suárez não reage como se o homem quisesse lhe tirar a bola – ele reage como se o defensor estivesse tentando mandá-lo de volta para as ruas de Montevidéu, sozinho.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
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