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sexta-feira, 26 de março de 2004

Patti Smith é uma capricorniana nascida em Chicago, que se mudou para a Nova York Punk, onde começou a ferver e fazer arte não por ânsia, mas para estar perto de seus ídolos; mais tarde ela amadureceu e mudou de pensamento. No entanto, o que a filha da puta sempre foi capaz de fazer com a voz dela e a emoção, as duas coisas juntas, só ouvindo para entender. Graças a ela existem também a Kim Gordon e a PJ Harvey. O disco que acompanhou meu café da manhã com os gatos, hoje, foi Gone Again (1996), o sexto da carreira, o primeiro depois da morte de três pessoas queridas - o marido, Fred "Sonic" Smith, o irmão e o melhor-amigo, Robert Mapplethorpe - depois de oito anos como dona-de-casa. Eu ouvi dizer que o disco também é sobre a morte do Kurt Cobain, mas nada li de oficial a respeito, até agora. O disco é simples de fisgar, porque a faixa-título, que abre o disco, é um belo exemplar disso que chamamos de música. Participam do álbum Jeff Buckley, Tom Verlaine (Television), John Cale (Velvet Underground) e Lenny Kaye, parceiro musical de longa data da Patti.

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