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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002

Hoje, no ônibus que eu peguei para vir à universidade (a sala pública de informática da Unisinos - que agora fica no térreo granitado antes inaproveitado da maior biblioteca da América Latina - agora é meu escritório novamente, conexão cable modem, porém apenas duas ou três conectadas na semana, uma tortura para algo tão necessário), eu fiquei de pé no corredor. Mão esquerda segurando no ferro do banco, mão direita no ferro que vem do teto do ônibus. Notei que a menina que estava sentada no banco de trás ficou nervosa com a minha presença. Colocou os óculos escuros. Deixei a mão esquerda sempre no ferro, na frente da cara dela, para me segurar - claro - e para ver o que acontecia. De vez em quando ela colocava a mão dela a centímetros da minha. De vez em quando. Depois tirava. E voltava a botar. Mas foi só quando o ônibus estava quase chegando no destino que eu senti calor numa parte da minha mão. Ela teve coragem de encostar. Uma vez, por um segundo.

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