Eu tive uma prova de que crítica musical é realmente absurdo: percebi que eu nunca admirei um crítico musical, mesmo na época em que eu era um e portanto acreditava na existência decente desse tipo de texto. Época do MusicZine e início do Apanhador. Bom, eu acreditava na função da crítica e dos rótulos, que é a de dar uma orientação para os procuradores de sons agradáveis para si. Não sei se eu não acredito mais em termos absolutos ou eu é que estou muito aprofundado nos assuntos musicais e filosóficos e para mim é que não serve mais. O que é fato é que simplesmente não tem como traduzir estética em palavras sem incorrer em pura enrolação com palavras bonitas (já disse o Ezra Pound que a crítica da obra de arte é uma nova obra de arte, independente do objeto analisado e externo a ele) e clichês da crítica musical. Se pelo menos os críticos entendessem de música, então poderiam dizer algo técnico compreensível universalmente, mas então os leitores também deveriam entender do assunto. Os textos que se salvam nesse universo são os que apresentam fatos históricos da banda e declarações dos seus integrantes.
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