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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Finais. As histórias não deviam ter finais. (As histórias reais não têm, a não ser com a morte dum, mas aí a vida continua para os outros "personagens".) As pessoas que criam não sabem fazer finais, não conseguem. Raras sabem. David Lynch, por exemplo, soube, em Estrada Perdida - melhor filme de todos os tempos. Terry Gilliam em Doze Macacos - segundo melhor filme de todos os tempos - também. O Bukowski, na maravilha Pulp, infelizmente não soube. Robert Zemeckis também não, no Náufrago. A proposta (idéia) é muito boa, o filme vai se saindo mais ou menos, no final parece que vai dar certo... mas... não dá. Tem filmes lindos com que a gente vai se empolgando e no final recebe uma bola no estômago. Pelo menos comigo é assim. Foi assim em Gladiador e Beleza Americana. Tem gente que acha que final original é final triste, só porque é contrário ao final feliz, que supostamente seria o tipo clichê. Não tem nada a ver isso daí. A coisa não depende disso. Um tipo de final que não faz feio é aquele que pressupõe uma continuação, mas também dá raiva. Como no Planeta Dos Macacos, fim.
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