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segunda-feira, 23 de dezembro de 2002

Interlúdio. Biologia. Duas espécies que têm grandes dificuldades de comunicação, pois não sabem perceber a reação do interlocutor, falando ou escrevendo de modo cego-surdo, executando invasões de espaço e ignorando a necessidade de cativar para construir uma convivência. (Não se ofendam com o conteúdo deste post, muito menos fiquem magoados, porque ele é um sinal de que eu tenho esperança de não precisar evitar a convivência, coisa que qualquer outra pessoa já teria feito. Também porque as intenções são boas, o modo de ação é que deveria ser repensado. Eu só não podia manter-me indignado e calado. Tenho certeza de que vocês não gostariam de receber na lápide a epígrafe: CHATO.)

Os zés [conversando ao vivo]: Quando começam a falar, não param mais. Não adianta nem tentar interromper. Não respeitam se o interlocutor manifesta discordância ou até mesmo aversão ao assunto. Aproveitam-se de brechas lógicas para forçar supostas sintonias de idéias. Não ouvem o que o interlocutor fala; parecem pensar somente em como continuar falando até o infinito.

Os arlens [em e-mails e comentários]: Fazem comentários inúteis como "Peguei esse filme esses dias, mas não consegui ver até o fim" ou algo que não tenha nada a ver com o post. Entendem menos de 50% do que se responde para eles, então repetem tudo o que haviam dito antes como se não tivesse havido uma resposta. Comentam todos os posts, banalizando a existência dos comentários.

Referências bibliográficas: BUKOWSKI, Charles. Observações sobre a peste.

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