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quarta-feira, 3 de março de 2004

Está explicado. Foi a igreja católica, para variar.

"O gato doméstico surge por volta de 2.500 a.C. do cruzamento entre o Felis sylvestris (Europeu) e o Felis lybica (Africano). No Egito, na Índia e na Pérsia foram desenterradas a maioria das 192 múmias de gatos que estão no Museu Britânico e que são de Felis lybica. Algumas destas múmias eram envoltas em tiras de pano cruzadas entre si formando um desenho bicolor. Usavam-se discos redondos para representam as narinas e os olhos e as orelhas eram representadas por folhas de palmeira. Outras múmias eram encerradas em sarcófagos de madeira, bronze ou barro. No Egito, os gatos eram adorados pela sua associação à Deusa da Lua, Pasht, e à Deusa do Sol, Bast. Por estas associações divinas, quando morriam os gatos eram mumificados e para que todos soubessem do luto do seu dono, este depilava por completo as sobrancelhas. Os romanos, quando invadiram o Egito, adotaram o culto da Deusa Bast e perpetuaram os seus gatos em estátuas, murais e mosaicos.

Mas a Idade Média reserva-lhes outra sorte: perdem a sua popularidade sendo associados à adoração de espíritos maus. Neste cenário surge a adoração a uma nova Deusa pagã – Freya – envolvendo também os gatos, mas o seu culto era considerado heresia e quem o praticasse era punido com torturas e morte. Porque os gatos faziam parte desse culto foram considerados demoníacos, especialmente os de cor preta. Tal crença exterminou milhares de gatos, cruelmente perseguidos, capturados e atirados a fogueiras. Uma pessoa vista a ajudar um gato, especialmente este fosse preto, estava sujeita a ser denunciada como bruxa e ver vítima de tortura e morte. A igreja virou-lhe as costas e durante mais de 4 séculos foi sacrificado, enforcado ou torturado como herege. Sem a presença de gatos, os ratos desenvolvem-se e propagam a peste em todas as cidades. A insanidade generalizava-se de tal forma que tudo o que de mal acontecesse seria obra dos gatos e das pessoas acusadas de bruxaria, fossem safras perdidas, acidentes, doenças, mortes súbitas, etc. tudo servia de mote."

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