Eu odeio ervilha. Você também?
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quarta-feira, 31 de março de 2004
O Tony disse que a paulista Bizarre vai lançar GY!BE, em breve, nacionalmente. Percebo que "os" Microphones também farão parte do catálogo do selo.
"The Microphones foi o passaporte de Phil Elvrum para entrar no ramo de compositores geniais que fazem tudo sozinhos escondidos atrás de bandas inexistentes. Ainda assim, Elvrum colaborou com grande parte do elenco da K Records, principalmente com o fundador da gravadora e líder do Beat Happening, Calvin Johnson, de quem também conquistou enorme admiração. Essa relação rendeu mais de meia dúzia de álbuns, indo do lo-fi Don’t Wake Me Up (1999) ao experimental It Was Hot, We Stayed in the Water ao folk psicodélico de The Glow Pt. 2, até finalmente fechar o ciclo com Mt. Eerie (2003), álbum conceitual sobre a morte e o universo, colocando um ponto final na carreira do grupo. Mas o tempo provou que esse fim também não passava de conceitual, já que o mestre dos estúdios portáteis continua na ativa como Mt. Eerie. Em 2004, Elvrum lançou ainda mais um álbum como Microphones, coletando canções inéditas apresentadas ao vivo durante uma turnê no Japão."
Chamou-me atenção, embora custe 25 reais, isto:
Objeto Amarelo
DEUS DA PEDRADA
BZR014
R$ 25,00
O terceiro álbum do grupo traz 8 pequenas canções e colagens sonoras gravadas em casa, com influências que vão do punk rock inteligente ao experimentalismo alemão, passando pela no wave norte-americana. Em edição limitada de 499 cópias, o álbum ainda traz 3 vídeos dirigidos pelo baixista Michael Arms. Destaque para "Tundra".
"The Microphones foi o passaporte de Phil Elvrum para entrar no ramo de compositores geniais que fazem tudo sozinhos escondidos atrás de bandas inexistentes. Ainda assim, Elvrum colaborou com grande parte do elenco da K Records, principalmente com o fundador da gravadora e líder do Beat Happening, Calvin Johnson, de quem também conquistou enorme admiração. Essa relação rendeu mais de meia dúzia de álbuns, indo do lo-fi Don’t Wake Me Up (1999) ao experimental It Was Hot, We Stayed in the Water ao folk psicodélico de The Glow Pt. 2, até finalmente fechar o ciclo com Mt. Eerie (2003), álbum conceitual sobre a morte e o universo, colocando um ponto final na carreira do grupo. Mas o tempo provou que esse fim também não passava de conceitual, já que o mestre dos estúdios portáteis continua na ativa como Mt. Eerie. Em 2004, Elvrum lançou ainda mais um álbum como Microphones, coletando canções inéditas apresentadas ao vivo durante uma turnê no Japão."
Chamou-me atenção, embora custe 25 reais, isto:
Objeto Amarelo
DEUS DA PEDRADA
BZR014
R$ 25,00
O terceiro álbum do grupo traz 8 pequenas canções e colagens sonoras gravadas em casa, com influências que vão do punk rock inteligente ao experimentalismo alemão, passando pela no wave norte-americana. Em edição limitada de 499 cópias, o álbum ainda traz 3 vídeos dirigidos pelo baixista Michael Arms. Destaque para "Tundra".
Está aberta a temporada de comentários nos fotologs /blanched & /douglasdickel, mas somente para fotologgers, pelo menos por enquanto.
Ontem eu fui na Beethoven comprar 10 palhetas Gibson M, porque é o único lugar que as tem na cidade. Abri a porta e tive duas surpresas agradáveis. Quem está trabalhando lá é o carinha que trabalhava na Magazine Records, com o Fernando. A outra surpresa foi um dachsund que me recepecionou girando 180º e ficando feliz de barriga para cima. Ele é o Noel, o dachsund de natal da Júlia Pianta, a filha-figurinha do estimado Carlo - para quem eu devo estar sendo o símbolo próprio do tratantismo, pois prometo e não cumpro uma visita há datas. Na saída, aproveitei para falar com a menina, que estava brincando na calçada. "Eu te conheço?" "Eu tinha aula com o teu pai. Eu tinha uma barba assim, ó." "Não lembro..." "Eu conheci o Noel. Ele sempre vira de barriga pra cima?" "Ahã." "Tchau!" "...". Saí andando e cantarolando a Cavalgada Das Valquírias, do Wagner.
terça-feira, 30 de março de 2004
Blanched "Chester": falta 1 dia de mixagem!
segunda-feira, 29 de março de 2004
Change Dragon, Change Griffon, Change Pegasus, Change Mermaid, Change Phoenix, Senhor Bazoo, Comandante Giluke, Vice-Comandante Buba, Vice-Comandante Shima, Gata, Gyodaai, Rainha Ahames, Soldados Hiddlers, Nana, Comandante Ibuki, Sakura.
Uma cortesia Caçador de Links.
"À medida que as críticas sobre o álbum The Passengers iam saindo", escreveu Brian Eno no seu diário A Year With Swollen Appendices, "mais uma vez aparecia aquela sensação ruim no estômago com a disparidade entre o espírito em que as coisas são feitas - alegria, entusiasmo, curiosidade, fascinação - e aquela na qual elas são freqüentemente recebidas - cinismo, falta de interesse, ressentimento...".
Eu sempre ouvi falar que um dos principais motivos de se viciar em drogas era a fuga da realidade. Fumei por cinco anos e em nenhum momento eu senti que estava fumando para fugir da realidade; não havia problemas, pelo menos aparentes. Hoje, segunda-feira, eu me dei conta de que a tal fuga não precisa ser o motivo, mas que ela acontece de qualquer modo. Continua-se fumando porque se foge da realidade, alcançando estados com os quais comparações são covardia. Depois que eu parei, até mesmo porque o organismo e, principalmente, a mente vão acostumando-se e criando tolerâncias, em 30 de agosto do ano passado, eu estou em contato permanente-ininterrupto com a realidade, e não é fácil para quem ficava horas sentindo um prazer "anormal". Por isso meu Projeto MAIS Ambicioso é alcançar a paz e a harmonia (esqueça os contextos bregas em que estas palavras geralmente são empregadas), e então eu parei de fumar, e então eu comecei a fazer terapia. Porque havia problemas. Não superficiais, mas enterrados lá no fundo dos meus anos - e o inconsciente não queria que eles fossem descobertos ou remexidos - e que geravam - e geram - conseqüências desagradáveis, sendo que o mais básico é a insegurança e o seu auge é a depressão. Mas a minha consciência quer descobri-los e eu quero remexê-los. Fumar era uma bengala, mesmo que eu achasse não precisar de uma. Agora eu tenho que aprender a andar sem bengalas, quando minha mente entender que eu devo não ter nenhum problema em perna alguma.
Os meus III fotologs-de-retratista estão funcionando! (E o-de-retratado e o-da-Blanched também. E todos os arquivos estão de volta!)
UPDATE: Os gatos agora também têm sua morada fotologuística.
UPDATE: Os gatos agora também têm sua morada fotologuística.
O poema do Muriel da Morte do Póquet.
Estrada
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Como lança
Lançada
Lembrança
Lançada
Como lança
Ao longo
Da estrada
Lembrança na estrada
Ao longo lembrança
Ao longo estrada
Lança lembrança
Ao longo lançada
Lembrança e estrada
Estrada e lembrança
Lançada
Lembrança
Como lança
Na estrada
Na estrada
Na estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Minada
Estrada
Minada
Estrada
Minada
Acidente
Estrada
Minada
Estrada
Minada minada
Estrada estrada
Minada minada
Estrada estrada
Minada minada
Estrada estrada
Minada estrada
Estrada minada
Estratada estrada
Minada minada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada sem fim
Estrada sem cura
Estrada sem fim
Estrada parada
Estrada estrada
Estrada
Estrada estragada
Sem cura
Sem parada
Estragou estragada
Estrada não pára
É sem parada
Sem cura
Parada sem cura
Parada parada
Estrada não pára
Sem fim e sem cura
Estrada sem parada
Sem cura e sem nada
Estrada estrada
Parada é sem fim
Parada é sem cura
Parada é sem fim
Parada é sem nada
Sem fim
Sem cura
Sem nada
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Lembrança
Sem fim
Lembrança
Sem fim
Estrada sem cura
Parada
Lembrança
Sem cura
Lembrança
Estragada
Lembrança
Sem fim
Lembrança
Sem cura
Lembrança
Parada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Sem reta
Reta
Estrada
Sem reta
Reta
Estrada
Sem reta
Só reta
Circular
Parada
Só reta
Só círculo
Só reta
Só círculo
Só círculo
Círculo
Parada
Estrada
Vai em frente
Pela linha
Reta
Do círculo
Estrada
Círcular
Parada
Círculo
Reto
Sem fim
Sem nada
Lembrança
Estrada
Lembrança
Circular
Em reta
Sem fim
Circular
Parada
E vou
E vai
E sempre
E agora
E sou
E fui
E sai
E vai
E vou
E vai
É agora
É já
É vai
É vou
É vai
É hoje
É agora
É vou
É vai
É ou
É é
É e
É i
É ai
É agora
É depois
É hoje
E nunca
Mais
E vou
E nunca
Mais
E vou
E nunca
Mais
E vou
E nunca
Mais
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
Estrada
E vou
Estrada
Agora
E vou
Estrada
E nunca
Mais
E vou
Estrada
Sem fim
Sem nada
Estrada
E vou
E círculo
E reta
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
.
. (trecho para ser repetido até a exaustão)
.
Aaahhhh!!!!!!!!!
.
.
.
Cansei...
Por agora
Por hoje
Estrada
Amanhã
Estrada
Amanhã
Estrada
Tô de novo aí
Estrada
Estrada
Amanhã
Tem mais
Estrada
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Lembrança
Como lança
Lançada
Lembrança
Lançada
Como lança
Ao longo
Da estrada
Lembrança na estrada
Ao longo lembrança
Ao longo estrada
Lança lembrança
Ao longo lançada
Lembrança e estrada
Estrada e lembrança
Lançada
Lembrança
Como lança
Na estrada
Na estrada
Na estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Minada
Estrada
Minada
Estrada
Minada
Acidente
Estrada
Minada
Estrada
Minada minada
Estrada estrada
Minada minada
Estrada estrada
Minada minada
Estrada estrada
Minada estrada
Estrada minada
Estratada estrada
Minada minada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada sem fim
Estrada sem cura
Estrada sem fim
Estrada parada
Estrada estrada
Estrada
Estrada estragada
Sem cura
Sem parada
Estragou estragada
Estrada não pára
É sem parada
Sem cura
Parada sem cura
Parada parada
Estrada não pára
Sem fim e sem cura
Estrada sem parada
Sem cura e sem nada
Estrada estrada
Parada é sem fim
Parada é sem cura
Parada é sem fim
Parada é sem nada
Sem fim
Sem cura
Sem nada
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Sem fim
Lembrança
Sem fim
Lembrança
Sem fim
Estrada sem cura
Parada
Lembrança
Sem cura
Lembrança
Estragada
Lembrança
Sem fim
Lembrança
Sem cura
Lembrança
Parada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Estrada
Sem reta
Reta
Estrada
Sem reta
Reta
Estrada
Sem reta
Só reta
Circular
Parada
Só reta
Só círculo
Só reta
Só círculo
Só círculo
Círculo
Parada
Estrada
Vai em frente
Pela linha
Reta
Do círculo
Estrada
Círcular
Parada
Círculo
Reto
Sem fim
Sem nada
Lembrança
Estrada
Lembrança
Circular
Em reta
Sem fim
Circular
Parada
E vou
E vai
E sempre
E agora
E sou
E fui
E sai
E vai
E vou
E vai
É agora
É já
É vai
É vou
É vai
É hoje
É agora
É vou
É vai
É ou
É é
É e
É i
É ai
É agora
É depois
É hoje
E nunca
Mais
E vou
E nunca
Mais
E vou
E nunca
Mais
E vou
E nunca
Mais
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
E vou
Estrada
E vou
Estrada
Agora
E vou
Estrada
E nunca
Mais
E vou
Estrada
Sem fim
Sem nada
Estrada
E vou
E círculo
E reta
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
E vou
E vai
.
. (trecho para ser repetido até a exaustão)
.
Aaahhhh!!!!!!!!!
.
.
.
Cansei...
Por agora
Por hoje
Estrada
Amanhã
Estrada
Amanhã
Estrada
Tô de novo aí
Estrada
Estrada
Amanhã
Tem mais
Se In America (Terra Dos Sonhos) não fosse bom, valeria a pena ser visto pela família bonita formada pelo casal Samantha Morton e Paddy Considine e as duas menininhas imrãs na vida real Sarah e Emma Bolger. Ótimas atrizes. Mas o filme é bom. Muito. O diretor é o Jim Sheridan (Em Nome Do Pai) e a história é da migração dessa família irlandesa para Nova York. No mais, vida humana pura.
sexta-feira, 26 de março de 2004
E o John Cale? É um galês - o que explica o sotaque da leitura do conto em The Gift, do White Light/Wight Heat - que se mudou para Nova York em 1963, com 21 anos. Antes de formar o Velvet Underground com o Lou Reed, o Cale participou de um recital de piano de 18 horas de duração, com o seu quase xará John Cage, e se tornou membro do The Dream Sindicate, um projeto minimalista de um dos precursores do minimalismo, o La Monte Young. Entre os dois grupos considerados proto-punks, Velvet e Stooges, dum ele participou e do outro ele produziu o álbum de estréia. Depois de sair do VU, lançou mais de 20 solos, dos quais sete recebem a qualificação de quatro estrelas e meia, pelo All Music Guide. Eu ainda não ouvi nada que não o Songs For Drella (1990), em parceria com o Lou, homenageando o Andy Warhol, após a morte do popartista.
Patti Smith é uma capricorniana nascida em Chicago, que se mudou para a Nova York Punk, onde começou a ferver e fazer arte não por ânsia, mas para estar perto de seus ídolos; mais tarde ela amadureceu e mudou de pensamento. No entanto, o que a filha da puta sempre foi capaz de fazer com a voz dela e a emoção, as duas coisas juntas, só ouvindo para entender. Graças a ela existem também a Kim Gordon e a PJ Harvey. O disco que acompanhou meu café da manhã com os gatos, hoje, foi Gone Again (1996), o sexto da carreira, o primeiro depois da morte de três pessoas queridas - o marido, Fred "Sonic" Smith, o irmão e o melhor-amigo, Robert Mapplethorpe - depois de oito anos como dona-de-casa. Eu ouvi dizer que o disco também é sobre a morte do Kurt Cobain, mas nada li de oficial a respeito, até agora. O disco é simples de fisgar, porque a faixa-título, que abre o disco, é um belo exemplar disso que chamamos de música. Participam do álbum Jeff Buckley, Tom Verlaine (Television), John Cale (Velvet Underground) e Lenny Kaye, parceiro musical de longa data da Patti.
"Depressão. Ansiedade. Estamos inseridos na máquina. O ser humano não é preparado para viver constantemente em grupo, dez horas por dia representando, tendo que ser sempre educado, sem liberar as suas mazelas, e isso tenciona muito. Não pode viver artesanalmente, que é a sua natureza, convivendo só com quem ele gosta, fazendo as suas coisas em casa, indo ao mercado." (Serpa, professor de filosofia, meu colega de trabalho)
[desintoxicação]
eu queria escrever um poema
que arrancasse a minha alma
que me extirpasse o organismo
não restando sequer a epiderme
mas apenas uma pele amassada
um bolinho de pele irreconhecível
isso se alguém resolver revolver
o monte de roupas atirado no chão
que me colocasse unhas na boca
e dentes nas pontas dos dedos
e então eu arranharia meus dentes
que limasse todos os meus anos
que eu carrego dentro de mim
mas isto parece ser impossível
não é uma vontade que vai durar
pelo menos assim eu bem espero
ela já está um pouco menor agora
um poema demora pra ser escrito
eu queria escrever um poema
que arrancasse a minha alma
que me extirpasse o organismo
não restando sequer a epiderme
mas apenas uma pele amassada
um bolinho de pele irreconhecível
isso se alguém resolver revolver
o monte de roupas atirado no chão
que me colocasse unhas na boca
e dentes nas pontas dos dedos
e então eu arranharia meus dentes
que limasse todos os meus anos
que eu carrego dentro de mim
mas isto parece ser impossível
não é uma vontade que vai durar
pelo menos assim eu bem espero
ela já está um pouco menor agora
um poema demora pra ser escrito
Em primeira mão, a capa do vindouro CD da Blanched. Stay tuned.
quinta-feira, 25 de março de 2004
POIS, MAS OS CÃES COMEM O SEU PRÓPRIO VÔMITO
Na crônica de Miguel Sousa Tavares da passada sexta-feira (que, pela primeira vez, não incluía a palavra 'quatorze') podia ler-se a seguinte passagem acerca da adoção de crianças por homossexuais: 'Uma vez mais, a minha resposta é: olhem para a natureza. Já viram elefantes gays ou focas lésbicas a criarem filhos em comum?'
Longe de mim querer pôr em causa o estilo de vida do sábio elefante e da sensata foca, que, tenho a certeza, ponderaram longamente até se decidirem pela opção de impedir a criação de filhos por casais homossexuais nas suas comunidades. Mas olhemos, de novo, para a natureza: há animais que comem as suas próprias crias. Confesso que espero, com alguma ansiedade, por uma crônica em que Sousa Tavares defenda que a lei que impede a adoção por homossexuais deve, tomando como exemplo a mesma natureza, encorajar a adoção de crianças por canibais. A menos que o exemplo dos doutos animais deva ser seguido, não no que eles fazem, mas apenas no que deixam de fazer. Mesmo nesse caso, faltamos todos os dias ao respeito à mãe natureza, porque não há um único animal que leia livros, coma à mesa ou viva em casas com aquecimento central. Talvez seja por isso que haja quem lhes chame animais... qual é a palavra, exatamente? Irracionais, é isso. De resto, o próprio Sousa Tavares transgride, semanalmente, a lei natural, uma vez que não conheço nenhum animal que escreva crônicas no Público. Bom, se calhar até conheço um. (Ricardo de Araújo Pereira, Gato Fedorento, Portugal)
Na crônica de Miguel Sousa Tavares da passada sexta-feira (que, pela primeira vez, não incluía a palavra 'quatorze') podia ler-se a seguinte passagem acerca da adoção de crianças por homossexuais: 'Uma vez mais, a minha resposta é: olhem para a natureza. Já viram elefantes gays ou focas lésbicas a criarem filhos em comum?'
Longe de mim querer pôr em causa o estilo de vida do sábio elefante e da sensata foca, que, tenho a certeza, ponderaram longamente até se decidirem pela opção de impedir a criação de filhos por casais homossexuais nas suas comunidades. Mas olhemos, de novo, para a natureza: há animais que comem as suas próprias crias. Confesso que espero, com alguma ansiedade, por uma crônica em que Sousa Tavares defenda que a lei que impede a adoção por homossexuais deve, tomando como exemplo a mesma natureza, encorajar a adoção de crianças por canibais. A menos que o exemplo dos doutos animais deva ser seguido, não no que eles fazem, mas apenas no que deixam de fazer. Mesmo nesse caso, faltamos todos os dias ao respeito à mãe natureza, porque não há um único animal que leia livros, coma à mesa ou viva em casas com aquecimento central. Talvez seja por isso que haja quem lhes chame animais... qual é a palavra, exatamente? Irracionais, é isso. De resto, o próprio Sousa Tavares transgride, semanalmente, a lei natural, uma vez que não conheço nenhum animal que escreva crônicas no Público. Bom, se calhar até conheço um. (Ricardo de Araújo Pereira, Gato Fedorento, Portugal)
"Dois fins de semana, seis dias no total, de alguma da mais fina música underground que o nosso planeta tem a oferecer. A edição inglesa deste ano do honorável All Tomorrow's Parties Festival desvia um pouco da fórmula: ao invés de ter apenas um artista ou grupo sendo o curador, o festival vai reunir seis entidades diferentes, cada uma responsável pela escalação de uma data individual. Esses curadores são, em ordem cronológica ascendente: Mogwai, Tortoise, Shellac, Stephen Malkmus, Sonic Youth e Foundation (os fundadores do ATP, Barry Hogan e Helen Cottage, os únicos curadores que não vão tocar). O festival acontece de 26 a 28 de março e de 2 a 4 de abril, no Camber Sands Holiday Centre, em East Sussex." (Pitchfork)
"ATP is the ultimate mixtape." (Thurston Moore)
"ATP is the ultimate mixtape." (Thurston Moore)
Estou fazendo terapia. Adiante, sempre adiante. Desta vez, adiante mesmo. Os primeiros passos são mais difíceis, mas a manhã de hoje foi a melhor dos últimos tempos. Estou ouvindo discman de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Hoje eu escolhi dois CDs de punk, que faz tempo que eu não ouço. Dois discos de 1980. Dois discos de estréia. Dois discos ingleses. The Raincoats (que eu ouvi na vinda) e And Don't The Kids Just Love It (que eu vou ouvir na volta).
The Raincoats foram uma das bandas mais experimentais que se seguiram à explosão inicial do punk rock no final dos anos 70. Usam minimalismo, guitarra distorcida, folk-rock e um violino esganiçado. A banda inglesa também foi uma das primeiras formadas só com mulheres no pós-punk. Kurt Cobain era fã, e, graças a isso e à menção que ele fez ao grupo no encarte de um disco do Nirvana, a Geffen comprou os direitos do catálogo das Raincoats e relançou seus álbuns em 1993 e 1994. A banda excursionou com o Nirvana no Reino Unido antes de fazer uma turnê própria nos Estados Unidos em 1994. Em 1995, elas lançaram um EP pela Smells Like Records, do Steve Shelley, e em 1996 o LP Looking In The Shadows, com a produção do baterista do Sonic Youth.
Já os britânicos do Television Personalities influenciaram bandas como Jesus And Mary Chain, The Pastels - da qual Kurt também era fã - e Pavement. A banda é liderada pela genialidade infantil do cantor e compositor Dan Treacy, que cresceu inspirado pelo movimento punk e pela psicodelia do Syd Barrett. Enfim, dois discos em que não se pode esperar um peso de graves ou de guitarra com bastante distorção. O peso está nos arranjos, nas composições, nos timbres, nas vozes e nas maneiras de tocar e de cantar. O peso do punk. Dois discos que eu indico para quem está interessado no punk.
The Raincoats foram uma das bandas mais experimentais que se seguiram à explosão inicial do punk rock no final dos anos 70. Usam minimalismo, guitarra distorcida, folk-rock e um violino esganiçado. A banda inglesa também foi uma das primeiras formadas só com mulheres no pós-punk. Kurt Cobain era fã, e, graças a isso e à menção que ele fez ao grupo no encarte de um disco do Nirvana, a Geffen comprou os direitos do catálogo das Raincoats e relançou seus álbuns em 1993 e 1994. A banda excursionou com o Nirvana no Reino Unido antes de fazer uma turnê própria nos Estados Unidos em 1994. Em 1995, elas lançaram um EP pela Smells Like Records, do Steve Shelley, e em 1996 o LP Looking In The Shadows, com a produção do baterista do Sonic Youth.
Já os britânicos do Television Personalities influenciaram bandas como Jesus And Mary Chain, The Pastels - da qual Kurt também era fã - e Pavement. A banda é liderada pela genialidade infantil do cantor e compositor Dan Treacy, que cresceu inspirado pelo movimento punk e pela psicodelia do Syd Barrett. Enfim, dois discos em que não se pode esperar um peso de graves ou de guitarra com bastante distorção. O peso está nos arranjos, nas composições, nos timbres, nas vozes e nas maneiras de tocar e de cantar. O peso do punk. Dois discos que eu indico para quem está interessado no punk.
quarta-feira, 24 de março de 2004
Brazil & Chile: update 1
Mar 23, 2004 at 04:41 pm | Brazil & Chile
Brazil and Chile back online soon. Please, don't use fake registries. We will be forced deleting these.
Brazil & Chile: update 2: Good news
Mar 23, 2004 at 06:32 pm | Brazil & Chile
If you stand by us, we might re-open to Brazil & Chile on Thursday 12am GMT.
Mar 23, 2004 at 04:41 pm | Brazil & Chile
Brazil and Chile back online soon. Please, don't use fake registries. We will be forced deleting these.
Brazil & Chile: update 2: Good news
Mar 23, 2004 at 06:32 pm | Brazil & Chile
If you stand by us, we might re-open to Brazil & Chile on Thursday 12am GMT.
My Bloody Valentine vai lançar no dia 21 de abril um CD duplo com material de EPs e músicas não-lançadas.
A Paixão De O Cristo
Daniel Galera
Se tu quer ver um barbudo tomando a maior surra da história da humanidade durante uma hora e meia, esse é o filme. Vai direto ao ponto e não deixa nada secundário interferir no essencial - o açougue do corpo humano. A cena do açoitamento é catarse total, pena que tem uns clichezinhos idiotas que quebram um pouco a fruição (as diferentes armas dispostas na mesa, para escolha dos centuriões romanos, que ficam trocando risinhos enquanto tentam decidir entre um chicote cheio de lâminas ou um porrete cravado de pregos). O restante é tão tosco, esquemático e melodramático que parece ser mesmo apenas suporte para o sangue. O filme é sobre sangue, e só vale a pena discutir ele sob esse ponto de vista.
Curioso que não há sinal nenhum da culpa cristã. Quem é católico provavelmente enxerga ali o componente da culpa, ele morreu por causa dos nossos pecados, etc. Pra quem não chega no cinema com isso estabelecido, não vai ser no filme que vai encontrar. A barbárie aflora e as pessoas resolvem, numa euforia coletiva, linchar alguém. Arranjam rapidamente uma desculpa, todos lavam suas mãos e dão uma coça no sujeito. Acontece o tempo todo, em todos os lugares. O grupo enfurecido destroça um humano, o horror da morte surge explícito, todos se sentem parte de um furor único, momentâneo, depois a euforia baixa e a necessidade de tocar o profano está saciada por algum tempo. O filme se debruça o tempo todo sobre a reação das pessoas diante do guisado em que Cristo vai se transformando. Os olhos das pessoas brilham, elas choram, soltam um "oh", mas logo depois decidem que não é suficiente e exigem que a tortura continue na cruz. Cristo morre, começa a chover, e o povo volta pra casa, de ressaca com a carnificina que viu, com uma vontade verdadeiramente renovada de amar ao próximo, inclusive a vítima sacrificada, porque todos puderam, graças a ela, testemunhar juntos a fragilidade do corpo.
Daniel Galera
Se tu quer ver um barbudo tomando a maior surra da história da humanidade durante uma hora e meia, esse é o filme. Vai direto ao ponto e não deixa nada secundário interferir no essencial - o açougue do corpo humano. A cena do açoitamento é catarse total, pena que tem uns clichezinhos idiotas que quebram um pouco a fruição (as diferentes armas dispostas na mesa, para escolha dos centuriões romanos, que ficam trocando risinhos enquanto tentam decidir entre um chicote cheio de lâminas ou um porrete cravado de pregos). O restante é tão tosco, esquemático e melodramático que parece ser mesmo apenas suporte para o sangue. O filme é sobre sangue, e só vale a pena discutir ele sob esse ponto de vista.
Curioso que não há sinal nenhum da culpa cristã. Quem é católico provavelmente enxerga ali o componente da culpa, ele morreu por causa dos nossos pecados, etc. Pra quem não chega no cinema com isso estabelecido, não vai ser no filme que vai encontrar. A barbárie aflora e as pessoas resolvem, numa euforia coletiva, linchar alguém. Arranjam rapidamente uma desculpa, todos lavam suas mãos e dão uma coça no sujeito. Acontece o tempo todo, em todos os lugares. O grupo enfurecido destroça um humano, o horror da morte surge explícito, todos se sentem parte de um furor único, momentâneo, depois a euforia baixa e a necessidade de tocar o profano está saciada por algum tempo. O filme se debruça o tempo todo sobre a reação das pessoas diante do guisado em que Cristo vai se transformando. Os olhos das pessoas brilham, elas choram, soltam um "oh", mas logo depois decidem que não é suficiente e exigem que a tortura continue na cruz. Cristo morre, começa a chover, e o povo volta pra casa, de ressaca com a carnificina que viu, com uma vontade verdadeiramente renovada de amar ao próximo, inclusive a vítima sacrificada, porque todos puderam, graças a ela, testemunhar juntos a fragilidade do corpo.
terça-feira, 23 de março de 2004
Férias Do Barulho (Private Resort), de 1985, foi o segundo filme do Johnny Depp (o primeiro foi Pesadelo Em Elm Street). O principal vilão do filme é interpretado pelo Hector Elizondo, que também fez o tutor do Daniel McMahon, personagem do Giovanni Ribisi em Simples Como Amar (The Other Sister), que é namorado da Carla Tate, personagem da Juliette Lewis. Ribisi também foi o Wade, do Resgate Do Soldado Ryan, fez narração no Virgins Suicidas e participou de Estrada Perdida (Steve V?) e Encontros E Desencontros (John?) - embora eu não tenha identificado tais participações ou não me lembre delas.
Ah: "Good news: We hope to open again on Thursday 12am GMT time. Just give us some air till then, don't register new accounts, stop the hack trials, stop the spams. This is as painful for us as it is for you. Any annoyance just forces us to waste time. Your pictures will be back online in all their glory. We are as happy as you to have you back again with us soon." E nenhuma resposta a nenhum dos meus três "spams".
"Tem música saindo por todos os poros. Só penso em tocar, gravar, criar 24 horas. Dormindo, acordado, tentando dormir e acordar.
É incrível como isso acontece. Sem explicação você é tomado por música e essa sensação tranforma você em alguém incapaz de realizar qualquer função.
Agora mesmo estou escutando um disco (Appendix Out) muito alto na minha sala e imagino que todos os funcionários da empresa devem achar que estou surdo, ou louco.
Não quero trabalhar. Quero voltar pra casa e ligar o Tascam e deixar sair tudo isso até ficar vazio, seco. Tão fraco que só assim ficarei tranquilo novamente."
posted by RODRIGO GUEDES
É incrível como isso acontece. Sem explicação você é tomado por música e essa sensação tranforma você em alguém incapaz de realizar qualquer função.
Agora mesmo estou escutando um disco (Appendix Out) muito alto na minha sala e imagino que todos os funcionários da empresa devem achar que estou surdo, ou louco.
Não quero trabalhar. Quero voltar pra casa e ligar o Tascam e deixar sair tudo isso até ficar vazio, seco. Tão fraco que só assim ficarei tranquilo novamente."
posted by RODRIGO GUEDES
News from Belgium: "For a number of days we no longer publish Brazilian & Chilean blogs. We also don't expect Chilean and Brazilian new subscriptions for the moment. Do not try registring via new accounts or under another country. It would force us to permanently delete all blogs using any Spanish words, including yours." Filhos da puta!
Arnaldo Antunes.
A MOSCA
A mosca é tão pequena,
Menor que uma moeda,
E tem milhares de células.
A célula da mosca é tão pequena,
Menor que a mosca.
E tem milhares de moscas.
PÁGINA BRANCA
Eu apresento a página branca.
Contra:
Burocratas travestidos de poetas
Sem-graças travestidos de sérios
Anões travestidos de crianças
Complacentes travestidos de justos
Jingles travestidos de rock
Estórias travestidas de cinema
Chatos travestidos de coitados
Passivos travestidos de pacatos
Medo travestido de senso
Censores travestidos de sensores
Palavras travestidas de sentido
Palavras caladas travestidas de silêncio
Obscuros travestidos de complexos
Bois travestidos de touros
Fraquezas travestidas de virtudes
Bagaços travestidos de polpa
Bagos travestidos de cérebros
Celas travestidas de lares
Paisanas travestidos de drogados
Lobos travestidos de cordeiros
Pedantes travestidos de cultos
Egos travestidos de eros
Lerdos travestidos de zen
Burrice travestida de citações
Água travestida de chuva
Aquário travestido de tevê
Água travestida de vinho
Água solta apagando o afago do fogo
Água mole sem pedra dura
Água parada onde estagnam os impulsos
Água que turva a lente e enferruja as lâminas
Água morna do bom gosto, do bom senso e das boas intenções
Insípida, amorfa, inodora, incolor
Água que o comerciante esperto coloca na garrafa para diluir o whisky
Água onde não há seca
Água onde não há sede
Água em abundância
Água em excesso
Água em palavras.
Eu apresento a página branca.
A árvore sem sementes.
O vidro sem nada na frente.
Contra a água.
A MOSCA
A mosca é tão pequena,
Menor que uma moeda,
E tem milhares de células.
A célula da mosca é tão pequena,
Menor que a mosca.
E tem milhares de moscas.
PÁGINA BRANCA
Eu apresento a página branca.
Contra:
Burocratas travestidos de poetas
Sem-graças travestidos de sérios
Anões travestidos de crianças
Complacentes travestidos de justos
Jingles travestidos de rock
Estórias travestidas de cinema
Chatos travestidos de coitados
Passivos travestidos de pacatos
Medo travestido de senso
Censores travestidos de sensores
Palavras travestidas de sentido
Palavras caladas travestidas de silêncio
Obscuros travestidos de complexos
Bois travestidos de touros
Fraquezas travestidas de virtudes
Bagaços travestidos de polpa
Bagos travestidos de cérebros
Celas travestidas de lares
Paisanas travestidos de drogados
Lobos travestidos de cordeiros
Pedantes travestidos de cultos
Egos travestidos de eros
Lerdos travestidos de zen
Burrice travestida de citações
Água travestida de chuva
Aquário travestido de tevê
Água travestida de vinho
Água solta apagando o afago do fogo
Água mole sem pedra dura
Água parada onde estagnam os impulsos
Água que turva a lente e enferruja as lâminas
Água morna do bom gosto, do bom senso e das boas intenções
Insípida, amorfa, inodora, incolor
Água que o comerciante esperto coloca na garrafa para diluir o whisky
Água onde não há seca
Água onde não há sede
Água em abundância
Água em excesso
Água em palavras.
Eu apresento a página branca.
A árvore sem sementes.
O vidro sem nada na frente.
Contra a água.
We hope to activate the Brazilian blogs again in the near future.
The PhotoBloggers
Message to Brazil & Chilean users
Mar 23, 2004 at 01:49 am | community
In order to keep offering the fastest service without compromising on the positioning of PhotoBlog, which is all about high quality visual narratives, had to desactivate the Brazilian & Chilean blogs and no longer allow users from Brazil & Chile. Together with our hosting partners and technical staff, we are taking measures to re-activate Brazil & Chile again very soon.
Those two communities are exploding very fast these days and we want to be sure to be able to support this growth! Nobody wants the whole system to crash. We hope that you will understand that it is vital for the future of your photoblog.
Until then we will further support all other countries without compromising our service levels. We apologize for the inconvenience.
read more
We love Latin America, which is why we welcomed all Brazilian & Chilean users. However, we didn't expect this growth. Ine, Maarten, Anthony, John and Frank have been working day and night to sustain the growth. Our hosting partners have done the impossible -a very warm thank you to Dommel, who tried to do the impossible, if you need a shared hosting solution, they are by far the best choice you can make.
We are taking expensive and time-consuming measures to further scale this growth and welcome Brazil again. However, given the fact that many of these blogs are extremely resource intense by 'their nature', we decided to have an outage of some hours when Europe and the US was asleep while desactivating Brazil. The Brazilian & Chilean blogs will no longer be visible, neither will new users be allowed from Brazil & Chile. This allows us to offer a service with no compromise on quality while we work with our hosting partners on extra resources. We hope to activate Brazil & Chile in the coming hours. The pictures remain archived on our disks.
PhotoBlog is all about high quality visual narratives and not about plain dating pictures. We will defend this positioning by all measures, while maintaining an 'open spirit'. We are convinced the users who appreciate our hard work will support us in every way and make this place what it was destined to be.
Shoot bright !
The PhotoBloggers
Message to Brazil & Chilean users
Mar 23, 2004 at 01:49 am | community
In order to keep offering the fastest service without compromising on the positioning of PhotoBlog, which is all about high quality visual narratives, had to desactivate the Brazilian & Chilean blogs and no longer allow users from Brazil & Chile. Together with our hosting partners and technical staff, we are taking measures to re-activate Brazil & Chile again very soon.
Those two communities are exploding very fast these days and we want to be sure to be able to support this growth! Nobody wants the whole system to crash. We hope that you will understand that it is vital for the future of your photoblog.
Until then we will further support all other countries without compromising our service levels. We apologize for the inconvenience.
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We love Latin America, which is why we welcomed all Brazilian & Chilean users. However, we didn't expect this growth. Ine, Maarten, Anthony, John and Frank have been working day and night to sustain the growth. Our hosting partners have done the impossible -a very warm thank you to Dommel, who tried to do the impossible, if you need a shared hosting solution, they are by far the best choice you can make.
We are taking expensive and time-consuming measures to further scale this growth and welcome Brazil again. However, given the fact that many of these blogs are extremely resource intense by 'their nature', we decided to have an outage of some hours when Europe and the US was asleep while desactivating Brazil. The Brazilian & Chilean blogs will no longer be visible, neither will new users be allowed from Brazil & Chile. This allows us to offer a service with no compromise on quality while we work with our hosting partners on extra resources. We hope to activate Brazil & Chile in the coming hours. The pictures remain archived on our disks.
PhotoBlog is all about high quality visual narratives and not about plain dating pictures. We will defend this positioning by all measures, while maintaining an 'open spirit'. We are convinced the users who appreciate our hard work will support us in every way and make this place what it was destined to be.
Shoot bright !
segunda-feira, 22 de março de 2004
1. A banda curitibana Cores D Flores, da Marielle Loyola (ex-Volkana), está fazendo cover de Madrágora.
2. "Aviso aos navegantes. Eu e o Diego tivemos ontem uma palhinha do CD da Blanched. Está ficando primoroso o negócio." (Charles)
2. "Aviso aos navegantes. Eu e o Diego tivemos ontem uma palhinha do CD da Blanched. Está ficando primoroso o negócio." (Charles)
"(...) E conta que no seu planeta as pessoas podiam trocar de corpo com as mesma facilidade com que os habitantes da Terra mudam de roupa. Quando fora de um corpo, os vicunenses não tinham peso, eram transparentes e silenciosas consciências dotadas de sensibilidade. Em Vicuna não havia instrumentos musicais, pois as próprias pessoas eram música, ao flutuarem incorpóreas de um lado para outro. Clarinetes, harpas e pianos seria redundantes, pois não representariam senão mecanismos para imitação grosseira das harmonias produzidas pelas almas aladas.
"Mas, conta ele, o tempo terminou em Vicuna. A tragédia do planeta consistiu em que seus cientistas descobriram maneiras de extrair o tempo da crosta planetária, da atmosfera e dos oceanos, usando-o para aquecer casas, servir de combustível para lanchas e fertilizar a lavoura. E também o usavam como alimento, para fazer roupa e um bocado de outras coisas. A cada refeição comiam tempo, davam-no como ração a animais domésticos . . . " (VONNEGUT, Kurt. Um pássaro na gaiola. 1979.)
"Mas, conta ele, o tempo terminou em Vicuna. A tragédia do planeta consistiu em que seus cientistas descobriram maneiras de extrair o tempo da crosta planetária, da atmosfera e dos oceanos, usando-o para aquecer casas, servir de combustível para lanchas e fertilizar a lavoura. E também o usavam como alimento, para fazer roupa e um bocado de outras coisas. A cada refeição comiam tempo, davam-no como ração a animais domésticos . . . " (VONNEGUT, Kurt. Um pássaro na gaiola. 1979.)
Fucking Åmål (Suécia/Dinamarca, 1998, 89 minutos, Lukas Moodysson) é um filme magistral, com final poético e não-frustrante - e sabe-se que isto é algo raro. O diretor inclusive é, também, poeta. A distribuidora do vídeo é a Cult.
Photoblog.be: testado e aprovado. Obrigado, Bruno. E viva o Pfaff, o Preud'homme e o Thierry Boutsen!
LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos.
minha cabeça cortada
joguei na tua janela
noite de lua
janela aberta
bate na parede
perdendo dentes
cai na cama
pesada de pensamentos
talvez te assustes
talvez a contemples
contra a lua
buscando a cor de meus olhos
talvez a uses
como despertador
sobre o criado-mudo
não quero assustar-te
peço apenas um tratamento condigno
para essa cabeça súbita
de minha parte
x
um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota
x
aqui
nesta pedra
alguém sentou
olhando o mar
o mar
não parou
pra ser olhado
foi mar
pra tudo quanto é lado
x
confira
tudo que respira
conspira
x
ver
é dor
ouvir
é dor
ter
é dor
perder
é dor
só doer
não é dor
delícia
de experimentador
x
acordei bemol
tuda estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
minha cabeça cortada
joguei na tua janela
noite de lua
janela aberta
bate na parede
perdendo dentes
cai na cama
pesada de pensamentos
talvez te assustes
talvez a contemples
contra a lua
buscando a cor de meus olhos
talvez a uses
como despertador
sobre o criado-mudo
não quero assustar-te
peço apenas um tratamento condigno
para essa cabeça súbita
de minha parte
x
um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota
x
aqui
nesta pedra
alguém sentou
olhando o mar
o mar
não parou
pra ser olhado
foi mar
pra tudo quanto é lado
x
confira
tudo que respira
conspira
x
ver
é dor
ouvir
é dor
ter
é dor
perder
é dor
só doer
não é dor
delícia
de experimentador
x
acordei bemol
tuda estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
Perdemos isto:
"Na primeira hora, pra receber o povo, acontece o chill in rock. Vamos tocar, na íntegra, um dos discos mais bacanas de 2003, o Sunlight Makes Me Paranoid, do Elefant. E o pessoal tem perguntado quem são os culpados pelo projeto e quais os sons de cada um. Então:
.João Pedro: Stooges, Mew, Dinosaur Jr., Mudhoney, Thee Butchers' Orchestra, Wry, Ikara Colt, MQN, Trail Of Dead, My Bloody Valentine, Pearl Jam, Flaming Lips, Pixies.
.Éverton: Suede, Placebo, Radiohead, Beatles, Primal Scream, Teenage Fanclub, Jesus & Mary Chain, Sonic Youth, Grandaddy, Belle And Sebastian, Interpol, Franz Ferdinand, White Stripes.
.Roberta: Smiths, Sleater-Kinney, Bikini Kill, dEUS, David Bowie, Bernard Butler, PJ Harvey, Joy Division, Stereolab, Velvet Underground, Luscious Jackson, Modest Mouse, Pulp.
Nesta edição, Danilo (Interface) é o dj convidado, que vai rolar Electric Soft Parade, Vellocet, Yeah Yeah Yeahs, Stereo Total, Peaches, Roger Sisters, Wedding Present, Raveonettes, Jet, REM, Radio 4, Black Rebel Motorcycle Club, Le Tigre.
Noisy :::: Dia 19/03, sexta :::: 22h30 :::: R$ 6,00 (R$ 4,00 consumíveis) :::: Circuito Bar e Restaurante (Rua Lopo Gonçalves, 66 - Cidade Baixa)"
"Na primeira hora, pra receber o povo, acontece o chill in rock. Vamos tocar, na íntegra, um dos discos mais bacanas de 2003, o Sunlight Makes Me Paranoid, do Elefant. E o pessoal tem perguntado quem são os culpados pelo projeto e quais os sons de cada um. Então:
.João Pedro: Stooges, Mew, Dinosaur Jr., Mudhoney, Thee Butchers' Orchestra, Wry, Ikara Colt, MQN, Trail Of Dead, My Bloody Valentine, Pearl Jam, Flaming Lips, Pixies.
.Éverton: Suede, Placebo, Radiohead, Beatles, Primal Scream, Teenage Fanclub, Jesus & Mary Chain, Sonic Youth, Grandaddy, Belle And Sebastian, Interpol, Franz Ferdinand, White Stripes.
.Roberta: Smiths, Sleater-Kinney, Bikini Kill, dEUS, David Bowie, Bernard Butler, PJ Harvey, Joy Division, Stereolab, Velvet Underground, Luscious Jackson, Modest Mouse, Pulp.
Nesta edição, Danilo (Interface) é o dj convidado, que vai rolar Electric Soft Parade, Vellocet, Yeah Yeah Yeahs, Stereo Total, Peaches, Roger Sisters, Wedding Present, Raveonettes, Jet, REM, Radio 4, Black Rebel Motorcycle Club, Le Tigre.
Noisy :::: Dia 19/03, sexta :::: 22h30 :::: R$ 6,00 (R$ 4,00 consumíveis) :::: Circuito Bar e Restaurante (Rua Lopo Gonçalves, 66 - Cidade Baixa)"
Não há coisa melhor, para mim, do que coisas deste tipo: "LIVROS, LIVROS... Ontem comecei a ler o Schopenhauer. (...) Eu comprei o livro um tempo atrás, quando o Douglas ficava postando umas partes, porque ele estava lendo. Blogues têm, pois, uma utilidade pública e educativa importante." (Thiane) "Estavas certo... Frank Poole é muito bom!" (Tony)
sexta-feira, 19 de março de 2004
Outro mistério pop foi desvendado nesta semana, na Inglaterra. Com a manchete "John, Paul, George, Ringo... and Paul", o jornal britânico Daily Mirror revelou a identidade do homem que aparece na capa do álbum Abbey Road, dos Beatles. È o da famosa foto dos quatro rapazes atravessando a rua em fila. O sujeito até então misterioso, desde 1969, está ao lado de uma van preta da polícia, que na capa aparece entre John e Ringo.
A história é ótima. O homem é o vendedor aposentado Paul Cole, americano da Flórida. Hoje com 92 anos, o outro Paul da capa disse que nem era fã dos Beatles na época e que ainda hoje não conhece as canções da banda.
"Estava de férias em Londres com minha mulher, que só queria visitar museus."
Aí o Paul americano deu um perdido na esposa e foi andar por Londres. Numa das ruas quaisquer da cidade, que calhou de ser a Abbey, parou para conversar com o policial, que estava dentro da viatura. E acabou aparecendo em uma das capas de disco mais famosas de todos os tempos.
"De repente eu vi os quatro rapazes atravessando a rua em fila, como patos."
Paul Cole só descobriu que estava na capa dos Beatles seis meses depois da foto, quando a mulher, uma organista, comprou o disco para aprender uma música e tocá-la em um casamento. (Lúcio Ribeiro)
A história é ótima. O homem é o vendedor aposentado Paul Cole, americano da Flórida. Hoje com 92 anos, o outro Paul da capa disse que nem era fã dos Beatles na época e que ainda hoje não conhece as canções da banda.
"Estava de férias em Londres com minha mulher, que só queria visitar museus."
Aí o Paul americano deu um perdido na esposa e foi andar por Londres. Numa das ruas quaisquer da cidade, que calhou de ser a Abbey, parou para conversar com o policial, que estava dentro da viatura. E acabou aparecendo em uma das capas de disco mais famosas de todos os tempos.
"De repente eu vi os quatro rapazes atravessando a rua em fila, como patos."
Paul Cole só descobriu que estava na capa dos Beatles seis meses depois da foto, quando a mulher, uma organista, comprou o disco para aprender uma música e tocá-la em um casamento. (Lúcio Ribeiro)
Da série Coadjuvantes Que Todos Conhecemos Mas Não Sabemos O Nome: F. Murray Abraham e Tom Hulce, que interpretaram Salieri e Mozart, respectivamente, no filme Amadeus (Milos Forman, 1984). Abraham também foi o inquisidor Bernardo Gui, em O Nome Da Rosa (Jean-Jacques Annaud, 1986), e Hulce foi o irmão mais novo do Steve Martin, se não me engano, em Parent Hood - o filme em que um filhinho do melhor apresentador do Oscar gostava de botar um balde na cabeça e ficar batendo-a contra a parede.
"É preciso vida, e vida é tudo, é prazer e dor. Podemos sim optar pela apatia, pela burocracia na arte, mas essa não é uma opção pela arte. A arte nos tira o chão, nos esvazia e nos preenche. Tira o sono, anda lado a lado com a loucura. É sempre uma rua de mão dupla, com sentidos e forças opostas, um eterno conflito - conflito, a célula do drama do teatro. (...) Enquanto a obra estiver viva não temos descanso. Ela demora muito a ficar pronta, e, quando ela estiver pronta, talvez seja o momento de abandoná-la. (...) Existem determinadas coisas que não sabemos explicar, fazer-nos entender por meio de palavras. É preciso tentar comunicar por outras vias, de outras formas. As palavras aprisionam. E às vezes penso que existem coisas que é melhor não saber explicar, pois parece que diminuímos o fato, que o reduzimos a um pensamento intelectual, que ao explicar, damos um sentido racional e pronto! - está explicado. Não. É preciso desenvolver outros entendimentos que não são racionais, explicáveis por palavras, psicologizados. É preciso manter uma chama acesa. Cada vez mais perguntas, mais dúvidas, menos certezas." (Bino Sauitzvy)
"Desde o Unplugged MTV, em novembro de 1993, o bichinho da 'outra carreira' crescia em Cobain. Algo sem barulho, violão, calmaria, fora do sistema 'rock'n'roll star' que ele achava que sugava tudo dele. Naqueles últimos meses, Kurt teve conversas com Michael Stipe (R.E.M.) para fazer algum projeto, certamente acústico, talvez parecido com o álbum Blood On The Tracks, que Bob Dylan lançou em 1975, cheio de violão e órgão, e Cobain ouviu muito em seu último ano." (Marcelo Orozco)
Kurt Vonnegut é alguém que foi obrigado a aprender a lidar com a morte. A irmã dele teve câncer e foi internada. Ela estava muito mal e seu marido pegou um trem para vê-la no hospital. Então aconteceu um dos piores acidentes ferroviários da história dos Estados Unidos e o cara morreu esmagado, pouco antes de sua mulher morrer de câncer. Deixaram três filhos ainda crianças, que foram adotados por Kurt.
Talvez Kurt Vonnegut tenha aprendido a lidar até com sua própria morte. Há décadas ele vem cometendo o que chama de "suicídio honroso" através do cigarro, mas já passou dos oitenta anos e continua vivo.
Os parágrafos abaixo são do romance "Matadouro Cinco ou A Cruzada Das Crianças" (Slaughterhouse-Five or The Children's Crusade), escrito por Kurt Vonnegut em 1969. É uma carta onde Billy Pilgrim (Escutem: Billy Pilgrim ficou soltou no tempo. Billy foi dormir como um viúvo senil e acordou no dia de seu casamento. Passou por uma porta em 1955 e saiu por outra em 1941. Voltou por essa porta e estava em 1963. Diz ele que viu o seu próprio nascimento e sua morte muitas vezes e costuma visitar todos os acontecimentos entre aquele e esta) relata suas experiências no planeta Tralfamador:
O fato mais importante que aprendi em Tralfamador foi que quando uma pessoa morre, ela apenas parece morrer. Ela continua bem viva no passado, portanto é tolice chorar no seu enterro. Todos os momentos, passados, presentes e futuros, sempre existiram e sempre existirão. Os tralfamadorianos podem olhar para todos os momentos diferentes, assim como nós podemos olhar, por exemplo, para uma extensão das Montanhas Rochosas. Eles podem ver como são permanentes todos os momentos e podem olhar para qualquer momento que os interessar. É uma ilusão que temos aqui na Terra, de que um momento se segue ao outro, como contas num fio, e que, uma vez um momento tenha passado, ele se foi para sempre.
Quando um tralfamadoriano vê um cadáver, tudo o que ele pensa é que a pessoa morta está em más condições naquele momento particular, mas que essa mesma pessoa está muito bem em numerosos outros momentos. Agora, quando me dizem que alguém está morto, simplesmente encolho os ombros e repito o que os tralfamadorianos dizem a respeito de gente morta: "Coisas da vida".
Apesar de tudo isso, vou ficar muito triste no dia em que Kurt Vonnegut morrer.
(João/Sparkazul)
Talvez Kurt Vonnegut tenha aprendido a lidar até com sua própria morte. Há décadas ele vem cometendo o que chama de "suicídio honroso" através do cigarro, mas já passou dos oitenta anos e continua vivo.
Os parágrafos abaixo são do romance "Matadouro Cinco ou A Cruzada Das Crianças" (Slaughterhouse-Five or The Children's Crusade), escrito por Kurt Vonnegut em 1969. É uma carta onde Billy Pilgrim (Escutem: Billy Pilgrim ficou soltou no tempo. Billy foi dormir como um viúvo senil e acordou no dia de seu casamento. Passou por uma porta em 1955 e saiu por outra em 1941. Voltou por essa porta e estava em 1963. Diz ele que viu o seu próprio nascimento e sua morte muitas vezes e costuma visitar todos os acontecimentos entre aquele e esta) relata suas experiências no planeta Tralfamador:
O fato mais importante que aprendi em Tralfamador foi que quando uma pessoa morre, ela apenas parece morrer. Ela continua bem viva no passado, portanto é tolice chorar no seu enterro. Todos os momentos, passados, presentes e futuros, sempre existiram e sempre existirão. Os tralfamadorianos podem olhar para todos os momentos diferentes, assim como nós podemos olhar, por exemplo, para uma extensão das Montanhas Rochosas. Eles podem ver como são permanentes todos os momentos e podem olhar para qualquer momento que os interessar. É uma ilusão que temos aqui na Terra, de que um momento se segue ao outro, como contas num fio, e que, uma vez um momento tenha passado, ele se foi para sempre.
Quando um tralfamadoriano vê um cadáver, tudo o que ele pensa é que a pessoa morta está em más condições naquele momento particular, mas que essa mesma pessoa está muito bem em numerosos outros momentos. Agora, quando me dizem que alguém está morto, simplesmente encolho os ombros e repito o que os tralfamadorianos dizem a respeito de gente morta: "Coisas da vida".
Apesar de tudo isso, vou ficar muito triste no dia em que Kurt Vonnegut morrer.
(João/Sparkazul)
Saindo da loja com o Pacato, no sábado de manhã. Passa uma velha na calçada e fica olhando para os outros gatos a adotar, mas logo segue caminho.
- A senhora gosta de gatos? Adota um! - disse a Manuela.
- Não... O meu [não me lembro que grau de parentesco era] começou com um e agora tem vinte.
Gato vicia.
- A senhora gosta de gatos? Adota um! - disse a Manuela.
- Não... O meu [não me lembro que grau de parentesco era] começou com um e agora tem vinte.
Gato vicia.
Seis fotos horizontais de 150 Kb do Fuzzy/Pacato. Tenha paciência porque a página é um pouco pesada.
quinta-feira, 18 de março de 2004
Portugal. Pós-rock. Bildmeister. Uma forma relevante de arte.
"Rock analógico."
"A banda de Vila do Conde fez jus ao epíteto de 'a grande banda nacional de indie e rock sônico' que muitos lhe atribuem. Avassaladores, como sempre, os Bildmeister provaram que nasceram para as guitarras e que têm enormes potencialidades pela frente."
"Estilo pop-sônico habitualmente referido em relação aos Sonic Youth."
"Pegando nas melhores referências como o arty-noise (Sonic Youth, Swans, Glenn Branca, etc), o shoegazzing (Curve, Spacemen 3, Ride, etc) e o pós-rock (Bark Psychosis, Mogway, Slint, etc), os Bildmeister constroem um som próprio, iluminado, magnético, catártico e... delicadamente pop em alguns momentos. Explay [o disco deles] fez-me lembrar o princípio dos anos noventa em Portugal, quando existia uma editora chamada Bee Keeper que tinha no seu catálogo produto nacional de primeira água como os Gasoleene, Toast e Jaguar."
"Explay é um excelente EP de guitarras. Experimental e minimalista o suficiente para continuar a tocar no leitor de CDs do carro. E até nem é preciso ir a grande velocidade. As guitarras são tocadas à boa maneira dos Sonic Youth, My Bloody Valentine ou Dinosaur Jr. Umas mais sônicas, outras mais inocentes acompanhadas por teclados algo infantis (sem ser depreciativo). Os cinco temas (25 minutos de som) deambulam pelo sônico agridoce. Por aqui (re)visita-se o rock analógico que, segundo dizem os entendidos, vem do 'interior de uma televisão' ou, para ser mais correcto, de um televisor. Marca: Bildmeister. Os transístores, resistências e válvulas são substituídos por pick-ups, pedaleiras e demais indumentárias de um guitarrista alternativo. Bildmeister trazem à memória outras bandas nacionais do género. Red Beans, Blue Orange Juice e, porque não, Tina And The Top Ten."
"Ou a música nasce das imagens ou as imagens nascem da música. Uma coisa é certa: nos Bildmeister, as duas estão intimamente ligadas, de tal modo que os quatro elementos da banda catalogam o que fazem como 'rock analógico vindo de uma televisão'."
"Aqui há dez anos atrás, havia em Portugal um grande número de bandas das quais se podia desde logo aferir duas ou três influências chapadas: Sonic Youth, My Bloody Valentine ou Spacemen 3."
"Os Bildmeister têm um fetiche com uma fábrica abandonada que figura em todo o trabalho gráfico que envolve a banda e que também marcou presença neste concerto, numa projecção de slides que acompanhou a música."
"Rock analógico."
"A banda de Vila do Conde fez jus ao epíteto de 'a grande banda nacional de indie e rock sônico' que muitos lhe atribuem. Avassaladores, como sempre, os Bildmeister provaram que nasceram para as guitarras e que têm enormes potencialidades pela frente."
"Estilo pop-sônico habitualmente referido em relação aos Sonic Youth."
"Pegando nas melhores referências como o arty-noise (Sonic Youth, Swans, Glenn Branca, etc), o shoegazzing (Curve, Spacemen 3, Ride, etc) e o pós-rock (Bark Psychosis, Mogway, Slint, etc), os Bildmeister constroem um som próprio, iluminado, magnético, catártico e... delicadamente pop em alguns momentos. Explay [o disco deles] fez-me lembrar o princípio dos anos noventa em Portugal, quando existia uma editora chamada Bee Keeper que tinha no seu catálogo produto nacional de primeira água como os Gasoleene, Toast e Jaguar."
"Explay é um excelente EP de guitarras. Experimental e minimalista o suficiente para continuar a tocar no leitor de CDs do carro. E até nem é preciso ir a grande velocidade. As guitarras são tocadas à boa maneira dos Sonic Youth, My Bloody Valentine ou Dinosaur Jr. Umas mais sônicas, outras mais inocentes acompanhadas por teclados algo infantis (sem ser depreciativo). Os cinco temas (25 minutos de som) deambulam pelo sônico agridoce. Por aqui (re)visita-se o rock analógico que, segundo dizem os entendidos, vem do 'interior de uma televisão' ou, para ser mais correcto, de um televisor. Marca: Bildmeister. Os transístores, resistências e válvulas são substituídos por pick-ups, pedaleiras e demais indumentárias de um guitarrista alternativo. Bildmeister trazem à memória outras bandas nacionais do género. Red Beans, Blue Orange Juice e, porque não, Tina And The Top Ten."
"Ou a música nasce das imagens ou as imagens nascem da música. Uma coisa é certa: nos Bildmeister, as duas estão intimamente ligadas, de tal modo que os quatro elementos da banda catalogam o que fazem como 'rock analógico vindo de uma televisão'."
"Aqui há dez anos atrás, havia em Portugal um grande número de bandas das quais se podia desde logo aferir duas ou três influências chapadas: Sonic Youth, My Bloody Valentine ou Spacemen 3."
"Os Bildmeister têm um fetiche com uma fábrica abandonada que figura em todo o trabalho gráfico que envolve a banda e que também marcou presença neste concerto, numa projecção de slides que acompanhou a música."
Não gosto da Arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas.
(...)
Trecho do poema que o Wander Wildner leu ontem na Morte do Póquet: Arquitetura Funcional, do Mário Quintana. Ele foi o destaque, junto com o Carpinejar e o Olavo. Eis o melhor trecho do Wander:
(...)
Eu sou o Póquet.
Porque eu passei a manhã inteira cagando.
Pensando sobre a minha existência.
E cheguei à conclusão de que eu não sou um merda.
A maioria de vocês devem ser uns merdas.
Mas eu não sou um merda.
(...)
O meu poema:
[echo chain]
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu tenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu tenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu contenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
a morte do póquet.
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
a morte do sub jazz.
a morte do garagem hermética.
a morte do póquet.
olho direto pra cima e imagino o trajeto até as nuvens.
incontinência.
ânsia.
olho direto pra cima e imagino o trajeto até as nuvens.
incontinência.
ânsia.
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu contenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
eu tenho 1 ano.
eu tenho 2 anos.
eu tenho 3 anos.
eu tenho 4 anos.
eu tenho 5 anos.
eu tenho 6 anos.
eu tenho 7 anos.
eu tenho 8 anos.
eu tenho 9 anos.
eu tenho 10 anos.
eu tenho 11 anos.
eu tenho 12 anos.
eu tenho 13 anos.
eu tenho 14 anos.
eu tenho 15 anos.
eu tenho 16 anos.
eu tenho 17 anos.
eu tenho 18 anos.
eu tenho 19 anos.
eu tenho 20 anos.
eu tenho 21 anos.
eu tenho 22 anos.
eu tenho 23 anos.
eu tenho 24 anos.
eu tenho 25 anos.
eu tenho 26 anos.
Pontos negativos:
1. O popular porém ridículo vício de fumar e poluir. Meus olhos não conseguiam ficar abertos, minha garganta ficou ardendo e eu fedia todo.
2. As pessoas não têm noção do que é um tempo humano de apresentação. Se todos - e esses todos são muitos, as escalações sempre são/foram grandes - apresentassem números menores, a noite seria bem mais divertida e bem menos cansativa. Eu e o Muriel fomos praticamente os últimos, às 2h, num dia de semana.
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas.
(...)
Trecho do poema que o Wander Wildner leu ontem na Morte do Póquet: Arquitetura Funcional, do Mário Quintana. Ele foi o destaque, junto com o Carpinejar e o Olavo. Eis o melhor trecho do Wander:
(...)
Eu sou o Póquet.
Porque eu passei a manhã inteira cagando.
Pensando sobre a minha existência.
E cheguei à conclusão de que eu não sou um merda.
A maioria de vocês devem ser uns merdas.
Mas eu não sou um merda.
(...)
O meu poema:
[echo chain]
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu tenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu tenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu contenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
a morte do póquet.
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
pra onde vão as crianças?
a morte do sub jazz.
a morte do garagem hermética.
a morte do póquet.
olho direto pra cima e imagino o trajeto até as nuvens.
incontinência.
ânsia.
olho direto pra cima e imagino o trajeto até as nuvens.
incontinência.
ânsia.
crescimento.
criança.
evolução.
indivíduo.
um indivíduo.
evolução.
criança.
crescimento.
indivíduo.
um indivíduo.
eu contenho todos os anos da minha vida dentro de mim.
eu tenho 1 ano.
eu tenho 2 anos.
eu tenho 3 anos.
eu tenho 4 anos.
eu tenho 5 anos.
eu tenho 6 anos.
eu tenho 7 anos.
eu tenho 8 anos.
eu tenho 9 anos.
eu tenho 10 anos.
eu tenho 11 anos.
eu tenho 12 anos.
eu tenho 13 anos.
eu tenho 14 anos.
eu tenho 15 anos.
eu tenho 16 anos.
eu tenho 17 anos.
eu tenho 18 anos.
eu tenho 19 anos.
eu tenho 20 anos.
eu tenho 21 anos.
eu tenho 22 anos.
eu tenho 23 anos.
eu tenho 24 anos.
eu tenho 25 anos.
eu tenho 26 anos.
Pontos negativos:
1. O popular porém ridículo vício de fumar e poluir. Meus olhos não conseguiam ficar abertos, minha garganta ficou ardendo e eu fedia todo.
2. As pessoas não têm noção do que é um tempo humano de apresentação. Se todos - e esses todos são muitos, as escalações sempre são/foram grandes - apresentassem números menores, a noite seria bem mais divertida e bem menos cansativa. Eu e o Muriel fomos praticamente os últimos, às 2h, num dia de semana.
Lift To Experience.
" . . . a faixa entra em erupção numa turbina de guitarras como se fosse um furacão cruel atacando um trailer. Introspecão de spoken-word e rituais angelicais costuram-se com um space-rock. Os elementos não são propriamente originais: dá para ouvir traços das entonações jornalísticas do Brian McMahan (Slint) em Breadcrumb Trail; a guitarra litúrgica com chave-de-fenda esfregada, própria do Efrim Menuck (GY!BE); os vocais ascendentes do Jeff Buckley. Mas a intensidade da música é suficiente para se sobrepor a essas derivações . . . " (Pitchfork)
"(...) There's something elemental in this music; the same primal charge that rattles through The Pixies, The Birthday Party, The Gun Club; the heady incantations of Jeff Buckley's Grace; the dreaming, visionary soundscapes of My Bloody Valentine; the haunted, starlit swirl of Slint. Lift To Experience don't really sound anything like these bands, but they do share their spirit. This is beautiful, evangelical, unexpected, intoxicating music, sure, music to surrender to ? but it's also a call to arms. (...)" (LTE's site)
O sucessor do debut Jerusalem-Texas Crossroads (2001) está sendo gravado. O vocalista e guitarrista Josh T Pearson vai lançar também um disco solo, pela Bella Union, acompanhado dos próprios outros integrantes da banda.
" . . . a faixa entra em erupção numa turbina de guitarras como se fosse um furacão cruel atacando um trailer. Introspecão de spoken-word e rituais angelicais costuram-se com um space-rock. Os elementos não são propriamente originais: dá para ouvir traços das entonações jornalísticas do Brian McMahan (Slint) em Breadcrumb Trail; a guitarra litúrgica com chave-de-fenda esfregada, própria do Efrim Menuck (GY!BE); os vocais ascendentes do Jeff Buckley. Mas a intensidade da música é suficiente para se sobrepor a essas derivações . . . " (Pitchfork)
"(...) There's something elemental in this music; the same primal charge that rattles through The Pixies, The Birthday Party, The Gun Club; the heady incantations of Jeff Buckley's Grace; the dreaming, visionary soundscapes of My Bloody Valentine; the haunted, starlit swirl of Slint. Lift To Experience don't really sound anything like these bands, but they do share their spirit. This is beautiful, evangelical, unexpected, intoxicating music, sure, music to surrender to ? but it's also a call to arms. (...)" (LTE's site)
O sucessor do debut Jerusalem-Texas Crossroads (2001) está sendo gravado. O vocalista e guitarrista Josh T Pearson vai lançar também um disco solo, pela Bella Union, acompanhado dos próprios outros integrantes da banda.
quarta-feira, 17 de março de 2004
Esqueci de dizer: sábado adotamos um irmão-de-ninhada do Tune. Ele é malhado-e-branco, tem o nariz rosinha e é mais calmo e menos esperto por enquanto, porque ficou mais tempo na gaiola da loja que doa gatinhos. Só que é mais carinhoso, tem o miado mais agudo e rouco e gosta mais do que o Tune de ouvir música, principalmente It's Oh So Quiet, da Björk, e Sine Wave, do Mogwai. A Manu falou com ele hoje pelo telefone e ele ficou cheirando o fone e olhando atrás dele. Ah, o nome dele é Fuzzy, e o apelido é Pacato. O Tune ficou com ciúme, atacou o irmãozinho, virou a cara para nós e parou de ronronar, mas, aos poucos, está voltando ao normal. Espero que volte também a buscar bolinhas de papel, a brincadeira, típica de cachorro, que ele mais adorava. Estou bem feliz com os dois amiguinhos. Obrigado por mais essa, Manu.
terça-feira, 16 de março de 2004
daydream, delusion, limousine, eyelash
oh baby with your pretty face
drop a tear in my wineglass
look at those big eyes
see what you mean to me
sweet-cakes and milkshakes
I'm delusion angel
I'm fantasy parade
I want you to know what I think
don't want you to guess anymore
you have no idea where I came from
we have no idea where we're going
latched in life
like branches in a river
flowing downstream
caught in the current
I'll carry you
you'll carry me
that's how it could be
don't you know me?
don't you know me by now?
(David Jewell)
oh baby with your pretty face
drop a tear in my wineglass
look at those big eyes
see what you mean to me
sweet-cakes and milkshakes
I'm delusion angel
I'm fantasy parade
I want you to know what I think
don't want you to guess anymore
you have no idea where I came from
we have no idea where we're going
latched in life
like branches in a river
flowing downstream
caught in the current
I'll carry you
you'll carry me
that's how it could be
don't you know me?
don't you know me by now?
(David Jewell)
Curitiba Pop Festival. "O preço dos ingressos é de R$80 para o segundo dia do CPF (com PIXIES fechando a noite), R$40 para o primeiro dia (com Teenage Fanclub) e PREÇO PROMOCIONAL DE R$ 100 PARA OS DOIS DIAS." Será que vai rolar excursão para o primeiro dia?? Eu e a Manuela queremos verouvir o Norman Blake com seu Pro Co Turbo Rat.
segunda-feira, 15 de março de 2004
O Tony indicou: Godspeed You! Black Emperor & Explosions In The Sky. (Quero cópia de quem baixar os vídeos, assim como quero cópia do vídeo do Mogwai que o Galera tem.)
Curitiba Pop Festival.
Dia 7 - Sexta-feira
20:15 - No Milk Today (Curitiba)
21:00 - Kingstone (Curitiba)
22:45 - Pipodélica (Florianópolis)
22:30 - Íris (Curitiba)
23:15 - Sonic Jr (Alagoas)
00:00 - Hell on Wheels - (Suécia)
01:00 - Teenage Fanclub (Escócia)
Dia 8 - Sábado
15:15 - Tarja Preta (Curitiba)
16:00 - Poléxia (Curitiba)
16:45 - Grenade (Londrina)
17:30 - Excelsior (Curitiba)
18:15 - Autoramas (Rio de Janeiro)
19:00 - Pelebroi Não Sei (Curitiba)
19:45 - Ludov (São Paulo)
20:30 - Relespública (Curitiba)
21:15 - Mombojó (Recife)
22:00 - Frank Jorge + Flu + Wander Wildner (Porto Alegre)
23:00 - Pin Ups (São Paulo)
00:00 - Pixies (EUA)
Dia 7 - Sexta-feira
20:15 - No Milk Today (Curitiba)
21:00 - Kingstone (Curitiba)
22:45 - Pipodélica (Florianópolis)
22:30 - Íris (Curitiba)
23:15 - Sonic Jr (Alagoas)
00:00 - Hell on Wheels - (Suécia)
01:00 - Teenage Fanclub (Escócia)
Dia 8 - Sábado
15:15 - Tarja Preta (Curitiba)
16:00 - Poléxia (Curitiba)
16:45 - Grenade (Londrina)
17:30 - Excelsior (Curitiba)
18:15 - Autoramas (Rio de Janeiro)
19:00 - Pelebroi Não Sei (Curitiba)
19:45 - Ludov (São Paulo)
20:30 - Relespública (Curitiba)
21:15 - Mombojó (Recife)
22:00 - Frank Jorge + Flu + Wander Wildner (Porto Alegre)
23:00 - Pin Ups (São Paulo)
00:00 - Pixies (EUA)
Uma entrevista inédita feita com o falecido vocalista do grupo Nirvana, Kurt Cobain, mostra que ele pensava em deixar a banda e passar a integrar o grupo Hole, de sua esposa, Courtney Love. "Para dizer a verdade, eu preferiria sair da minha banda e entrar no Hole", teria dito Cobain na entrevista que até agora não havia sido descoberta, e que foi gravada originalmente feita para a TV francesa. O vocalista, que cometeu suicídio em abril de 1994, disse que ele tinha maior afinidade com os integrantes da banda Hole. O cantor também manifestou seu desejo de abandonar a cena grunge, que o catapultou ao estrelato no início dos anos 90. "Seria legal começar a tocar guitarra acústica e ser encarado mais como um cantor e compositor, em vez de um roqueiro grunge", teria dito Cobain, segundo um artigo sobre a entrevista publicado pela revista Uncut. "Eu poderia sentar em uma cadeira e tocar guitarra acústica como Johnny Cash, e não seria uma grande piada." (BBC Brasil)
"Nancy é death metal lento e delicado. A incongruência da definição é reflexo da formação pouco comum. Três guitarras, bateria, flauta, samplers e algum vocal convivem em um abismo de volumes que raramente cabe no palco."
sexta-feira, 12 de março de 2004
Hoje é dia de Especial Livro Da Vida (Hal Hartley) no /marioruoppolo (PJ Harvey) e no /rickyfitts (Martin Donovan).
Leitura matinal do Pitchfork. Dizem que o novo disco da PJ Harvey, três anos e meio depois de SFTCSFTS, vai ser o mais Pollycêntrico da cantora: ela tocou todos os instrumentos, menos percussão (Rob Ellis), além de produzir, gravar e mixar as músicas com a ajuda do Head (?).
Tracklist dos "loops" que já podem ser encontrados nos napsters:
1. Who the fuck?
2. The slow drug
3. The end
4. Shame
5. You come through
6. The letter
7. No child of mine
8. Cat on the wall
9. The life and death of Mr. Badmouth
10. The darker days of me and him
11. The desperate kingdom of love
12. It's you
13. Untitled
Tracklist dos "loops" que já podem ser encontrados nos napsters:
1. Who the fuck?
2. The slow drug
3. The end
4. Shame
5. You come through
6. The letter
7. No child of mine
8. Cat on the wall
9. The life and death of Mr. Badmouth
10. The darker days of me and him
11. The desperate kingdom of love
12. It's you
13. Untitled
quinta-feira, 11 de março de 2004
Rigotto governadoor. Primeiro, ele prometeu pagar o 13º parcelado. Depois, pagou no máximo 1.000 aos servidores. Agora, o boato é de que o expediente vai passar a ser das 12h às 19h. "Já que não vamos poder pagar tudo, pelo menos o servidor vem almoçado." Coisa que já havia acontecido no Governo Britto. "É prática do PMDB", dizem os próprios partidários. E há quem aposte que o 13º jamais vai ser pago. (Provavelmente eu vá deletar este post. Um post temporário, que seja.)
Turbinas, furadeiras & bombas.
"Baixei um show do My Bloody Valentine em Vancouver que fecha com uma versão de 17 minutos e meio de You Made Me Realise. Destes, QUINZE são de um barulho TOTALMENTE INSUPORTÁVEL de guitarras fazendo a mesma coisa e uma bateria de death metal com bumbo duplo sendo esmurrada por um elefante. MESMA COISA HORRÍVEL E ESTÁTICA POR 15 MINUTOS. NENHUM ACORDE ou coisa ao menos parecida com isso. Aí recomeça a música. Impossível escutar mais de 1 minuto dessa parte. É melhor colocar a cabeça numa turbina com uma furadeira enfiada em cada ouvido. Melhor banda que já existiu." (Bruno)
"Tocaram fogo na minha faixa de bixo/ufrgs, bem no dia que eu iria tirar ela da frente do prédio. Ninguém viu quem foram os vândalos. Mais ou menos na mesma hora, explodiram bombas em um metrô na Espanha." (Tony)
"Baixei um show do My Bloody Valentine em Vancouver que fecha com uma versão de 17 minutos e meio de You Made Me Realise. Destes, QUINZE são de um barulho TOTALMENTE INSUPORTÁVEL de guitarras fazendo a mesma coisa e uma bateria de death metal com bumbo duplo sendo esmurrada por um elefante. MESMA COISA HORRÍVEL E ESTÁTICA POR 15 MINUTOS. NENHUM ACORDE ou coisa ao menos parecida com isso. Aí recomeça a música. Impossível escutar mais de 1 minuto dessa parte. É melhor colocar a cabeça numa turbina com uma furadeira enfiada em cada ouvido. Melhor banda que já existiu." (Bruno)
"Tocaram fogo na minha faixa de bixo/ufrgs, bem no dia que eu iria tirar ela da frente do prédio. Ninguém viu quem foram os vândalos. Mais ou menos na mesma hora, explodiram bombas em um metrô na Espanha." (Tony)
Monty Python e o spam.
"(...) No quadro, uma garçonete (Terry Jones travestido) tenta empurrar a um casal de fregueses pratos que a cada novo item do cardápio ficam mais cheios de spam. No fim a coisa está na base do 'spam spam spam spam spam com feijão e spam spam spam spam spam spam'. 'Mas eu não gosto de spam!', desespera-se a freguesa (Graham Chapman, também travestido). Nonsense? Não vimos nada ainda: ao fundo, um grupo de vikings entoa cantorias bárbaras a cada vez que a palavra spam é mencionada: 'Spam! Spam! Maravilhoso spam!'. A lógica de pesadelo mantém-se rigorosa até o fim, quando o coro dos vikings, num crescendo, afoga qualquer possibilidade de entendimento.
Quem quiser pode ver no quadro uma pequena parábola sobre propaganda e marketing.
Pois bem, o humor inteligente, ao mesmo tempo pop e recheado de referências cultas do Python sempre foi um sucesso com os malucos da comunidade informática. Isso explica que, nos anos 80, a palavra spam tenha começado a circular entre eles como sinônimo de lixo virtual, informação sem valor, intrusiva, tão indesejada quanto os pratos que a garçonete tenta empurrar aos fregueses no tal esquete. Há registros suficientes do uso de spam com esse sentido em ambientes de chat nos anos 80 – o que, se ainda não era a acepção comercial e catastrófica de hoje, era um meio termo sem o qual ela não faria sentido.
Se é que faz algum, claro. Spam spam spam." (Sérgio Rodrigues, No Mínimo)
"(...) No quadro, uma garçonete (Terry Jones travestido) tenta empurrar a um casal de fregueses pratos que a cada novo item do cardápio ficam mais cheios de spam. No fim a coisa está na base do 'spam spam spam spam spam com feijão e spam spam spam spam spam spam'. 'Mas eu não gosto de spam!', desespera-se a freguesa (Graham Chapman, também travestido). Nonsense? Não vimos nada ainda: ao fundo, um grupo de vikings entoa cantorias bárbaras a cada vez que a palavra spam é mencionada: 'Spam! Spam! Maravilhoso spam!'. A lógica de pesadelo mantém-se rigorosa até o fim, quando o coro dos vikings, num crescendo, afoga qualquer possibilidade de entendimento.
Quem quiser pode ver no quadro uma pequena parábola sobre propaganda e marketing.
Pois bem, o humor inteligente, ao mesmo tempo pop e recheado de referências cultas do Python sempre foi um sucesso com os malucos da comunidade informática. Isso explica que, nos anos 80, a palavra spam tenha começado a circular entre eles como sinônimo de lixo virtual, informação sem valor, intrusiva, tão indesejada quanto os pratos que a garçonete tenta empurrar aos fregueses no tal esquete. Há registros suficientes do uso de spam com esse sentido em ambientes de chat nos anos 80 – o que, se ainda não era a acepção comercial e catastrófica de hoje, era um meio termo sem o qual ela não faria sentido.
Se é que faz algum, claro. Spam spam spam." (Sérgio Rodrigues, No Mínimo)
"Art is not about the visible, it's about the invisible world. It's about the things you can't see being brought into the domain of seeing." (Bill Viola)
" . . . desmanchando-se na náusea de não conseguir dizer tudo que pretendia. Como sempre. Qualquer poeta compreende esta tentativa infrutífera que apenas deixa a marca do que quis dizer... Portanto, perseguir esta marca é o que comprova a poesia . . . o dizer não dizendo ou não conseguindo dizer, o silêncio de desvelar e ocultar, ocultar e desvelar . . . " (Terezinha Medeiros Cunha, parecerista do Fumproarte)
" . . . desmanchando-se na náusea de não conseguir dizer tudo que pretendia. Como sempre. Qualquer poeta compreende esta tentativa infrutífera que apenas deixa a marca do que quis dizer... Portanto, perseguir esta marca é o que comprova a poesia . . . o dizer não dizendo ou não conseguindo dizer, o silêncio de desvelar e ocultar, ocultar e desvelar . . . " (Terezinha Medeiros Cunha, parecerista do Fumproarte)
Mog, a cadela da minha mãe, estreiando na rede mundial de computadores - depois do sucesso absoluto do Tune nos fotologs de gatos.
A morte do Póquet.
NOMINATA
DIA 17, 22 HORAS:
Flu
Fabrício Carpinejar
Cardoso
Keli Boop
Jimi Joe
Gilson Vargas
Wander Wildner
Vanise Carneiro
Carlos Gerbase
UPGRADE DO MACACO
Muriel Paraboni
Celso Coelho
Douglas Dickel
Laura Leiner
Camila Dalbem
E MAIS:
Murilo Biff
Alisson Avila
Fabio Rangel
OS ARACI
Frank Jorge
Eu
NOMINATA
DIA 17, 22 HORAS:
Flu
Fabrício Carpinejar
Cardoso
Keli Boop
Jimi Joe
Gilson Vargas
Wander Wildner
Vanise Carneiro
Carlos Gerbase
UPGRADE DO MACACO
Muriel Paraboni
Celso Coelho
Douglas Dickel
Laura Leiner
Camila Dalbem
E MAIS:
Murilo Biff
Alisson Avila
Fabio Rangel
OS ARACI
Frank Jorge
Eu
Michel Gondry, diretor dos clipes de Around The World (Daft Punk) e o do Lego, dos White Stripes, reuniu o Beck (que está trabalhando com os Dust Brothers no sucessos de Sea Change), a Electric Light Orchestra e o Polyphonic Spree para a trilha sonora do seu primeiro filme (a exemplo do Spike Jonze, que começou nos clipes e foi para o cinema). Mas quem comanda a música da película é o Jon Brion, produtor da Aimee Mann e da Fiona Apple, que fez a trilha do Punch-Drunk Love. Diz-se que a obra vai ser uma combinação do estilo surreal de imagens absurdas do Gondry com um roteiro maníaco do Charlie Kaufman (que trabalha com o Spike Jonze).
quarta-feira, 10 de março de 2004
O Café Tacvba, banda mexicana que cita como influência Violent Femmes, com o álbum Cuatro Caminos (2003) reforça sua qualidade para estar entre as grandes bandas do mundo. Chamou o baterista do Beck, Joey Waronker, para gravar o disco, que teve Andrew Weiss (Ween) e David Fridman (Mercury Rev, Flaming Lips) na produção. Mas o destaque mesmo em qualquer música do Café Tacvba é a voz do filho da puta Ruben Albarrán - que já usou os pseudônimos de Anónimo, Rubén Román, Anónimo Alimentación, Amparo Tonto Medardo In Lak'ech e, neste disco mesmo, Élfego Buendía. E o cara ainda foi o responsável pelas bonitas capas dos álbuns - e toca guitarra.
Nurse (enfermeira...), o novo álbum do Sonic Youth, foi gravado no estúdio da banda, Echo Canyon, com a produção do quinto-integrante Jim O'Rourke, e vai ser lançado em junho. Lá vem emoção para mim e outros sintonizados.
1. New Hampshire
2. Paper cup exit
3. I love you golden blue
4. Peace attack
5. Pattern recognition
6. Unmade bed
7. Dripping dream
8. Mariah Carey and the Arthur Doyle hand creme
9. Stones
10. Dude ranch nurse
terça-feira, 9 de março de 2004
Considerando a impossível existência de viagem no tempo, duas principais linhas de pensamento surgem.
1. A de que o tempo é um só, e se você viajasse nele encontrar-se-ia consigo mesmo, tipo no De Volta Para O Futuro. É o mais difícil de imaginar porque dá uma bagunça insuportável imaginar a existência de mais de um indivíduo do mesmo indivíduo.
2. A de que o tempo para o qual o viajante for consiste no tal Universo Tangencial de que fala o filme Donnie Darko, resultando em dois universos paralelos, com desdobramentos diferentes para os mesmos indivíduos, duas realidades.
1. A de que o tempo é um só, e se você viajasse nele encontrar-se-ia consigo mesmo, tipo no De Volta Para O Futuro. É o mais difícil de imaginar porque dá uma bagunça insuportável imaginar a existência de mais de um indivíduo do mesmo indivíduo.
2. A de que o tempo para o qual o viajante for consiste no tal Universo Tangencial de que fala o filme Donnie Darko, resultando em dois universos paralelos, com desdobramentos diferentes para os mesmos indivíduos, duas realidades.
Opine sobre isto:
Amor e sexo
(Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor)
Amor é um livro, sexo é esporte.
Sexo é escolha, amor é sorte.
Amor é pensamento, teorema.
Amor é novela, sexo é cinema.
Sexo é imaginação, fantasia.
Amor é prosa, sexo é poesia.
O amor nos torna patéticos.
Sexo é uma selva de epiléticos.
Amor é cristão, sexo é pagão.
Amor é latifúndio, sexo é invasão.
Amor é divino, sexo é animal.
Amor é bossa nova, sexo é carnaval.
Amor é para sempre, sexo também.
Sexo é do bom, amor é do bem.
Amor sem sexo é amizade.
Sexo sem amor é vontade.
Amor é um, sexo é dois.
Sexo antes, amor depois.
Sexo vem dos outros e vai embora.
Amor vem de nós e demora.
Amor é cristão, sexo é pagão.
Amor é latifúndio, sexo é invasão.
Amor é divino, sexo é animal.
Amor é bossa nova, sexo é carnaval.
Amor é isso, sexo é aquilo.
E coisa e tal e tal e coisa.
Amor e sexo
(Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor)
Amor é um livro, sexo é esporte.
Sexo é escolha, amor é sorte.
Amor é pensamento, teorema.
Amor é novela, sexo é cinema.
Sexo é imaginação, fantasia.
Amor é prosa, sexo é poesia.
O amor nos torna patéticos.
Sexo é uma selva de epiléticos.
Amor é cristão, sexo é pagão.
Amor é latifúndio, sexo é invasão.
Amor é divino, sexo é animal.
Amor é bossa nova, sexo é carnaval.
Amor é para sempre, sexo também.
Sexo é do bom, amor é do bem.
Amor sem sexo é amizade.
Sexo sem amor é vontade.
Amor é um, sexo é dois.
Sexo antes, amor depois.
Sexo vem dos outros e vai embora.
Amor vem de nós e demora.
Amor é cristão, sexo é pagão.
Amor é latifúndio, sexo é invasão.
Amor é divino, sexo é animal.
Amor é bossa nova, sexo é carnaval.
Amor é isso, sexo é aquilo.
E coisa e tal e tal e coisa.
A Valv, que se sobressaiu na abertura do show do Mogwai, de acordo com os gaúchos que foram, em contraposição ao Astromato, que foi vaiado, não chega nem aos pés do Astromato, na minha comparação entre o CD da Valv (ouvi ontem, com a expectativa lá em cima; obrigado pelos presentes, Luís) e o CD e o show do Astromato. No texto introdutório da entrevista com os caras para o Gordurama, o Vignoli compara a banda com Smiths, MC5, Red House Painters, Buffalo Tom, Superchunk e The Cure. Nada que me agrade, enfim.
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 18 DE JANEIRO DE 2004
Produções gaúchas agitam 2004
Entre as atrações estão o trabalho musical erudito e popular de Araújo Vianna e Carlinhos Hartlieb
Luciana Vicente
A recuperação das obras dos compositores Araújo Vianna e Carlinhos Hartlieb, a pesquisa social do fotógrafo Leonardo Melgarejo, a estréia da peça 'Tribuliço e o guardião da mata' e o lançamento em disco da banda Justine e de Mário Falcão Quarteto são algumas das produções gaúchas para 2004. Em comum, entre esses e outros projetos, está o fomento do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte), da prefeitura.
(...) Nos projetos literários destacam-se a publicação Ambivalência, de Muriel Paraboni e Douglas Dickel. Prometido para maio, o livro é resultado do encontro entre filosofia e poesia. (...)
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 18 DE JANEIRO DE 2004
Produções gaúchas agitam 2004
Entre as atrações estão o trabalho musical erudito e popular de Araújo Vianna e Carlinhos Hartlieb
Luciana Vicente
A recuperação das obras dos compositores Araújo Vianna e Carlinhos Hartlieb, a pesquisa social do fotógrafo Leonardo Melgarejo, a estréia da peça 'Tribuliço e o guardião da mata' e o lançamento em disco da banda Justine e de Mário Falcão Quarteto são algumas das produções gaúchas para 2004. Em comum, entre esses e outros projetos, está o fomento do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte), da prefeitura.
(...) Nos projetos literários destacam-se a publicação Ambivalência, de Muriel Paraboni e Douglas Dickel. Prometido para maio, o livro é resultado do encontro entre filosofia e poesia. (...)
segunda-feira, 8 de março de 2004
Do you realize?
(Wayne Coyne)
Do You Realize - that you have the most beautiful face?
Do You Realize - we're floating in space?
Do You Realize - that happiness makes you cry?
Do You Realize - that everyone you know someday will die?
And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun don't go down
It's just an illusion caused by the world spinning round
(Wayne Coyne)
Do You Realize - that you have the most beautiful face?
Do You Realize - we're floating in space?
Do You Realize - that happiness makes you cry?
Do You Realize - that everyone you know someday will die?
And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun don't go down
It's just an illusion caused by the world spinning round
Jesse: Você sabe o que me deixa louco?
Céline: O quê?
Jesse: Todas essas pessoas falando de como é boa a tecnologia, e quanto tempo se ganha com ela. Mas, o que adianta ganhar tempo, se ninguém usa ele? Se ele apenas se converte em mais trabalho?
Céline: Sim.
Jesse: Você nunca ouve alguém dizer "Bem, você sabe, ã, no tempo que eu ganhei usando o word, eu vou ficar num monastário Zen". Você nunca ouve isso.
Céline: O quê?
Jesse: Todas essas pessoas falando de como é boa a tecnologia, e quanto tempo se ganha com ela. Mas, o que adianta ganhar tempo, se ninguém usa ele? Se ele apenas se converte em mais trabalho?
Céline: Sim.
Jesse: Você nunca ouve alguém dizer "Bem, você sabe, ã, no tempo que eu ganhei usando o word, eu vou ficar num monastário Zen". Você nunca ouve isso.
The Virgins é um "supergrupo" recém-formado por Evan Dando, Ryan Adams, Melissa Auf Der Maur e James Iha. Segundo o Dando, numa entrevista para a bonita revistinha inglesa Bang! (que teve 10 edições, de março a dezembro de 2003; o Fruet tem a que os Dandy Warhols figuram na capa), o som é uma mistura de Spacemen 3 com Crosby, Stills, Nash & Young.
sexta-feira, 5 de março de 2004
DIA 17 DE MARÇO, ZELIG ACADEMY, SECOND FLOOR
>>>A MORTE DO PÓQUET: ATRASO, LÁGRIMA, CAMISETAS GG E MUITO MAIS<<<
Eu e o Muriel estaremos lá, com nossos devidos apetrechos de squash.
>>>A MORTE DO PÓQUET: ATRASO, LÁGRIMA, CAMISETAS GG E MUITO MAIS<<<
Eu e o Muriel estaremos lá, com nossos devidos apetrechos de squash.
quinta-feira, 4 de março de 2004
Tracy, do Mogwai, não está saindo da minha cabeça. Tudo porque o Parada disse que nessa faixa do Young Team havia um sample que seria um trote que os caras da banda teriam feito com o produtor, dizendo que a banda tinha brigado e que a coisa estava feia. Fui ouvir, mas não tem o tal sample. De qualquer forma, acabei Descobrindo a música. É uma das mais bonitas deles.
"A percepção requer envolvimento." (Leonardo Farias, dono do Stereoleo, uma das melhores coleções de fotografias minimalistas que existe. Quando o arquivo do Fotolog estiver reativado, vale a pena cavocar tudo, lá.)
A NAVE NOUVEAU
Exposição de desenhos e pinturas de Guilherme Pilla
ABERTURA: dia 09 de março de 2004, terça-feira, às 20h
VISITAÇÃO: de 09 de março a 18 de abril de 2004
HORÁRIO: de terças a sábados das 13h30 às 18h30, domingos das 14 às 18h30
LOCAL: Museu do Trabalho. Rua dos Andradas, 230. Porto Alegre.
Exposição de desenhos e pinturas de Guilherme Pilla
ABERTURA: dia 09 de março de 2004, terça-feira, às 20h
VISITAÇÃO: de 09 de março a 18 de abril de 2004
HORÁRIO: de terças a sábados das 13h30 às 18h30, domingos das 14 às 18h30
LOCAL: Museu do Trabalho. Rua dos Andradas, 230. Porto Alegre.
quarta-feira, 3 de março de 2004
Letras curtas. MusicZine 36, março de 2001.
"Um olho na ponta de cada dedo." (Arnaldo Antunes)
"Harder faster, forever after. None of you can make the grade." (Brian Molko)
"Jesus não tem dentes no país dos banguelas." (Nando Reis)
"Nicotine, valium, vicodin, marijuana, ecstasy, and alcohol. Cocaine!" (QOTSA)
"Change my pitch up. Smack my bitch up." (Liam Howlett)
"Boyz pressing million dollar buttons. Boyz turning jams up to eleven." (Beck)
"I like short songs." (Jello Biafra)
"Um olho na ponta de cada dedo." (Arnaldo Antunes)
"Harder faster, forever after. None of you can make the grade." (Brian Molko)
"Jesus não tem dentes no país dos banguelas." (Nando Reis)
"Nicotine, valium, vicodin, marijuana, ecstasy, and alcohol. Cocaine!" (QOTSA)
"Change my pitch up. Smack my bitch up." (Liam Howlett)
"Boyz pressing million dollar buttons. Boyz turning jams up to eleven." (Beck)
"I like short songs." (Jello Biafra)
O quarteto canadense Fly Pan Am é o projeto principal - restrito à sonoridade minimalista - do guitarrista Roger Tellier-Craig, do Godspeed You! Black Emperor. O primeiro registro do grupo foi um split com o GY!BE, L'Espace Au Sol Est Redessine Par Des Immenses Panneaux Bleus/Sunshine + Gasoline, antecendo o primeiro LP, em 1999, que tem o mesmo nome da banda, lançado pela Constellation Records - também casa do GY!BE. Em 2000, saiu o EP Sedatif En Frequences Et Sillons, e em 2002, o LP Ceux Qui Inventent N'ont Jamais Vacu. Eu tenho uma música em MP3, da qual eu não sei o nome agora, que é de chorar com a repetição ad infinitum de um belo micro-arranjo, com timbres sensacionais.
Descobri no AMG que em 1991 foi lançado um disco chamado Guitarrorists ("terroristas da guitarra"). Eis as faixas cujos intérpretes são nossos conhecidos:
1. Overture / Sonic Boom (Spacemen 3)
5. I want to kill my brother: the cymball... / Wayne Coyne (The Flaming Lips)
6. A little ethnic song / J. Mascis (Dinosaur Jr.)
7. West broadway / Dean Wareham (Galaxie 500, Luna)
12. Blues for spacegirl / Thurston Moore (Sonic Youth)
18. Kitten / Kim Gordon (Sonic Youth)
25. Here / Lee Ranaldo (Sonic Youth)
26. Nutty about lemurs / Steve Albini
1. Overture / Sonic Boom (Spacemen 3)
5. I want to kill my brother: the cymball... / Wayne Coyne (The Flaming Lips)
6. A little ethnic song / J. Mascis (Dinosaur Jr.)
7. West broadway / Dean Wareham (Galaxie 500, Luna)
12. Blues for spacegirl / Thurston Moore (Sonic Youth)
18. Kitten / Kim Gordon (Sonic Youth)
25. Here / Lee Ranaldo (Sonic Youth)
26. Nutty about lemurs / Steve Albini
"Quando se vai para a música, a coisa mais poderosa é ser honesto. Eu tenho certeza de que eu não tenho nada a perder dizendo a verdade. Eu parei de me preocupar com o que as pessoas vão pensar se eu cantar sobre amor e humanidade. Eu penso Foda-se! Eu acho que essas são as minhas composições mais fortes. E isso é a melhor coisa que já aconteceu comigo." (Wayne Coyne)
Quando será que o Felipe Dreher vai reunir os textos dele num livro a ser publicado?
vejo um arco-iris p&b num céu de noite grisalha. estou empurrando dois elephantes escada acima. vi a lua espatifar-se no chão e quando ela caiu, cacos de vidro se espalharam por todos os lados e agora meus pés estão sangrando e não consigo e nem quero cuidar das feridas porque até o momento dancei sobre as pontas cristalizadas que semearam a terra.
todas as estrelas cairam e se dividiram na atmosfera.
arremessaram vinho sobre minha cabeça. um anjo desviou o copo - plástico - e alimentou-se do líquido que dele saiu e molhou minhas costas. ele lambeu o vinho espalhado pelo meu corpo. capturou minha alma numa fotografia.
o céu é engraçado. roubaram suas estrelas. um demônio de pés leves que te esmaga com carícias. sintonizado, meditando, hipnótico. olhos gelados de retina colada se desfazendo sem nenhum sorriso. nada ficou. não tenho nem vontade de acender a luz. não existe mais luz. nascimento/morte. sem vida. útero assassino. palavras cortantes.
segundo o tabelião, hoje é meu aniversário.
vejo um arco-iris p&b num céu de noite grisalha. estou empurrando dois elephantes escada acima. vi a lua espatifar-se no chão e quando ela caiu, cacos de vidro se espalharam por todos os lados e agora meus pés estão sangrando e não consigo e nem quero cuidar das feridas porque até o momento dancei sobre as pontas cristalizadas que semearam a terra.
todas as estrelas cairam e se dividiram na atmosfera.
arremessaram vinho sobre minha cabeça. um anjo desviou o copo - plástico - e alimentou-se do líquido que dele saiu e molhou minhas costas. ele lambeu o vinho espalhado pelo meu corpo. capturou minha alma numa fotografia.
o céu é engraçado. roubaram suas estrelas. um demônio de pés leves que te esmaga com carícias. sintonizado, meditando, hipnótico. olhos gelados de retina colada se desfazendo sem nenhum sorriso. nada ficou. não tenho nem vontade de acender a luz. não existe mais luz. nascimento/morte. sem vida. útero assassino. palavras cortantes.
segundo o tabelião, hoje é meu aniversário.
Sim, Wayne Coyne é um filho da puta. Principalmente quanto a voz e melodias. E idéias estranhas. Tipo a orquestra de microsystems, sentados em cadeiras, cujos plays foram acionados por convidados especiais. Tipo ter pessoas com roupas de bichos dançando no palco, durante os shows da turnê do ano passado.
1. epístola
:: ma n i f e sto estr a gu iiii sta :;;; //
não espere comoção. erros são totalmente toleráveis. o fim pode nunca chegar. o começo também. sentimentos comuns que te identificarão com a história não serão apresentados nos textos, nas imagens, fotografismos, iconogramas, salivas e protuberâncias.
quando repórteres te perguntarem sobre o estraguismo, a resposta é simples:
"você está certo, você venceu"
nossa arte - se é que podemos chamar de arte o reflexo dessa perturbação - é o cúmulo da decadência. nunca nada valeu tão pouco.
um estupro do texto. sêmem nas teclas da máquina.
referências?
"sim, tudo"
como?
"como?"
o que é estraguismo?
"estraguismo é tudo"
violência gratuita contra o próprio corpo. auto-consumo. células do olho apodrecendo na pele de uma alma metálica. sim o estraguismo tem uma definição de alma que será abordada futuramente.
agora, adianto que o movimento foi iniciado e devido a forças descobertas pelo senhor isacnewton já deve ter sido desacelerado.
morte - temos um bom enigma para o senido da vida.
vá. crie suas próprias teorias para que possamos ensinar na nossa escola.
postado por FELIPE DREHER
:: ma n i f e sto estr a gu iiii sta :;;; //
não espere comoção. erros são totalmente toleráveis. o fim pode nunca chegar. o começo também. sentimentos comuns que te identificarão com a história não serão apresentados nos textos, nas imagens, fotografismos, iconogramas, salivas e protuberâncias.
quando repórteres te perguntarem sobre o estraguismo, a resposta é simples:
"você está certo, você venceu"
nossa arte - se é que podemos chamar de arte o reflexo dessa perturbação - é o cúmulo da decadência. nunca nada valeu tão pouco.
um estupro do texto. sêmem nas teclas da máquina.
referências?
"sim, tudo"
como?
"como?"
o que é estraguismo?
"estraguismo é tudo"
violência gratuita contra o próprio corpo. auto-consumo. células do olho apodrecendo na pele de uma alma metálica. sim o estraguismo tem uma definição de alma que será abordada futuramente.
agora, adianto que o movimento foi iniciado e devido a forças descobertas pelo senhor isacnewton já deve ter sido desacelerado.
morte - temos um bom enigma para o senido da vida.
vá. crie suas próprias teorias para que possamos ensinar na nossa escola.
postado por FELIPE DREHER
Usina do Som, 26/02/2004 - Depois de muitos rumores, a vinda da banda Placebo ao Brasil já está praticamente certa. A empresa que comanda o Credicard Hall e o Directv Music Hall reservou o dia 29 de abril para abrigar o show do trio de Brian Molko. Em breve deverá acontecer a definição da casa e o anúncio oficial do show. O grupo termina uma turnê européia em meados de abril.
Está explicado. Foi a igreja católica, para variar.
"O gato doméstico surge por volta de 2.500 a.C. do cruzamento entre o Felis sylvestris (Europeu) e o Felis lybica (Africano). No Egito, na Índia e na Pérsia foram desenterradas a maioria das 192 múmias de gatos que estão no Museu Britânico e que são de Felis lybica. Algumas destas múmias eram envoltas em tiras de pano cruzadas entre si formando um desenho bicolor. Usavam-se discos redondos para representam as narinas e os olhos e as orelhas eram representadas por folhas de palmeira. Outras múmias eram encerradas em sarcófagos de madeira, bronze ou barro. No Egito, os gatos eram adorados pela sua associação à Deusa da Lua, Pasht, e à Deusa do Sol, Bast. Por estas associações divinas, quando morriam os gatos eram mumificados e para que todos soubessem do luto do seu dono, este depilava por completo as sobrancelhas. Os romanos, quando invadiram o Egito, adotaram o culto da Deusa Bast e perpetuaram os seus gatos em estátuas, murais e mosaicos.
Mas a Idade Média reserva-lhes outra sorte: perdem a sua popularidade sendo associados à adoração de espíritos maus. Neste cenário surge a adoração a uma nova Deusa pagã – Freya – envolvendo também os gatos, mas o seu culto era considerado heresia e quem o praticasse era punido com torturas e morte. Porque os gatos faziam parte desse culto foram considerados demoníacos, especialmente os de cor preta. Tal crença exterminou milhares de gatos, cruelmente perseguidos, capturados e atirados a fogueiras. Uma pessoa vista a ajudar um gato, especialmente este fosse preto, estava sujeita a ser denunciada como bruxa e ver vítima de tortura e morte. A igreja virou-lhe as costas e durante mais de 4 séculos foi sacrificado, enforcado ou torturado como herege. Sem a presença de gatos, os ratos desenvolvem-se e propagam a peste em todas as cidades. A insanidade generalizava-se de tal forma que tudo o que de mal acontecesse seria obra dos gatos e das pessoas acusadas de bruxaria, fossem safras perdidas, acidentes, doenças, mortes súbitas, etc. tudo servia de mote."
"O gato doméstico surge por volta de 2.500 a.C. do cruzamento entre o Felis sylvestris (Europeu) e o Felis lybica (Africano). No Egito, na Índia e na Pérsia foram desenterradas a maioria das 192 múmias de gatos que estão no Museu Britânico e que são de Felis lybica. Algumas destas múmias eram envoltas em tiras de pano cruzadas entre si formando um desenho bicolor. Usavam-se discos redondos para representam as narinas e os olhos e as orelhas eram representadas por folhas de palmeira. Outras múmias eram encerradas em sarcófagos de madeira, bronze ou barro. No Egito, os gatos eram adorados pela sua associação à Deusa da Lua, Pasht, e à Deusa do Sol, Bast. Por estas associações divinas, quando morriam os gatos eram mumificados e para que todos soubessem do luto do seu dono, este depilava por completo as sobrancelhas. Os romanos, quando invadiram o Egito, adotaram o culto da Deusa Bast e perpetuaram os seus gatos em estátuas, murais e mosaicos.
Mas a Idade Média reserva-lhes outra sorte: perdem a sua popularidade sendo associados à adoração de espíritos maus. Neste cenário surge a adoração a uma nova Deusa pagã – Freya – envolvendo também os gatos, mas o seu culto era considerado heresia e quem o praticasse era punido com torturas e morte. Porque os gatos faziam parte desse culto foram considerados demoníacos, especialmente os de cor preta. Tal crença exterminou milhares de gatos, cruelmente perseguidos, capturados e atirados a fogueiras. Uma pessoa vista a ajudar um gato, especialmente este fosse preto, estava sujeita a ser denunciada como bruxa e ver vítima de tortura e morte. A igreja virou-lhe as costas e durante mais de 4 séculos foi sacrificado, enforcado ou torturado como herege. Sem a presença de gatos, os ratos desenvolvem-se e propagam a peste em todas as cidades. A insanidade generalizava-se de tal forma que tudo o que de mal acontecesse seria obra dos gatos e das pessoas acusadas de bruxaria, fossem safras perdidas, acidentes, doenças, mortes súbitas, etc. tudo servia de mote."
Gatos são incompreendidos. Assim como o punk e o satã-simbologicamente. Eu era um dos que não os compreendiam. Se antes eu apedrejava os gatos, hoje eu tenho pedras para atirar nos cachorros também, se o negócio é a comparação direta. Cachorro é bom na rua, um belo vira-lata, ou em casa com pátio grande. Para apartamento, são o gatos. Eles são leves, portanto não derrubam tudo - só algumas coisas, às vezes. Eles não mastigam tudo o que vêem pela frente. Aprendem mais fácil a fazer cocôti e xixíti no lugar certo, por causa da eficácia do Gatinho Arenoso. Miados são mais suaves do que latidos. Sobre a esperteza, em certos aspectos os cachorros são muito mais espertos que os gatos, e os gatos é que são os adoráveis bobões. E sobre independência, os gatos são mais independentes naquilo que é bom serem, porque eles precisam do carinho dos donos, sim. Eles dormem com os donos. E mantêm-se limpos, sem fedor. A sujeira fedorenta sai toda na merda insuportável que esses bichos fazem.
Havia um tempo e um lugar em que os gatos eram sagrados e quando morriam eles eram mumificados.
Havia um tempo e um lugar em que os gatos eram sagrados e quando morriam eles eram mumificados.
terça-feira, 2 de março de 2004
segunda-feira, 1 de março de 2004
Coletaneei Yo La Tengo:
1. Sugarcube [I can hear the heart beating as one]
2. Double dare [Painful]
3. Decora [Electr-o-pura]
4. Deeper into movies [I can hear the heart beating as one]
5. From a Motel 6 [Painful]
6. Artificial heart [Genius+love]
7. Tom Courtenay [Electr-o-pura]
8. Big day coming [Painful]
9. Moby octopad [I can hear the heart beating as one]
10. Flying lesson (Hot chicken #1) [Electr-o-pura]
11. Little Honda [I can hear the heart beating as one]
12. Evanescent psychic pez drop [Genius+love]
13. False alarm [Electr-o-pura]
14. Autumn sweater [I can hear the heart beating as one]
15. Too late [Genius+love]
16. Spec bebop [I can hear the heart beating as one]
1. Sugarcube [I can hear the heart beating as one]
2. Double dare [Painful]
3. Decora [Electr-o-pura]
4. Deeper into movies [I can hear the heart beating as one]
5. From a Motel 6 [Painful]
6. Artificial heart [Genius+love]
7. Tom Courtenay [Electr-o-pura]
8. Big day coming [Painful]
9. Moby octopad [I can hear the heart beating as one]
10. Flying lesson (Hot chicken #1) [Electr-o-pura]
11. Little Honda [I can hear the heart beating as one]
12. Evanescent psychic pez drop [Genius+love]
13. False alarm [Electr-o-pura]
14. Autumn sweater [I can hear the heart beating as one]
15. Too late [Genius+love]
16. Spec bebop [I can hear the heart beating as one]
Ha ha ha: "O simpático senhor barbado que aparece tocando guitarra no Sonora da MTV é nosso estimado Douglas Dickel. E sim, somos nós tocando Hoje Eu Tou Melhor por 30 segundos. ¡Gracias!" Isto está no site da Blanched, eu não tinha lido ainda. Eu ainda não vi esse sonoro aí. Isso não existe. Terminamos de gravar. Próximo fim de semana: mixagem. É um momento pelo qual estou ansioso. Perto.
Nós vimos Donnie Darko sábado. (É da Flower Films, produtora da Drew Barrymore que, segundo a Manu, faz filmes estranhos e tem como conselheiro o Michael Stipe. Ela, Drew, participa do filme herself. E o Patrick Swayze também. E tem na trilha Joy Division, Echo & The Bunnymen, Duran Duran e Tears For Fears.) Eu não entendi nada. Parece ser daqueles filmes que precisam ser estudados depois de vistos. Ou seja, uma merda. (Uma obra de arte tem que bastar por si só.) Fui atrás de sites que explicassem o filme. Só consegui páginas em inglês, para dificultar. Primary Universe? Tangent Universe? Céus... Parece ser daqueles filmes que se tornam interessantes depois de explicados. Alguém que escreve em português entendeu e quer explicar para mim? Tony? Ah: "Ultimately Richard Kelly intended for this movie to have multiple interpretations", mas eu queria ter pelo menos uma. (Se você ainda não viu o filme, não entre nos comentários.)
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