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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2002

Escrevo para quem? Quem me lê? Quem está lendo isto aqui agora me dá um alô. O principal disto aqui é realmente pensar em voz alta, e pensar de um modo organizado e bonito porque está sendo publicado - treinar o texto. Treinar o pensamento e a voz alta.

Um diagnóstico grave: "O ouvido dele é tão fechado que o riff principal de Paranoid Android não causa efeito nenhum."

Os cachorrinhos de verdade me tratam como se eu fosse um deles, quando eu me ajoelho e encosto meu nariz no focinho geladinho e molhadinho deles. Eu gosto tanto deles que me sinto um próprio cachorrinho :D

"Se o Michael Stipe tivesse 4 cachorrinhos, gostaria que fossemos nós!! :) Já pensou!?! Íamos nos divertir bastante com nosso dono, além de estarmos sempre juntos, não teríamos preocupações capitalistas, só comer, dormir e brincar. E ouvir R.E.M. e suas influências muitas vezes..." (John Voyers)

"Apesar de alguns bicões se enturmarem de gaiato na panela dos legais, afinal os legais são sempre abertos, mas isso às vezes me dá um pouco de desgosto." (JV)

O pesadelo começou quando eu errei o caminho, por esquecimento, passei num pardal acima da velocidade e ainda tive que pagar pedágio. A estrada de terra da rodovia até a casa estava péssima (é péssima), o carro desceu dançando desgovernado e até uma pedra se atirou e acertou embaixo do banco da direita. "Diz para ele que ele está parecendo o Papai Noel", disse a mulher. As duas crianças estavam achando minha barba até engraçada, parecia, mas a mulher disse "Eles estão achando estranho, esquisito, nunca conviveram com alguém de barba assim". Covardia, falta de coragem para assumir os próprios pensamentos nojentos de boa capricorniana e ainda por cima usando os próprios filhos de menos de meia dúzia de anos como porta-vozes mudos. Parece o cara que obrigou a Selma a suicidar ele. A tarefa de limpar os brinquedos e os cadernos e os livros de aula para resgatá-los dos ratos e dos cocôs de ratos foi barra pesada, pois durou mais de um dia e os cocôs era muitos, as aranhas mortas e vivas eram muitas, e as coisas comidas por ratos, como varetas de pega-varetas e caixinhas de cigarros da coleção de caixinhas de cigarros também eram muitas. À noite, o medo de assalto (a casa já foi assaltada e meu pai, torturado com choque de fio de ferro de passar roupa cortado e coronhadas, com a mulher e os dois pequenos de platéia ainda por cima) criou nervosismo e não foi fácil dormir, à meia-noite. O colchão tinha três dobras e era áspero, pois é de um sofá-cama, o que aumentava o desconforto. E o travesseiro era baixo demais. Às 3:00 um dos meus irmãos teve um sonho e acordou dizendo "Esse não tem pilha", e depois "Bobo mãe, bobo", ainda "Não quero dormir". Eu é que acabei não querendo e não conseguindo e passei duas horas em claro, torcendo para que o escuro fosse embora logo. Nunca desejei tanto que chegasse o dia, a noite é um pesadelo para quem tem inimigos noturnos. E os galos me torturaram cantando muito antes da hora, como numa provocação. Quando era a hora certa do seu canto matinal, eu finalmente já estava dormindo, e acordamos às 10:51. Mais limpeza e mais organização, caixas no porta-malas, muito cansaço, sono e fome. Um banho, quatro horas de sono e a visão da minha casa limpa deram o conforto necessário para fazer uma janta e vir até aqui escrever.

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