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quinta-feira, 1 de maio de 2014

"Que melhor prova pode haver de que essa Coisa provém do espaço interior do que a primeira cena de Guerra nas Estrelas? De início, tudo que vemos é o vazio: o céu escuro infinito, o abismo sinistramente silencioso do universo, com estrelas cintilantes dispersas, que são menos objetos materiais do que pontos abstratos, marcadores de coordenadas espaciais, objetos virtuais. Depois, de súbito, ouvimos em estéreo Dolby, um som tonitruante proveniente de trás de nós, do nosso fundo mais íntimo, a que vem juntar-se a seguir o objeto visual, a origem desse som, a gigantesca nave espacial, uma espécie de versão espacial do Titanic, que entra triunfante no quadro da tela-realidade. O objeto-Coisa é assim transmitido como uma parte de [nós mesmos] que expelimos para a realidade... Essa intrusão da Coisa enorme parece trazer um alívio, suprimindo o [horror vacui] de contemplar o vazio infinito do universo. Mas e se seu efeito real fosse exatamente o oposto? E se o verdadeiro horror fosse a presença de [alguma coisa] – a intrusão de um real excessivo e imenso – onde não esperávamos nada? Essa experiência de 'alguma coisa (a mancha do real) em vez de nada' está talvez na raiz da interrogação metafísica: 'Por que há alguma coisa em vez de nada?'" (Slavoj Žižek)

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