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domingo, 9 de março de 2014

"L’Humanité é um cinema puro, limpo. Seja nos planos, nos enquadramentos, na imagem em geral, L’Humanité é limpo, sem artifícios, sem embelezamentos, sem maquilhagem. Porque o que Bruno Dumont quer mostrar são as imperfeições humanas, o ser humano como ele é. E Bruno Dumont foge aos diálogos. Como diria alguém que me tem aconselhado grandes filmes e cineastas, Dumont filma o vazio. E filma esse vazio de forma simples, crua. Mas Dumont filma sobretudo o instinto humano. Animalesco, primitivo. A violência, o sexo, o desejo carnal. O sexo é sem dúvida o instinto mais explorado pelo cineasta francês, como catalisador desses instintos animalescos do Homem, como entrega do ser humano a esse primitivismo (por isso os planos das vaginas – a da vítima logo no inicio do filme e posteriormente a de Domino)." (Álvaro Martins)

"Não é a história propriamente o que mais arrebata no filme de Bruno Dumont, mas antes de tudo a forma como tudo nos é mostrado: economicamente, sem pressa, operando antes por subtração do que por soma, reduzindo todos os elementos que aparecem diante da tela à sua pura importância imediata (ao contrário dos filmes de suspense – mesmo que de certa forma se trate de um –, onde o mais importante é a retenção de determinados objetos, determinados dados como prova do assassinato, do crime, etc.). O cinema de Dumont é um cinema dos fluxos, em que a câmara permanece parada, descritiva o tempo todo para registrar todas as flutuações de intensidades do mundo que está diante dela." (Ruy Gardnier)


E... como sempre... os que não entendem o filme:

"Mantendo a linha de seu trabalho anterior (o super valorizado e insosso A Vida de Jesus), Dumont faz novamente um filme muuuuito leeeeento, com longos planos, reflexivo, e de montagem sonolenta. Um estilo que agrada aos críticos e aos jurados de festivais, mas que espanta o público. E não é para menos. Seria mesmo necessário tomar duas horas e meia da paciência do espectador para uma história tão rala? Seria mesmo necessário esticar tanto as cenas para ressaltar a angústia do personagem? Afinal, de quem deve ser o sofrimento, de Pharaon ou da platéia? A antiga explicação estética de que um filme ambientado num lugar onde nada acontece deve ter um ritmo tão lento quanto o seu tema ainda é válida, ou perdeu os sentido desde a época de Werner Herzog? Também traz um sabor passadista os pseudo enigmas que o diretor joga aleatoriamente durante a trama: um caminhão em alta velocidade, um avião a jato, cenas de torres de eletricidade... tudo vindo do nada e indo pra lugar algum, como se usava fazer nos chamados 'filmes de arte' dos anos 60 ou nos super-8 dos anos 70." (Celso Sabadin, jornalista especializado em cinema desde 1980)

"L'Humanité é a mais lenta investigação criminal já filmada." (Todd McCarthy/Variety)

"L'Humanité é enfurecedoramente pretensioso e completamente tolo." (James Christopher/The Times)

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