Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

quinta-feira, 25 de março de 2004

Estou fazendo terapia. Adiante, sempre adiante. Desta vez, adiante mesmo. Os primeiros passos são mais difíceis, mas a manhã de hoje foi a melhor dos últimos tempos. Estou ouvindo discman de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Hoje eu escolhi dois CDs de punk, que faz tempo que eu não ouço. Dois discos de 1980. Dois discos de estréia. Dois discos ingleses. The Raincoats (que eu ouvi na vinda) e And Don't The Kids Just Love It (que eu vou ouvir na volta).



The Raincoats foram uma das bandas mais experimentais que se seguiram à explosão inicial do punk rock no final dos anos 70. Usam minimalismo, guitarra distorcida, folk-rock e um violino esganiçado. A banda inglesa também foi uma das primeiras formadas só com mulheres no pós-punk. Kurt Cobain era fã, e, graças a isso e à menção que ele fez ao grupo no encarte de um disco do Nirvana, a Geffen comprou os direitos do catálogo das Raincoats e relançou seus álbuns em 1993 e 1994. A banda excursionou com o Nirvana no Reino Unido antes de fazer uma turnê própria nos Estados Unidos em 1994. Em 1995, elas lançaram um EP pela Smells Like Records, do Steve Shelley, e em 1996 o LP Looking In The Shadows, com a produção do baterista do Sonic Youth.



Já os britânicos do Television Personalities influenciaram bandas como Jesus And Mary Chain, The Pastels - da qual Kurt também era fã - e Pavement. A banda é liderada pela genialidade infantil do cantor e compositor Dan Treacy, que cresceu inspirado pelo movimento punk e pela psicodelia do Syd Barrett. Enfim, dois discos em que não se pode esperar um peso de graves ou de guitarra com bastante distorção. O peso está nos arranjos, nas composições, nos timbres, nas vozes e nas maneiras de tocar e de cantar. O peso do punk. Dois discos que eu indico para quem está interessado no punk.

Nenhum comentário: