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sábado, 29 de março de 2014

"A culpa não é da vítima." Sim. Mas reflitamos. Há um culpado? Existe culpa senão na lei e na raiva de cada um (contra o outro ou contra si)? Por que precisa haver um culpado? Condenar resolver alguma coisa? O filme "Prisoners" (do canadense Denis Villeneuve, com Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal e Paul Dano) ilustra bem essa dúvida: quem é mais prisioneiro? Quem é culpado ou quem culpa? 

Rinpoche:
O desafio é deixar de lado nossos julgamentos e preconceitos, inclusive a distinção que fazemos entre vítima e agressor. Se um parente, ou mesmo um estranho, é atingido pela desgraça, a maioria de nós sente compaixão. Em contrapartida, temos a tendência de nos alegrar quando um inimigo sofre. Pensamos que o sofrimento é merecido porque, de algum modo, ele prejudicou a nós ou a um dos “nossos”. 
Além de não ajudar ninguém, essa postura gera desvirtude. Na verdade, ao ferir uma pessoa com palavras ou gestos, ou mesmo ao desejar seu sofrimento, estamos prejudicando a nós mesmos. A repercussão cármica de bater em alguém, por exemplo, é muito pior do que a dor de ser atingido. A mente é um campo fértil onde uma única semente cármica pode produzir muitos frutos, assim como uma única semente de maçã pode se transformar em uma árvore que produz centenas de frutos ano após ano. 
Se o agressor que age levado pela ignorância e confusão não purificar esse carma, no futuro sofrerá muito mais que a vítima. É como se a vítima sofresse agora as consequências do veneno que tomou no passado, ao passo que o agressor ingere uma dose ainda mais letal do mesmo veneno. Precisamos encontrar uma maneira de ajudar os dois.

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