Charlotte Joko Beck (EUA, 1917 ~ 2011):
Nosso problema básico como humanos é a relação sujeito-objeto. Quando ouvi pela primeira vez isso há muitos anos, parecia abstrato e irrelevante em minha vida. No entanto, toda nossa desarmonia e dificuldades vêm de não sabermos como lidar com a separação sujeito-objeto.
Em termos cotidianos, o mundo é dividido em sujeitos e objetos: eu vejo você, eu vou ao trabalho, eu sento na cadeira. Em cada um desses casos, considero a mim mesma como um sujeito se relacionando com um objeto: você, meu trabalho, a cadeira. Mas, intuitivamente, sabemos que não estamos separados do mundo e que a divisão sujeito-objeto é uma ilusão. Ganhar esse conhecimento intuitivo é o motivo de praticarmos.
Não entendendo a dualidade sujeito-objeto, vemos os objetos em nosso mundo como a fonte de nossos problemas: você é meu problema, meu trabalho é meu problema, minha cadeira é o problema (quando vejo a mim mesma como o problema, transformei-me eu mesma em um objeto).
Então nos afastamos dos objetos que percebemos como problemas e buscamos objetos que vemos como não-problemas. A partir desse ponto de vista, o mundo consiste em: eu e as coisas que me agradam ou desagradam.
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sábado, 29 de março de 2014
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