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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002

Comerciantes não são humanos. Talvez sejam obrigados a não ser, mas isso não importa.
Estou caminhando na calçada duma rua de camelôs. Olho para um camelô.
- Fica à vontade - alguma vendedora me diz.
- Se tu não tivesse dito isso, eu ficaria - respondo, no pensamento.

Estou caminhando na calçada duma quadra com restaurante. Olho para o lado, sem querer.
- Quer entrar? Pois não? O que deseja? - um garçom me diz uma dessas coisas.
- Estamos passando na calçada - respondo, sem olhar de novo praquele lado.

Estamos numa ótica. A vendedora oferece uma armação Ralph Laurent, de R$ 473,00.
- Que absurdo! - exclamo.
- Eu não acho - diz a vendedora muito rapidamente, indignada. - Esta é uma armação boa. - "De classe", ela queria dizer.
- A gente paga pela marca - completo.
- Pela marca, pelo material. É fino - insiste.
- É 600% mais cara que essa outra - digo, em ponto final.
- Tem banheiro - pergunto, tendo certeza de que tem, pois vi no corredor.
- Sai ali, dobra ali, tem um shopping, lá tem - responde a mulher, querendo dizer "Que falta de compostura pedir para ir no banheiro nesta ótica fina".
Nessas horas dá para entender o carinha que metralhou o cinema.

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